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MÍDIA. Está mais que na hora de discutir, a sério, a questão do direito de resposta

Minha posição em relação à mídia, especialmente a grandona, mas também a que se acha, é por demais conhecida. Se acha. E por conta disso, não dá a mínima para seu consumidor – seja ele leitor, ouvinte ou espectador. Eventualmente, até mesmo os anunciantes sofrem. E não pensem que estou escrevendo bobagem. Quem é do meio sabe.

Dito isto, já passou da hora de discutir, seriamente, essa questão. Afinal, de discursos de “imparcialidade”, só para ficar num exemplo da boca do monte, o rádio de Santa Maria está cheio. Mas sobram opinionistas (e falo inclusive da emissora em que atuo, que também tem). Informação, que é bom, necas. E isenção mínima? Esqueça. Vale, inclusive, para os comentaristas de ocasião.

Mas, enfim, deixemos nós de discurso e fiquemos com o que escreve o veterano jornalista Carlos Brickmann. Com larga passagem pela mídia grandona ou nem tanto, inclusive em funções de chefia, hoje é consultor. E assina a seção “Circo da Notícia”, no sítio especializado Observatório da Imprensa. Confira, a seguir, um trecho:

O OUTRO LADO – Quem vai imprensar a imprensa

…Seguir a Constituição significa liberar os meios de comunicação para que publiquem o que quiserem, sujeitos, porém, a processos judiciais. Em princípio, tudo OK. Na prática, a coisa é um pouco diferente. Os processos são lentos, de tal maneira que a reparação de eventuais danos fica para muito mais tarde, sem efeito aparente; e os meios de comunicação, confiantes nessa lentidão, com frequência se negam a permitir aos atingidos por suas reportagens qualquer tipo de reação, variando de não ouvi-los nas matérias até não publicar as contestações que enviem ao veículo – mesmo que sejam na forma de simples cartas, em linguagem respeitosa e concisa, à Redação.

A ética jornalística recomenda que todos os lados sejam ouvidos (e ouvidos a sério, não apenas para cumprir tabela); e que o direito de resposta, segundo normas civilizadas de tamanho, oportunidade e linguagem, seja amplamente concedido. Não é o que vem acontecendo. O cavalheiro é acusado de intermediar a nomeação de esposa, sogra, filhos, netos, e isso sai numa página inteira; sua resposta, provando que não é casado, não vive com ninguém, não tem filhos, nem netos, nem sogra, nem esposa, nem amante, é transformada num “fulano nega as acusações”. Recurso à Justiça? Daqui a cinco, seis, dez anos, quando ninguém mais se lembra do caso, aparece no veículo uma sentença judicial, em linguagem frequentemente hermética, informando, data venia, que nada daquilo aconteceu…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras seções e artigos publicados no sítio especializado Observatório da Imprensa.

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