Assembleia

SEM SURPRESA. Governo faz valer sua maioria e sepulta possível impeachment de Yeda

Líderes governistas, após a votação, foram festejar com seus correligionários, nas galerias da AL
Líderes governistas, após a votação, foram festejar com seus correligionários, nas galerias da AL

É verdade que houve discursos inflamados por qualquer coisa como três horas. Mas, como sabiam até as pedras usadas para a construção do Palácio Farroupilha, era simplesmente nula a chance de admissão do processo de impeachment da governadora Yeda Crusius, patrocinada pela Federação dos Servidores Públicos do RS e acatada pelo presidente da Assembléia, o petista Ivar Pavan.

O governo e sua base patrolou a proposta já na Comissão Especial montada para estudar o caso. Ignorou qualquer choro oposicionista e impôs o nome do presidente, o pepista Pedro Westphalen, e da relatora, a tucana (como Yeda) Zilá Brientenbach. E mais: em tempo recorde aprovou, como quis, o relatório pela não admissão. E ponto.

Ontem, quem decidiu foi o plenário. E, na hora do voto, eles sobraram. Até mesmo dois oposicionistas (leia a relação dos votantes e como eles se manifestaram, na nota que publicarei logo em seguida) votaram com o Palácio Piratini. Resumo da ópera: ficou a denúncia, algum espaço na mídia e a governadora livre de qualquer punição por parte dos deputados. E, o que também é importante para o futuro próximo (o distante é outra coisa), fortalecida políticamente.

Sobre a sessão loooonga de ontem, e o que disseram uns e outros, acompanhe reportagem distribuída pela Agência de Notícias do parlamento gaúcho. O texto é de Leonel Rocha, com a colaboração de Michele Limeira. A foto é de Marco Couto. A seguir:

Parlamentares aprovam arquivamento do processo de impeachment

O parecer da Comissão Especial que trata da denúncia por crime de responsabilidade contra a governadora Yeda Crusius, contrário à admissibilidade do pedido, foi aprovado por 30 votos favoráveis a 17 votos contrários, na sessão plenária desta terça-feira (20). Com a decisão, o processo foi arquivado.

As galerias foram ocupadas por apoiadores da governadora, de um lado, e, de outro, por integrantes do Fórum dos Servidores Públicos do RS – entidade que ingressou com o pedido de impeachment. Os parlamentares que se pronunciaram o fizeram sob vaias e aplausos dos dois grupos. Ao final, os defensores de Yeda comemoraram cantando o Hino Rio-Grandense.
A sessão iniciou às 15h30 e, por mais de três horas, somente deputados da oposição ocuparam o tempo destinado a cada bancada e os espaços de comunicação de liderança. Segundo as regras apresentadas pela Presidência da AL e aprovadas em reunião de líderes, cada bancada teve uma hora para falar.

O primeiro a discursar em nome de sua bancada foi o deputado Raul Carrion (PCdoB). Ele elencou uma série de motivos para sustentar sua posição contrária à aprovação do parecer, dentre as quais o fato de não ter havido reunião para exames das provas ou para ouvir o Ministério Público Federal. “Foi um relatório oficialista, que teve como objetivo absolver a governadora sem a devida análise dos fatos. É uma peça de defesa. A deputada Zilá o redigiu como advogada de defesa e não como relatora”, destacou Carrion, referindo-se à relatora do parecer, deputada Zilá Breitenbach (PSDB)…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras reportagens produzidas e distribuídas pela Agência de Notícias da Assembléia Legislativa.

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Um Comentário

  1. Comemoram o que nesta foto? O fato de o Rio Grande do Sul ser motivo de piada para o resto do país? Comemoram talvez a “regularização” do maior escândalo de corrupção já acontecido no RS?
    Na minha opinião foi a banalização do ilícito. Nâo se trata mais aqui no estado se houve ou não a irregularidade (Vistes Claudemir, como estou moderando meu palavreado?), o que importa é tu ter maioria na Assembleia. Isto apenas reforça o erro dos gaúchos na eleição passada. Além de votarem nesta senhora que aterroriza o Rio Grande, ainda deram a ela ampla maioria de deputados. “Quem pranta, cóie!”. O que assusta um pouco neste sentido é saber que um dos réus confessos deste esquema está hoje sendo pago com o dinheiro dos santa-marienses para fazer não se sabe o que na prefeitura. Assusta ainda um pouquinho mais é saber que, a exemplo de Yeda, Schirmer tem ampla maioria na Câmara de Vereadores. Mas, um dia o povo aprende…

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