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EM SEGREDO. É desse jeito que o DEM decide se expulsa (ou não) Arruda – que foi ao TSE

Voto secreto: pode ser a salvação interna de Arruda no DEM. Ou não...
Voto secreto: pode ser a salvação interna de Arruda no DEM. Ou não...

Está bom. Vamos conceder que o título desta nota é um pouco forçado. Mas não muito. Afinal, quando uma decisão é tomada através do voto secreto, você, ao mesmo tempo em que protege os eleitores de possíveis represálias (o que é louvável), também permite que, no escurinho da urna, o sujeito decida de uma forma, digamos, menos digna.

O leitor que escolha a opção que melhor entender. O fato é que será através do voto secreto (recomendado pelo estatuto partidário) que o DEM decide sobre a expulsão (ou não) do único governador da sigla, José Roberto Arruda, do Distrito Federal, pego com as calças curtas (ou sem elas), pela operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.

Para saber mais detalhes do que vai acontecer (ou não) dê uma conferida na reportagem publicada na versão online d’O Estado de São Paulo. O texto é de Marcelo de Moraes, Christiane Samarco e Carol Pires, com foto de Valter Campanato, da Agência Brasil. A seguir:

Decisão sobre expulsão de Arruda do DEM terá voto secreto

A reunião da Comissão Executiva Nacional do DEM, que discutirá a proposta de expulsão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, será feita no sistema de voto secreto. Num momento em que o governador tem operado intensamente no plano local para evitar seu impeachment, o sistema de votação secreta abre uma brecha para que Arruda tente convencer seus companheiros de partido a absolvê-lo da acusação de envolvimento no chamado escândalo do mensalão do DEM sem que se exponham publicamente.

O artigo 99 do estatuto do DEM prevê que aplicações de medidas disciplinares sejam feitas apenas com dois tipos de votação: a secreta ou por aclamação. O comando do partido, entretanto, preferiu não fazer o sistema de aclamação. Assim, com 45 pessoas participando da decisão (alguns com direito a ter mais de um voto) somente será possível saber como cada membro da Executiva votou na hipótese improvável de a decisão ser tomada por unanimidade. 

A justificativa da direção do partido para adotar o voto secreto é novamente baseada na ideia de não cometer deslizes jurídicos no processo de julgamento para reduzir as chances de Arruda conseguir reverter sua punição apresentando recursos à Justiça…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

ATUALIZAÇÃO (1): A direção do DEM resolveu adiar para sexta-feira a reunião originalmente marcada párea esta quinta-feira.

ATUALIZAÇÃO (2): independente da decisão do DEM, José Roberto Arruda faz seus próprios movimentos. O principal deles, talvez, seja no campo jurídico. Tanto que nesta quarta-feira, ele resolveu recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, buscando uma decisão LIMINAR que suspenda a reunião de seu próprio partido, alegando não ter tido direito a ampla defesa. Que coisa!

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