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Arena da morte – por Gilson Piber

Não podemos fazer das ruas de Santa Maria uma área de embate entre motoristas e pedestres. É preciso despertarmos, de forma urgente, para uma convivência pacífica e harmoniosa entre os santa-marienses que trafegam com seus veículos e aqueles que tentam cruzar as ruas e avenidas. O respeito mútuo entre as partes não pode esperar mais ou ser meramente desprezado.

Segundo levantamento preliminar do DETRAN/RS, em 2009, foram registradas 28 mortes no trânsito de Santa Maria. Morreram 24 homens e quatro mulheres, uma taxa de 1,1 vítima fatal por 10 mil habitantes. Houve o registro igual de quatro mortes em quatro faixas etárias: dos 18 aos 24 anos, dos 35 aos 39 anos, dos 40 aos 44 anos e dos 45 aos 49 anos. O número de feridos chegou a 1.620, uma taxa de 60,9 por 10 mil habitantes. A faixa etária com o maior número de feridos – 477 – foi dos 18 aos 24 anos.

Dar um basta aos acidentes de trânsito com vítimas fatais ou amenizar o número de batidas e atropelamentos é um assunto que necessita ser debatido em todos os cantos da cidade. Os poderes constituídos – Executivo, Legislativo e Judiciário -, bem como as entidades representativas e demais organizações, devem pautar a discussão e ficarem atentos para evitar um massacre maior de vidas.

Quase que diariamente vemos, lemos ou ouvimos informações que um acidente de trânsito causou a morte de uma, duas e até um grupo de pessoas no município ou nas rodovias próximas. Quando o sofrimento é alheio, ficamos distantes e apenas lamentamos pela (s) vida (s) ceifada (s) no trânsito. O quadro muda quando temos algum parente ou amigo envolvido na carnificina de rodas.

Semáforos devem ser respeitados por motoristas e pedestres, assim como as faixas de segurança. O mesmo vale para os limites de velocidade na zona central. Ultrapassagens indevidas, motoristas embriagados, corredores compulsivos, entre outras lamentáveis práticas, colaboram para a tragédia no trânsito local.

Infelizmente, a pressa embobece condutores e transeuntes. Nosso trânsito vira uma corrida maluca, onde, lamentavelmente, a vida fica em segundo plano. Chegar primeiro ao destino desejado é a meta. Azar de quem está na frente, atrás ou quer cruzar a rua. Que todos esperem, afinal, quero passar agora, já, custe o que custar.

Enquanto isso, morrem crianças, jovens, adultos e idosos. Famílias são despedaçadas pela voracidade no trânsito santa-mariense. Devemos acabar com a arena da morte nas ruas e avenidas de Santa Maria.  A mudança de comportamento depende de cada motorista e pedestre. A caminhada para mudarmos a situação precisa começar agora. Cada um deve fazer a sua parte. Urgentemente.

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