MINÚSCULOS. Quer concorrer por um desses partidos? Antes, pague uma taxa
Ganhar a eleição? Disputar efetivamente o poder, como mandam os preceitos que a gente estuda no Direito Constitucional? É. Pode ser. Mas não para um grupo bem específico de partidos políticos hoje existentes no Brasil. Até taxa, em alguns deles, ou boa parte, é necessário – se você quiser participar ativamente, inclusive de uma eleição. Ler o programa? Pffff.
Ah, isso sem falar na comum prática de oferecer alianças às agremiações maiores, apenas em troca de estrutura para as suas próprias campanhas. Quer saber mais? Leia a reportagem de Ludmilla de Lima, publicada no jornal O Globo, e reproduzida no BLOGUE de Ricardo Noblat na internet. A seguir:
“Partidos nanicos cobram taxas de candidatos…
… Na cartilha dos partidos nanicos, vencer nas urnas e representar a sociedade é apenas um detalhe. Para eles, o que importa é estar na disputa e aproveitar as oportunidades. Sendo assim, a cada ano eleitoral, as legendas lançam meios – alguns eticamente questionáveis e escandalosos – para atrair nomes e fontes de recursos. Um deles é cobrar “taxas de inscrição” para os candidatos: no PRP do Rio, por exemplo, quem quer entrar na disputa para deputado estadual ou federal tem que desembolsar cerca de R$ 2 mil.
Nem todos os partidos pequenos – como PRTB, PHS, PSL, PTN e PTdoB – afirmam cobrar a mesma taxa ou valores acima de R$ 1 mil de seus candidatos, mas abrigam outras práticas comuns. Uma delas é oferecer aliança em troca de estrutura para suas campanhas, além de espaço no governo. Mas eles também não estão livres de se tornarem vítimas de outro tipo de negociação: a desistência de candidatos assediados por outros mais fortes. Há quem proponha dinheiro, emprego ou cargo para minar a concorrência em seus redutos…”
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