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Ponte do Toropi é o retrato do Rio Grande – por Carlos Costabeber

A queda da ponte sobre o Rio Toropi, é um acontecimento chocante, pois mostra bem o descaso do poder público com a infraestrutura do país. Se a gente vai contar “lá fora” essa história, ninguém vai acreditar ! Mas como no Brasil tudo é possível…!

Pois quero lincar esse fato à triste situação do Rio Grande do Sul! E, para tal, vou me valer de mensagem que recebi de um grande amigo de infância, o Júlio Krauspenhar. O Júlio e eu fomos por muitos anos colegas no Colégio Santa Maria, vizinhos e parceiros no San Remo (que reunia a gurizada da Floriano Peixoto e adjacências, lá nos anos 60). Ele saiu de Santa Maria como estagiário da “falecida” Ficrei, passou por Porto Alegre, e acabou em São Paulo (1969), onde trabalha até hoje. Formou-se em Administração pela Mackenzie, foi diretor do Banco de Boston por 15 anos, Diretor do Grupo Vicunha,  e se tornou um gênio no mercado de capitais. Por fim, é um profissional daqui, que fez e faz sucesso lá fora.

Pois são dele as seguintes palavras: “em todo esse tempo fora, sempre tive a oportunidade de acompanhar e ser um crítico no que concerne a evolução do nosso Estado. Ora, afinal, temos um território 8% maior do que São Paulo, e com uma terra de excelente qualidade. Afinal, qual é o problema? Lembro que o fundador da Sadia, o santa-mariense Atilio Fontana, respondia o seguinte ao ser perguntado porque nunca teve fábricas no RS: “NO RIO GRANDE DO SUL SÓ SE PENSA EM POLITICA; um Estado em que bananeira já deu cacho”.

E concluiu o Júlio: “cabe a você e às forças vivas da Região, de levar ao Governador Sartori  (que me parece imbuído dos melhores propósitos) sugestões práticas, pois realmente vai assumir um Estado com muitos problemas. Afinal, o Rio Grande tem uma divida impagável de 50 bilhões de reais, e em contínua elevação”.

E realmente essa é a minha preocupação! Tudo está para ser feito, consertado, ajustado, melhorado, corrigido. Tomara que o novo Governador IMPONHA O SEU ESTILO INOVADOR de gerir a coisa pública, já que o seu partido (PMDB) tem um estilo conservador de governar (veja como “passou em branco” o Governo Rigotto).

É por isso que fiz a relação entre a Ponte do Toropi e a situação lamentável das finanças do Rio Grande (outro exemplo aqui pertinho é a RS 640 entre Rosário e Cacequi, eleita a pior estrada do Rio Grande).

Desse modo, cada novo governador eleito no Rio Grande, não passa de um SÍNDICO DE UMA MASSA FALIDA, na opinião de outro  importante amigo de São Paulo.

Mas existem duas saídas: (1) conseguir a RENEGOCIAÇÃO DA DIVIDA junto ao Governo Federal, e (2) fazer um CHOQUE DE GESTÃO dolorido e sem precedentes.

Só nos resta, pois, torcer e tentar contribuir, cada um a sua maneira !

 

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