Manifesto pelo feijão – por Orlando Fonseca

Onde pretende chegar o Sr. Presidente com o seu discurso de ódio? Toda semana há uma declaração em que se percebe a ênfase no tensionamento. Ao contrário daquele mandatário da república, no período de exceção dos anos setenta do século passado, trata-se de um projeto de tensão lenta e gradual. A ideia (se é que há uma) por trás da propaganda, cada vez mais explícita, de que haja um conflito entre as forças contrárias no ambiente político, assenta-se sobre uma compreensão de que ele, o Sr. Presidente, quer trabalhar pelo país, mas os opositores não deixam. E não são apenas os parlamentares (cujas figuras dos presidentes da duas Casas do Congresso Nacional são permanentes alvos de ataque), mas também os ministros do STF (a serviço de um movimento jurídico para desacreditar o seu governo), a mídia (que só noticia as coisas ruins de seu des/governo, como se houvesse outras), as embaixadas (em conluio internacional para desestabilizar o seu mandato presidencial). Ou seja, se isso não for paranoia, precisamos prestar muita atenção: com quem o Sr. Presidente fala ao recomendar que, os que não podem comprar feijão, comprem fuzis?
Tanto um quanto outro desses símbolos em sua fala são sínteses usadas, de modo comum, para representar noções muito mais amplas. As crianças aprendem a contar rimando números com feijão e arroz. Uma das histórias infantis popular é a do “João e o pé de feijão”. Ainda na literatura temos um clássico do Orígenes Lessa, O feijão e o sonho. Já o fuzil está em versos marciais, e infelizmente, ao longo dos anos, deu uma rima para Brasil. Portanto, não são termos escolhidos de modo aleatório, muito embora, catando aqui e ali no meio de tantos termos chulos (o que já indicia um discurso oficial como afronta) se possam achar mensagens cifradas, que cobram maior discernimento. Ambos os termos podem significar uma ação fatal: feijão para matar a fome; o fuzil para matar inimigos. Não existe fuzil – ao menos no discurso – como arma esportiva, como se alguém pudesse brincar de tiro ao alvo, ou praticar para um evento competitivo. Fuzil é um emblema bélico, assim como feijão é um emblema nacional que representa o básico – assim como o pão – quando se fala em alimento.
Diante da necessidade de dizer que um governo deve fazer o básico também se usa o feijão, em um prato com arroz, para indicar o fundamental na condução de políticas públicas. E isso é tudo o que não estamos conseguindo ver em nosso país. Apesar de alguns adoradores de mito afirmarem que o país está melhorando, o que os índices econômicos indicam não é nada bom. Preço dos alimentos nas alturas – ainda que tenhamos safras recordes de exportação; preço dos combustíveis não para de subir, Real cada vez mais desvalorizado frente ao dólar; Inflação voltando com tudo; desemprego batendo na casa de 15%, 10 milhões de brasileiros voltaram para baixo da linha de miséria, o que coloca o Brasil no mapa da fome. Por isso é que, frente a uma pandemia que não tem tido o devido tratamento do governo central – cheio de negacionistas – eu me reúno ao coro de milhares de brasileiros que bradam as palavras de ordem: Vacina no braço – Feijão no prato!
Fuzil é para matar inimigos. No entanto, quem seriam nossos inimigos para que os eliminássemos com essa arma? Os inimigos maiores no momento, em nosso país, são o coronavírus (e suas variantes) e a fome. Em termos de segurança, o que precisamos no momento é da cobertura vacinal e segurança alimentar para milhões, vivendo pelas ruas e praças de nosso amado Brasil. Sim, não é porque saímos abraçados na bandeira verde-amarela que demonstramos nosso amor pela pátria, mas quando nos unimos sem deixar ninguém de fora, numa cidadania inclusiva. Não podemos dizer que Deus está acima de tudo, se não nos importamos em mitigar a fome dos que padecem ao nosso lado (como diz o Padre Júlio Lancellotti), tão filhos d’Ele, quanto nós, os irmãos brasileiros que têm ainda o alimento de cada dia no prato. Mais feijão, e menos fuzil: é disso que precisa o Brasil.
*Orlando Fonseca é professor titular da UFSM – aposentado, Doutor em Teoria da Literatura e Mestre em Literatura Brasileira. Foi Secretário de Cultura na Prefeitura de Santa Maria e Pró-Reitor de Graduação da UFSM. Escritor, tem vários livros publicados e prêmios literários, entre eles o Adolfo Aizen, da União Brasileira de Escritores, pela novela Da noite para o dia.





Molusco com L. ameaça regular a imprensa. O bode está na sala, necessitaria do Congresso e do STF. Objetivo final é a ‘bolsa jornalista vermelhinho cabeça de bagre’. Molusco com L. que declarou para a tv portuguesa que a Venezuela é um dos paises mais democraticos do mundo porque ‘tem eleições a cada dois anos’.
Amor pela patria é ‘cidadania inclusiva’, Cidadania inclusiva segundo os vermelhos é a oportunidade de todos os individuos participarem da sociedade, participarem das decisões da sua comunidade. Como na Venezuela, onde existiria participação social mesmo sem total liberdade de expressão politica.
Brasil? Tupiniquins não gostam nem de ir a reunião de condominio. A menos que seja discutida uma despesa grande, aí lota.
No mais a ideologia furada continua no discurso mesmo todos sabendo que é o caminho para o fracasso. Governo central forte que resolveria tudo (na pratica só finge que soluciona), burocracia grande e cara, uma nomenklatura, muitos soviets (comissões e conselhos), capitalismo de Estado tocado por incapacitados.
Resumo da ópera é simples, basta cruzar os braços e esperar.
Desemprego no final do governo Dilma, a humilde e capaz, foi pouco mais de 11%. Obvio que os petistas tem seus proprios numeros, desinformação gera duvida.
Negacionistas? ‘ÓÓÓÓh! Tragam os meus sais pois estou desfalecendo, chamado fui de negacionista!” Kuakuakuakuakua! Mais infantil do que isto impossivel.
Vacina? Ninguem aguenta mais falar nisto. Há quem não se vacine e quem não tomou a segunda dose. Imprensa utiliza tatica do medo com a variante Delta. Imprensa pressiona os politicos para adotar passaporte. Imprensa especula terceira dose/reforço dando munição para quem diz que algumas vacinas não funcionam.
E la nave vá!
Kuakuakuakuakua! ‘Discurso de ódio, tragam os meus sais pois estou desfalecendo”” Kuakuakuakuakua!
Pergunta é: quem tem grana para comprar um fuzil hoje no pais? La fora o mais fuleiro custa mil dolares (5.56mm). Uma caixinha com 20 munições custa 18 dolares la fora.
Enquanto o presidente continua obrando oralmente prenuncia-se mais uma batalha de Itararé ou, ao menos, uma tão sangrenta quanto.
Nesta parte é que o debate leva a um cartaz escrito ‘cavalista’ pendurado no pescoço. Porque se atacam o Cavalão com lorotas, desmentir as lorotas é uma ‘defesa’. Inflação/combustiveis não é totalmente de controle do governo federal (nesta parte algum imbecil falando em estoques reguladores, mas se não falasse estas coisas não seria imbecil). Cambio não é de controle do governo tampouco, aposto 800 mil Bolivares Soberanos venezuelanos nisto.