Território forte se constrói com visão coletiva – por Luís Henrique Kittel
Sebrae, região e a ‘capacidade de transformar boas ideias em oportunidades’

Enquanto boa parte do debate político ainda gira em torno das demandas imediatas de cada município, uma iniciativa liderada pelo Sebrae propõe inverter a lógica tradicional do desenvolvimento regional. O programa Territórios Empreendedores chega à Quarta Colônia com uma premissa simples, mas pouco praticada: pensar o território antes de pensar apenas nas fronteiras municipais.
A proposta reúne os nove municípios da Quarta Colônia, além de Santa Maria e Itaara, em torno de uma agenda construída de forma coletiva. Para além do projeto de incentivo ao empreendedorismo, trata-se de uma estratégia de governança regional, baseada em diagnóstico, escuta da comunidade e planejamento de longo prazo.
O diferencial está justamente na metodologia. Antes de apresentar soluções prontas, o Sebrae inicia ouvindo lideranças e a população para compreender as potencialidades e os desafios de cada localidade. É um movimento que rompe com a cultura de políticas públicas desenhadas de cima para baixo e reforça que o desenvolvimento sustentável depende da participação de quem vive a realidade do território.
A iniciativa também evidencia uma mudança importante na forma de enxergar a economia regional. Em vez de municípios competindo entre si por investimentos e oportunidades, o projeto busca criar conexões. O turismo impulsionado pelo Geoparque Quarta Colônia, a força da agropecuária, o cooperativismo, a indústria e o setor de serviços deixam de ser ativos isolados para compor uma estratégia integrada de desenvolvimento.
Outro aspecto relevante é o horizonte temporal. Em um cenário político frequentemente marcado por ações de curto prazo e resultados imediatos, o Territórios Empreendedores propõe uma construção prevista para, no mínimo, três anos. Essa continuidade é essencial para transformar diagnósticos em políticas permanentes e fortalecer lideranças capazes de conduzir projetos que sobrevivam aos ciclos eleitorais.
O desafio, naturalmente, será manter o engajamento dos municípios e da sociedade ao longo desse processo. Projetos regionais só produzem resultados quando existe compromisso compartilhado, capacidade de articulação e disposição para superar interesses estritamente locais.
Mas, se bem conduzido, o Territórios Empreendedores pode consolidar uma nova cultura de desenvolvimento para a Quarta Colônia, baseada na cooperação, no planejamento e na compreensão de que o crescimento de um município fortalece todo o território. Pois, em tempos em que as urgências costumam ocupar todo o espaço, iniciativas que valorizam o diálogo, a cooperação e o planejamento coletivo lembram que nenhum município cresce sozinho.
Por isso, quando uma região aprende a reconhecer suas potencialidades, compartilhar responsabilidades e construir objetivos comuns, ela deixa de apenas enfrentar desafios e passa a desenhar, com as próprias mãos, o futuro que deseja. Afinal, desenvolvimento verdadeiro não se mede simplesmente por indicadores econômicos, mas pela capacidade de transformar boas ideias em oportunidades que permaneçam para as próximas gerações.
(*) Luís Henrique Kittel, 40 anos, é jornalista formado pela então Unifra, atual UFN. É prefeito de Agudo (o único do PL na região), e é o atual presidente da Associação dos Municípios da Região Central (AM Centro) e já foi vice-presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia. Ele escreve no site às quintas-feiras.





Resumo da opera. Empulhação.
‘[…] oportunidades que permaneçam para as próximas gerações.’ Ou seja, daqui 50 anos o Tecnoparque não vai ser dinheiro jogado no ralo, vai ser o Vale do Silicio.
‘[…] desenvolvimento verdadeiro não se mede simplesmente por indicadores econômicos, mas pela capacidade de transformar boas ideias em oportunidades […]’. Se boas ideias são transformadas em ‘oportunidades’ e realidades, o que acontece com os indicadores economicos?
‘[…] e passa a desenhar, com as próprias mãos, o futuro que deseja.’ Sem esquecer o turismo politico em BSB de pires na mão.
‘[…] quando uma região aprende a reconhecer suas potencialidades,[…]’. Como se toda região tivesse possibilidade de ser qualquer coisa que quisesse, tudo estivesse sob seu controle e o as ‘potencialidades’ fossem todas sempre positivas.
‘[…] cultura de desenvolvimento para a Quarta Colônia […]’. Meneghetti e Argenta.
‘[…] o Territórios Empreendedores propõe […]’. Alguém lembra dos ‘Arranjos Produtivos Locais’ de Tarso, o intelectual?
‘O turismo impulsionado pelo Geoparque Quarta Colônia […]’. Outra empulhação. E so ver onde as Patotinhas passam as férias.
‘Para além do projeto de incentivo ao empreendedorismo, trata-se de uma estratégia de governança regional, baseada em diagnóstico, escuta da comunidade e planejamento de longo prazo.’ Ou seja, discurso vazio, marketagem e ‘faz de conta’.
‘Território forte se constrói com visão coletiva.’ Sujeito é do PL e tem discurso Vermelho.