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E agora, Sartori? – por Carlos Costabeber

Terminada a campanha eleitoral, os gaúchos passam a sonhar com as promessas do novo Governador. Sei da experiência administrativa do Sartori: só que, agora, “o furo é bem mais embaixo”.

No Rio Grande, a situação é gravíssima! Um Estado que sofreu com gestores incompetentes no passado, endividado “até o pescoço”, com compromissos pesados com a folha, tendo de administrar o gigantismo do IPE e com ações na Justiça de toda a ordem. E ainda a obrigação de manter percentuais de gastos em saúde e educação.

Como se vê, o Rio Grande se tornou um “rio pequeno”, já que os compromissos financeiros são maiores do que as receitas (e o povo não aceita qualquer novo aumento de taxas e impostos). Nos tornamos dependentes do Governo Federal. Por isso, se não houver de parte de Brasília, uma luz para a renegociação da divida gaúcha, teremos anos muito difíceis pela frente. Em síntese, no momento atual, o RIO GRANDE DO SUL É INGOVERNÁVEL.

O novo Governador certamente tem consciência de que SEM DOR E RANGER DE DENTES, passará quatro anos apenas administrando dívidas e sem poder investir. E depois desse período, sem poder se destacar, será substituído pelo candidato da oposição – como já é tradicional na política gaúcha.

Imagino que ele esteja comemorando a vitória, mas consciente de que precisa promover UM CHOQUE DE GESTÃO como jamais visto, se não quiser passar despercebido pela história.

Por isso, antes de mais nada, ele deveria pegar um avião para conhecer o que Portugal, Espanha e Itália estão fazendo para superar a crise. Ele precisa estudar a experiência daqueles países, e verificar o que pode ser aplicado por aqui. O sofrimento enfrentado por esses países deixou marcas profundas, mas eles estão convencidos de que vencerão; de que “os cortes na própria carne”, resultarão na retomada do crescimento econômico e social.

De volta, Sartori deverá reunir as forças vivas do Rio Grande, e apresentar um PLANO DE GOVERNO REALISTA (diferente das promessas de campanha), e que contemple as mudanças há tanto almejadas pela sociedade.

Aliás, a economia privada do Rio Grande vai bem, graças principalmente, ao agronegócio. Mas a gestão pública tem sido negligente, conservadora e sem coragem politica para fazer os cortes que se fazem necessários. Pobre Rio Grande, que mal consegue sobreviver.

Mas, pela experiência que tenho, receio que mais uma vez faltará ao novo Governador, a coragem para tomar as duras medidas necessárias. Ele precisa inverter a tendência de declínio constante para, aos poucos, retomar o crescimento.

Tomara que o Governador Sartori nos surpreenda! Não lhe falta capacidade de articulação, habilidade política  e competência como gestor público. Tomara que encontre força e coragem para mudar o destino do Rio Grande. Uma missão para poucos !

Como santa-mariense e gaúcho, torço pelo sucesso de seu governo!

 

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Um Comentário

  1. Como sempre não deixam claro o significado de "tomar as duras medidas necessárias" e " fazer os cortes se que fazem necessários". Isso significa, como foi alertado, em arrocho salarial? Significa não chamar concursados? Significa em cortes em programas sociais? Os textos, assim como os "Programas de Governo" tem que ser claros e dizer o quê e como farão tais "cortes necessários"

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