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A Copa do Mundo e a insanidade de Trump – por Luiz Carlos Nascimento da Rosa

“Hoje quem sustenta clubes de futebol e patrocina o esporte são as Bets”

Joguei muita bola e cheguei a conclusão que, neste espaço, não jogava o suficiente e, portanto, não teria o mínimo futuro. Quem vai saber sobre o mundo futuro no campo e simples lugar que rola a bola? Não tinha pertencimento e desisti. Fiz a opção pela Educação para poder virar alguém nessa travessia da vida.

Como tenho um ímpeto particular de escutar rádio e amo o Grêmio e Vasco, escuto todo dia o jornalismo esportivo. Hegemonicamente, a crítica esportiva, no rádio e TV, ela é apaixonada pelos cartolas e fecha os olhos pela dinheirama que rola nesse quase social e escuso espaço. Que importa se o dinheiro é público ou escuso? Os cartolas possuem humanidade por pertencerem à casta dos ricos que sustentam suas empresas e o salário dessa trupe de puxa-sacos.

Como um amante do futebol tenho acompanhado as notícias da Copa do Mundo 2026. Cada dia fico mais angustiado e perplexo com o lixo humano que escorre desse nebuloso vale!

Quando fui estudar no Rio de Janeiro, lia pelos jornais que Castor de Andrade e outros bicheiros sustentavam o futebol na Cidade Maravilhosa e no Estado da Guanabara. Hoje quem sustenta clubes de futebol e patrocinam esse milionário esporte são as chamadas Bets.

Não quero falar de dinheiro e sim sobre a Ética desse esporte. Vamos falar de Copa do Mundo 2026.

Gianni Infantino, presidente da Fifa, faz vista grossa para os inexplicáveis fatos que o rodeiam. E são muitos.

O árbitro Omar Abdulkadir Artan, da Somália, foi deportado ao pisar em solo americano.

O Haiti foi obrigado a mudar sua camiseta e símbolo para poder jogar a Copa do Mundo. O escudo que a camiseta ostentava era uma imagem simbólica de unidade nacional. Era uma imagem da Batalha de Vestieres. Símbolo de unidade nacional.

Felizmente esses fatos atrozes pulularam pelo mundo afora.

Para citar um exemplo, o Jornal Francês “L’Equipe” afirmou que Gianni Infantino é um marionete de Trump.

Onde está a inclusão que o futebol produz? O dinheiro que o futebol faz girar no mundo das mercadorias justifica esse projeto internacional de exclusão que um tal país imperialista quer normatizar como modus vivendis na geopolítica universal?

Gianni Infantino quer que sejamos, como a Fifa, vassalos de um déspota destituído de generosidade e racionalidade em função de seus devaneios psíquicos?

Pelo que conheço de História, o futebol foi uma prática popular e gestada por aqueles que praticavam. Isso é Democrático e não esse que a crítica esportiva diz que é um projeto inclusão. Que projeto de inclusão é esse, que o Infantino, o Marionete de Trump, quer, pelo peso e significado do dinheiro, que coloquemos goela abaixo.

O grande William Shakespeare, em O Mercador de Veneza, escreveu: nem tudo que reluz é ouro.

Uma filosofia cega e mercantilista vai produzir vidas alienadas e reprodutoras de uma filosofia de vida excludente e Egoísta.

Pessoas inteligentes, pelo futebol não querem fazer desse esporte a razão para engordar a conta corrente dos cartolas, mas fazer com que essa prática social transforme vidas, para o ontologicamente mais e melhor.

Que a tal maior Copa do Mundo de todos os tempos não vire a razão para engordar o cofre de poucos em função da destituição financeira da maioria.

Que um futebol plástico seja capaz de provar que o pragmatismo despótico e financeiro de Trump está errado e jamais irá transformar a nossa Filosofia generosa de vida!

(*) Luiz Carlos Nascimento da Rosa é professor aposentado do departamento de Centro de Educação da UFSM.

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15 Comentários

  1. ‘[…] e jamais irá transformar a nossa Filosofia generosa de vida!’ Que ja anda pelos 45 minutos do segundo tempo! Kuakuakuakuakua!

  2. ‘Que a tal maior Copa do Mundo de todos os tempos não vire a razão para engordar o cofre de poucos em função da destituição financeira da maioria.’ O mundo é majoritariamente capitalista. É só perguntar ao Partido Comunista Chines.

  3. ‘Pessoas inteligentes, pelo futebol não querem fazer desse esporte a razão para engordar a conta corrente dos cartolas, mas fazer com que essa prática social transforme vidas, para o ontologicamente mais e melhor.’ Do alto da sua modestia o autor define quem é inteligente ou não. E também o que é ‘mais’ e ‘melhor’.

  4. ‘Que projeto de inclusão é esse, que o Infantino, o Marionete de Trump, quer, pelo peso e significado do dinheiro, que coloquemos goela abaixo.’ Acompanhar a Copa não é compulsorio, não estamos numa ditadura comunista. Quem quiser ignorar pode.

  5. ‘Pelo que conheço de História, o futebol foi uma prática popular e gestada por aqueles que praticavam.’ ‘Foi’. No passado. Em certas partes do mundo. China, India, USA.

  6. ‘Gianni Infantino quer que sejamos, como a Fifa, […]’. Até onde sei a FIFA é uma entidade privada. Donde sai a pergunta? Vermelhos não quer que a FIFA seja o que eles gostariam que fosse?

  7. ‘Para citar um exemplo, o Jornal Francês “L’Equipe” afirmou que Gianni Infantino é um marionete de Trump.’ Garanto que o tal Gianni não dormiu de preocupado depois da afirmação. Kuakuakuakuakua!

  8. ‘O Haiti foi obrigado a mudar sua camiseta e símbolo para poder jogar a Copa do Mundo.’ Foi considerado muito politico. Que absurdo! Isto é pior que o pais inteiro estar na m. e 90% da capital do pais controlada por gangues armadas. Que voltaram a ativa logo depois que a ONU saiu de lá. Mas o mais importante é o ‘simbolico’, a camiseta.

  9. ‘O árbitro Omar Abdulkadir Artan, da Somália, foi deportado ao pisar em solo americano.’ Pois então. Supostas ligações com o grupo Al Shabab somaliano. Ligado a Al Qaeda. Que tem um orgão de inteligencia, Amniyat. Que tem operadores e simpatizantes no exercito, policia, ministerios, etc. Bom lembrar que CV e PCC agora são organizações terroristas. Não é brincadeira. Quanto a deportação em si pode achar o que quiser, nada muda.

  10. ‘Hoje quem sustenta clubes de futebol e patrocinam esse milionário esporte são as chamadas Bets.’ Mais ou menos. Inter e Gremio tinham contrato com a Alpha Bet de patrocinio master. Empresa não pagou mais os clubes e o contrato foi para a justiça. Truque: Vermelhos tentam generalizar para levar a ‘narrativa’ para um ‘lugar favorável’.

  11. ‘[…] lia pelos jornais que Castor de Andrade e outros bicheiros sustentavam o futebol na Cidade Maravilhosa e no Estado da Guanabara.’ E o Carnaval. E socializavam com gente ‘bem’ e a galerinha da Globo nos camarotes.

  12. ‘Cada dia fico mais angustiado e perplexo com o lixo humano que escorre desse nebuloso vale!’ Problemas pessoais não interessam o ‘coletivo’.

  13. ‘[…] e o salário dessa trupe de puxa-sacos.’ Serviço publico é conhecido por não ter puxa-saquismo.

  14. ‘Fiz a opção pela Educação para poder virar alguém nessa travessia da vida.’ Acho que no futebol o resultado teria sido melhor.

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