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OBSERVATÓRIO. A empresa pública gestora dos hospitais universitários, e uma decisão que se impõe

HUSM. Quem abre mão dos empregos?
HUSM. Quem abre mão dos empregos?

A diretora, Elaine Resener, foi bem clara, na edição de A Razão da última quarta. São 900 empregos novos, no Hospital Universitário, a partir da adesão da UFSM à empresa pública gestora criada por lei há um ano.

É legítimo que se defendam direitos dos trabalhadores. E, convenhamos, é bastante claro a qualquer um, sem envolvimento emocional, que a luta sindical é, mais que tudo, corporativista. Qualquer outro discurso é mera retórica.

Essa percepção indica o óbvio: a adesão é fundamental para o fortalecimento do HUSM. O que já foi entendido, por exemplo, por prefeitos da região, que, na contramão dos sindicatos, também age – só que em favor da empresa. E também querem estar aqui, quem sabe, no dia 29, quando a questão será decidida pelo Conselho Universitário. Na verdade, é simples: em nome do que se está defendendo, no âmbito sindical (repita-se, legitimamente) se pode abrir mão dos evidentes benefícios, inclusive quase mil novos empregos?

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10 Comentários

  1. E por favor, parem de fazer audição seletiva e repetir a baboseira de que “quem está contra a EBSERH, não tem proposta”!

    Temos sim e é a mesma defendida pelo TCU que exige concurso público via RJU para garantir o bom funcionamento dos HU. É tb a mesma proposta defendida pelo Conselho Nacional de Saúde: manter a gestão nos marcos do SUS, com financiamneto público …

    Aliás, pra não perder o costume, outra pergunta. Alguém me explica pq o recurso que, segundo dizem, já existe em Brasília, não pode vir sem a adesão a tal EBSERH??? Não é da mesma fonte e, supostamente, para o mesmo fim??

    Só pode ser mais uma parte da grande chantagem!

  2. É verdade que não pode espantar nem surpreender ninguém que as ações dos sindicatos e entidades representativas contenham corporativismos, mas é de uma ingenuidade assaz – ou de uma malícia muito grande – reduzir a posição sindical a isso.

    Pq as tais 900 vagas que existem em Brasília não estão aqui no HUSM já? Se dizem que precisam substituir trabalhadorXs contratados via FATEC ou outras formas de terceirização, pq confundem a população dizendo que são 900 vagas a mais? Na verdade serão vagas em substituição, mantendo a mesma força de trabalho ou ampliando bem menos do que as 900 tão faladas vagas.
    E se a folha de pagamento será maior, porque não se cria concurso público com os valores e cargos atuais e um impacto menor aos recursos públicos? E pq não revelam que as vagas serão preenchidas por processo seletivo simplificado e terão tempo determinado, podendo ou não ser renovadas até um prazo máximo de cinco anos e, vencido esse prazo, sabe-se lá se a gercia vai querer renovar ou enxugar as vagas?

    Eu suspeito que isso se deva ao fato do grande interesse em abrir as portas do HUSM para empresas, fundações ou outras fontes de captação (e geração) de recur$o$. A suposta modernização da gestão, incrivelmente, abre flanco para o que de mais pergioso existe para o atendimento da população via SUS e será levada a cabo pela mesma atual gestão!!!

    Pq a pressa??? Enquanto o HUSM está neste formato atual, temos prevista uam eleição de Direção para ocorrer lá por março de 2014, se a EBSERH entra antes, isso não ocorre e os “ebserhistas” estarão seguros nas suas cadeira$.

  3. Cada vez mais fico boquiaberta com essa discussão sobre a EBSERH assumir o HUSM. Em nenhum momento ouço que o atendimento á saúde dos usuários do SUS seja prioridade. Vejo sindicatos gritando para impedir a vinda da empresa sem nunca dizer caso ela não venha qual a solução proposta para resolver os tantos problemas que o HUSM tem. Acho que os sindicatos tem que ser sim corporativistas e tentar defender os seus associados, porém também acho que a população que depende do SUS, precisa de uma atenção a sua saúde de qualidade, resolutiva, com responsabilidade e eficiência, o que hoje nao acontece portanto pelos usuários do SUS que venha a empresa.

  4. Não tinha intenção de me manifestar por aqui, no entanto a medida que fui lendo as manifestações meu coração foi aos poucos acelerando e conclui que só me acalmaria se escrevesse algo sobre o assunto. Primeiro porque percebi a pouca informação das pessoas sobre o tema. Falando objetivamente sobre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares para início de conversa é bom saber que já existe um Parecer favorável pela INCONSTITUCIONALIDADE da lei, por que será? Dentre os pontos questionados pelo Procurador Federal está a AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA, A INDISSOCIABILIDADE ENTRE ENSINO PESQUISA E EXTENSAÕ e a contratação de trabalhadores via CLT. O que é fundamental que toda comunidade entenda é que o Hospital Universitário é um Hospital de Ensino e que não se restringe ao curso de medicina e se os recursos são todos da união por que precisa uma Empresa de direito Privado para gerenciar esses recursos?
    Para os prefeitos que se manifestaram favorável a adesão a EBSERH sugiro a leitura da solicitação de Medida Cautelar do TCU que resultou no ACÓRDÃO N.3463/2012-TCU-Plenário, aliás é uma boa leitura para todos que estão falando um pouco demais sem saber muito do assunto.

  5. O interessante de todos esses discursos apaixonados pela Ebserh é que esconde, na verdade, esse desejo inconsciente de defender absolutamente tudo que Lula/Dilma fazem. Quem viu os apaixonados defensores do governo fazerem qualquer crítica à privatização dos aeroportos? Ou então ao leilão do poço de Libra (uma privatização “nacionalista” segundo seus defensores)?
    É atual fase do PT. Rasgam-se bandeiras históricas em nome da governabilidade. Só para frisar a questão do poço de Libra- usando a Força Nacional, o Exército, o governo Dilma atropelou os petroleiros assim como FHC fez, ou aqui está uma invenção? Até o o nacionalismo confuso do vereador Werner conseguiu identificar o absurdo da entrega do pré-sal, que não é coisa recente. Os leilões de poços começaram na era FHC e, mesmo denunciados pela Aepet (Associação dos Engenheiros da Petrobras) como uma política privatista foram mantidos pelo governo ‘comunista’ de Lula/Dilma.
    Bom, a saúde é um caso à parte.
    Para os defensores do governo à qualquer custo, inclusive renunciando ao poder de autocrítica, seria bom que lessem a revista “Carta Capital” de 21/08/2013 cujo título é RUIM PARA TODOS, O DESASTRE DA SAÚDE BRASILEIRA. E lá se verá, entre outras coisas, que o lobby dos planos de saúde, das operadoras privadas, está dentro do governo/do Ministério da Saúde, da forma mais ignóbil. E para quem acha que uma EMPRESA (independente de ser pública, mas é uma empresa, e as empresas em sua origem tem uma função que não deveria ter relação com saúde)será a solução para a crise dos Hospitais Universitários deveria responder porque a gestão da Casa de Saúde e outros por instituições filantrópicas não resolveu o problema da saúde municipal?
    O ovo de colombo das gestões petistas é a parceria público privada. E já se desenha isso para o Hospital Regional. Não entendo porque tanta birra com o PMDB ou com o PSDB no estado, a forma de visão/gestão petista está cada vez mais próxima desses partidos, antigamente acusado de privatistas.
    Se agora surge uma empresa pública para gerir os hospitais universitários (que são onerosos)por que não mais adiante uma EMPRESA pública para gerir as universidades? Daí não precisa contratar professor pelo regime único, estatutário, contrata via CLT. A partir daí, acabaram-se os problemas. Contratam-se os mais “aptos”, quem ousar fazer greve, demite-se, e tudo passa a funcionar muito bem. Não é esse o problema dos hospitais universitários? O “corporativismo”. Com a Ebserh, contrata-se por 10h, 20h, a jornada que se precisar e paga-se o valor que a direção da empresa achar conveniente. E sobre uma empresa para gerir universidades também será muito bem aceita, afinal, com funções gratificadas de 4 a 17 mil reais…

  6. Quando se trata das coisas de governo,cada um quer defender os seus interesses ou melhor o seu bolço,o corporativismo torna o público(interesse de todos)como se fossem donos das instituições e únicos beneficiários das mesmas…..Talvez por isto que as coisas não andam no país,a sempre entraves e estamos atrasados a séculos perante outras nações,crescemos de arrasto quase parando……o público é muito de vagar e deixa a população desamparada na maioria das vezes…..

  7. Não sejamos simplistas em discutir esta causa. A vida é movida por interesses, e a adesão à esta empresa é gerada pelos mais diversos interesses das mais diversas categorias. Ao longo dos anos o Governo deixou a saúde ser sucateada, nunca seguiu as diretrizes do SUS, um sistema amplo e eficaz, mas que não gera lucro, logo, não foi interessante.
    Vamos pensar que novos empregos são estes, de onde virá verba para que este passe de mágica se faça? Se o dinheiro é o mesmo e a administração continuará a mesma, vai mudar alguma coisa?

    Não sejamos ingênuos, não subestimem nossa inteligência, que prevaleça o direito aos usuários.
    Que o exemplo da condenação dos “mensaleiros” siga de estímulo para acreditarmos que é possível ter justiça no nosso Brasil; que permaneçam aqueles que possam administrar as verbas para a saúde licitamente.

  8. Nunca é vergonhoso defender os próprios interesses. É democrático. Vergonhoso é querer determinar os interesses que os outros devem ter.
    Uns preferem pensar por si próprios. Outros só servem para repetir o que os outros dizem que eles devem falar. Escolha legítima, cada um escolhe o próprio caminho. Afinal, nem todos acham que um formigueiro é o destino da humanidade.

  9. Nunca o corporativismo foi tão escancarado como agora. Ninguém desses contrários à adesão do HUSM à EBSERH, aí incluído o vereador Jorjão (ou seria Jorginho?), está minimamente preocupado com o atendimento à população. Esta que se dane. Estão somente preocupados com a redução de sua base sindical e o que isso significa.
    O corporativismo, seja patronal, seja trabalhista, sempre é prejudicial aos interesses da sociedade.
    Nem estou falando das 900 vagas que serão abertas, isso pra mim é secundário.
    A atitude das entidades contrárias a essa empresa pública é semelhante à vergonhosa campanha das entidades médicas contra o Programa Mais Médicos: o povo que morra, afinal, um dia terão que morrer mesmo.

  10. Olha Claudemir, pelo pouco que sei e que li nos últimos tempos, volto a afirmar que a birra da SEDUFSM/ASSUFSM não é em defesa do hospital, mas sim meramente para não perderem as regalias que tem. Pelo que entendi, a EBSERH é vinculada ao Ministério da Saúde e sujeita as regras desse. Ou seja, os servidores atuantes no HUSM teriam 2 opções: ou são cedidos ao MS ou trocam de setor (no caso dos administrativos, médicos e enfermeiros creio que seja compulsório). Mas qual o argumento para não aceitar isto? pq esta balela da privatização não cola.
    Em tempo: li meses atrás no regimento da EBSERH, no próprio site dela, que a folha de pagamento é maior que a paga pelo MEC. ou seja, redução de salário não é.

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