Caixa Dois. Forrobodó envolvendo doações de fumageiras gaúchas, quem diria, acabou na ONU
Quem diria. Pelo menos num aspecto, o forrobodó envolvendo denúncias de caixa dois na campanha eleitoral gaúcha de 2006, na qual sagrou-se governadora Yeda Crusius, acabou nas Nações Unidas. Tudo por conta de doações feitas por duas fumageiras das grandonas sediadas em Santa Cruz do Sul.
Quem conta esta história, que pode ser só um pontinho, mas é no mínimo interessante, é a repórter Raquel Casiraghi, em texto publicado e distribuído pela Chasque Agência de Notícias. Acompanhe:
Denúncia da participação de fumageiras em Caixa 2 de Yeda chega à ONU
As denúncias de que as fumageiras Alliance One e CTA-Continental teriam doado irregularmente R$ 400 mil para a campanha da governadora Yeda Crusius (PSDB) chegaram à Organização das Nações Unidas (ONU). Na última sexta-feira (15), a organização não-governamental Terra de Direitos entregou reportagens e demais documentos que retratam as acusações de Caixa 2 ao Representante Especial da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos, John Ruggie.
O objetivo, explica Gisele Cassano, advogada da Terra de Direitos, é mostrar à ONU as duas formas de atuação das empresas do Brasil. De um lado, as fumageiras exploram os pequenos agricultores através de seus contratos de produção integrada. De outro, aponta Gisele, estaria a relação promíscua das empresas com políticos para ter influências econômicas. Ela exemplifica que o deputado federal gaúcho Sergio Moraes (PTB), que já foi duas vezes prefeito de Santa Cruz do Sul, cidade que é forte produtora de fumo, recebeu R$ 72,5 mil das empresas para sua campanha. O parlamentar foi autor do projeto para a criação de um Fundo Nacional da Fumicultura (FNF), a fim de estimular o plantio de tabaco…
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