É ARITMÉTICA. Faltará voto de santa-marienses para os santa-marienses. Vai daí que o reboliço já começou

É ARITMÉTICA. Faltará voto de santa-marienses para os santa-marienses. Vai daí que o reboliço já começou - assembleia

Para chegar a esse plenário, ninguém duvide: sobrarão encontrões eleitorais em SM

O que, para muitos, inclusive a este editor, é fator positivo – a presença de todas as correntes políticas da cidade na disputa eleitoral -, de repente se tornou motivo de conflitos. Que, por sinal, no curso da campanha, tendem a se ampliar.

Na verdade, é simples. Aritmético. Nas últimas eleições gerais, em 2010, o mesmo número previsto para hoje, 10 candidatos locais, se apresentou à disputa. E, somados, alcançaram, 104,8 mil votos – dos 147 mil válidos. Mesmo que se reduzam abstenções, nulos e brancos (no que poucos acreditam) e melhore o desempenho dos caseiros contra os forasteiros (o que é possível), raros creem que isso redunde em mais que 110 mil votos disponíveis aos daqui.

Está aí, pensa o editor, a raiz dos bafafás que já começam a brotar, na disputa do voto que só acontece dentro de quatro meses. Ouvindo quem tem experiência eleitoral, seja como militante, candidato ou mesmo observador, pode-se encontrar algumas dessas possíveis encrencas – que podem, se muito exacerbadas, deixar até sequelas para disputas posteriores, em que adversários de hoje viram aliados.

O que você lerá a seguir é um conjunto de afirmações, a partir das conversas com essas fontes, nos últimos dias:

1) Dá-se como certa um desempenho no mínimo suficiente para sair de Santa Maria eleito, do atual deputado Valdeci Oliveira. Ele, no entanto, terá, disputando a sua mesma área, além da também petista Helen Cabral, a candidata do PMDB, Fátima Schirmer. Mais remotamente, Marcelo Bisogno, do PDT, pode arranhar votos na seara de Valdeci.

2) Jorge Pozzobom, do PSDB, atual deputado, que em determinado momento se imaginava poderia ampliar sua votação, em relação a 2010 (fez 25 mil votos, na cidade), agora é acossado por pelo menos três concorrentes, um deles direto, o pepista Paulo Denardin. Os outros dois são Fátima Schirmer e Marcelo Bisogno. A vantagem do tucano, supõe-se, é que, se por cá não for possível, deva ampliar sua votação fora de Santa Maria, o que o coloca como um nome competitivo, na tentativa de reeleição.

3) Paulo Denardin, Fátima Schirmer e Marcelo Bisogno, em tese, disputam o mesmo eleitorado – com a presença, não muito distante, de Helen Cabral. E tendem a se digladiar politicamente. Como são, exceto a petista, do mesmo bloco político local, não é de estranhar se houver consequências, presentes e futuras. Isso ainda que todos digam tratar-se de pleito diferente, o geral e o municipal. No entanto…

4) Dieisson Calvano e/ou Marion Mortari, do PSD, Manoel Badke, do DEM, Werner Rempel, do PPL, e Tiago Aires (se confirmado, pelo PSOL, que realizaria congresso neste domingo, mas o texto é redigido antes de saber-se o resultado) compõem o restante do cenário. Todos eles com seu eleitorado cativo. Mas absolutamente insuficiente para conquistar um mandato. Isso só será possível se mostrarem capacidade para invadir outros redutos. E, portanto, espremer os que, supõe-se, estejam na dianteira.

EM TEMPO: essa situação só pode se modificar (e melhorar) em caso de um inusitado surto de comparecimento de santa-marienses às urnas e que eles, claro, resolvam mudar uma tendência permanente, ampliando os votos para os locais. A história indica que um terço pelo menos é destinado aos forasteiros. Até agora.



1 comentário

  1. GEF

    É, mas Helen e Valdeci somam na mesma legenda. E a vida não é tão mansa assim. A eleição depende da votação de outros candidatos do mesmo partido e do número de votos totais da agremiação. Basta lembrar que a Luciana Genro teve mais de 100 mil votos e não se elegeu devido ao quociente eleitoral. Um candidato pode fazer mais votos que outro e ainda assim não ser eleito.
    E todo mundo quer evitar o vácuo. Na última eleição para o senado, o Paim foi com a Abgail. Como eram duas vagas, ele evitou que o segundo voto fosse para a concorrência e garantiu a reeleição. Rigotto quis ir sozinho e não levou. O segundo voto dele foi para a concorrência.
    Partido que não tem candidato não ganha voto, óbvio.

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