Claudemir PereiraColunaObservatório

OBSERVATÓRIO. A questão da violência na região da Nova Santa Marta e a falência completa da cidadania

Policiamento 24 horas, com certeza, afasta os criminosos e desordeiros. Mas, até quando?
Policiamento 24 horas, com certeza, afasta os criminosos e desordeiros. Mas, até quando?

Num mesmo dia, a segunda-feira passada, um posto de atendimento à saúde, que presta serviços a  milhares de pessoas, e uma escola com centenas de alunos foram fechados. Claro que isso deveria chamar a atenção. E chamou. Há até o relato (que o editor não consegue confirmar, embora isso tenha sido registrado pelos jornais) de que um tiroteio chegou a interromper por instantes a reunião em que se tratava justamente da situação de insegurança vivida por pais e professores da escolar.

Tudo isso, numa das regiões mais pobres da cidade e na qual, lamentavelmente, também se concentra uma série de crimes, inclusive homicídios, sem falar no tráfico de drogas e no envolvimento de menores e até crianças, num arremedo em escala menor do que se verifica em regiões conflagradas de outras bandas do país.

Tudo isso é verdade, em princípio, no que toca ao bairro Nova Santa Marta, que é do que se falou, nos parágrafos anteriores. E os estabelecimentos são a Unidade Básica de Saúde e a Escola Municipal Adelmo Genro Filho.

Foi um “deus-nos-acuda”, com todas as autoridades se reunindo e buscando soluções. Por enquanto, ficou no paliativo. De repente, não mais que de repente, descobriu-se a solução mágica do policiamento 24 horas. Sim, é provável que por dois ou três dias, quem sabe uma semana ou duas, a incidência de crimes naquela zona de Santa Maria baixe, como também é perfeitamente possível que nenhuma escaramuça ocorra dentro ou nas proximidades da escola e da unidade de saúde.

Mas, e o futuro? Qual a saída? Uma só, na verdade: a chegada daquele ente fundamental na vida das pessoas, especialmente das mais pobres, o tal de Estado. O que significa policiamento e atenção das forças de segurança, é óbvio. Mas é mais que isso, bem mais.

O quê? Ora, quem sabe se aproveitam as reuniões (que estas são muitas) para discutir estratégias de integração, de inclusão, e não de afastamento e de, com o perdão da invenção do termo, “guetização” – transformando cidadãos da maior qualidade em párias de uma sociedade que os quer ver longe.

Pode ser um bom começo. Pode. Do contrário, estaremos diante daquilo que se qualificaria como a falência total da cidadania. Ponto.

LUNETA

É apenas uma perguntinha, que ninguém se ofenda por favor. Uma: quando é  mesmo que vai para a Câmara o projeto que altera o Plano Diretor Urbano?

Outra pergunta: o puxa e afrouxa em torno da situação de Fabiano Pereira, no PT, no PDT ou em outro partido, vai mesmo até o final de setembro?

Lembrando: levando em conta a questão cartorial, e os prazos exiguous, na prática encerra em 30 de setembro o prazo para troca (ou adesão) de partido, daqueles que querem concorrer a algum cargo eletivo em 2016.

Daqui a pouco, 9 da manhã, acontece a audiência pública que vai discutir a questão sanitária das agroindústrias (como você leu em nota anterior, nesta madrugada).

Será no Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorschester. Curiosidade claudemiriana: quandos representantes públicos (prefeitos e/ou secretários de agricultura) de comunas da região vão estar presentes.

Nunca é demais dizer que, em várias cidades próximas, a agroindústria é uma das maiores, ou até a maior, em alguns casos, fontes de emprego e renda. Logo…

Também acontece neste sábado a reunião do Conselho Gestor do Tecnoparque. Em debate, a revisão do plano estratégico do empreendimento, que quer dobrar de tamanho até o final do ano.

Convicção claudemiriana: se o Tecnoparque não mudar de foco, buscando atrair também grandes empresas, manterá o apoio da Prefeitura. Mas nos níveis atuais e nada mais.

Conforme a direção do empreendimento, há cinco empresas lá sediadas. E quer atrair pelo menos mais cinco até dezembro. Para que isso ocorra, o custo precisa cair. E bastante.

OBSERVAÇÃO: a foto que ilustra esta coluna é de Deivid Dutra, do jornal A Razão.

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