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EDUCAÇÃO. Liliana de Oliveira, as provas do ENEM e a discriminação à mulher, o tema da prova de redação

“…Tratar do feminismo ou da violência contra a mulher no Brasil não é doutrinação, é educação. Humanizar, civilizar, (re) pensar o modo como nos constituímos e nos tornamos aquilo que somos é tarefa da educação. Mas compreendo a posição daqueles que não entendem o porquê de uma prova de ingresso ao ensino superior tematizar tais questões. Afinal, nossa forma de ingresso se dava por meio de vestibulares que traziam questões muito específicas e que garantiam muitas vezes que alunos que desconheciam temas importantes pudessem ser aprovados em cursos concorridos.

Além do mais, não aprendemos nas escolas a pensar nossa condição de homens e mulheres construídos pela cultura. Muito pelo contrário, na maioria das escolas aprendemos a naturalizar...”

CLIQUE AQUI  para ler a íntegra do artigo “Enem: prova doutrinária ou civilizatória?”, de Liliana Souza de Oliveira – que escreve semanalmente, as terças-feiras. Ela é graduada e Mestre em Filosofia pela UFSM. Atualmente doutoranda em Educação na mesma Universidade e professora de Filosofia do Instituto Federal Farroupilha/Campus São Vicente do Sul.

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3 Comentários

  1. Olá, Brando! Primeiramente creio que tenhamos que fazer uma distinção fundamental entre escolarização e educação. Podemos não ter frequentado a escola e ainda assim, sermos educados ou o contrário. Quando falo de educação estou pressupondo todos os lugares que nos educam: instituições, famílias, amigos, entre outros. Nesse sentido, educar só faz sentido quando nos educa para a alteridade e vida em comunidade.
    A prova do ENEM como outros vestibulares continua sendo injusta na medida em que privilegia alguns conhecimentos em detrimentos de outros e acaba por privilegiar aqueles que tem boa formação. De qualquer modo, quando a prova coloca milhões de brasileiros a pensar sobre feminismo e direitos das mulheres, temos que celebrar!

  2. Educação não é bala de prata, principalmente a brasileira. Inventam conceitos exdrúxulos como "transversalidade" e os conteúdos viram um pacotinho de kisuco para 20 litros d'água.
    Redação? Perda de tempo. Depois de amanhã ninguém lembra do tema. Duvido que os alunos lembrem do que escreveram meia hora após saírem da sala.
    Pimenta Neves era diretor de redação do Estadão, advogado formado pelas Arcadas do Largo de São Francisco. Ninguém pode negar que era educado. Existem milhões de brasileiros que mal terminaram o primeiro grau e acham um absurdo levantar a mão para um mulher, que dirá cometer um homicídio (ou um femicídio, para agradar os politicamente corretos).
    O "jornalista" matou a namorada com dois tiros pelas costas. Respondeu processo durante 10 anos. Preso, cumpriu dois anos.
    Menores assassinam um médico a facadas no RJ. Normalmente "matavam" aula para jogar bola na praia.
    Gramsci morreu em 1937. Infelizmente as "idéias" que defendia não foram com ele.

  3. ENEM é um vestibular centralizado com caráter doutrinário e tenta disseminar a ideologia do grupo atualmente no poder. Basta ver as questões e, principalmente, as respostas.
    Questões sobre transgênicos (bandeira de alguns, entre eles o MST), uma questão com um "exercício mental fictício" do Zizek para criticar Samuel Huntington (os autores aparecem de forma quase subliminar), represálias econômicas contra empresas norte-americanas e a "ameaça" que representam, movimentos sociais "tornando a democracia um valor social que ultrapassa os momentos eleitorais" (mais uma referência aos sem terra), a "globalização perversa", fornecimento de GPS para os indígenas produzirem "mapas artesanais", bolha imobilária americana, crítica ao "socialismo" chinês, entre outras.

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