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BRASÍLIA. Deputados reduzem discursos, para que sessão decisiva comece às 2 da tarde deste domingo

Sob o comando de Cunha, Câmara vai decidir. Partidos pró-impeachment decidem falar menos, para garantir a sessão
Sob o comando de Cunha, Câmara vai decidir. Partidos pró-impeachment decidem falar menos, para garantir a sessão

Por ANA CRISTINA CAMPOS e PEDRO PEDUZI (texto) e VALTER CAMPANATO (foto), da Agência Brasil

Após reunião de líderes, o relator do processo do impeachment na Câmara, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), informou que 60 deputados de 14 partidos favoráveis ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff abriram mão de falar no plenário na etapa individual das discussões do impedimento. Segundo ele, essa iniciativa trará um ganho de seis a sete horas no processo, o que garantirá o início da votação amanhã (17), às 14h.

Inicialmente, a lista de inscrições de deputados para discursos sobre a admissibilidade de abertura do processo de impeachment reunia 249 deputados: 170 iriam defender o afastamento da presidenta e 79 deveriam pedir o arquivamento do processo. As inscrições individuais se iniciaram às 9h e foram encerradas às 11h de ontem (sexta, 15).

“Vários deputados [que já discursaram durante o tempo de partido] que falariam outra vez não vão mais falar. Todos os líderes [dos 14 partidos pró-impeachment] abriram mão de falar no horário de líder a partir de 1h [de domingo] quando começa nova sessão”, disse Jovair.

O deputado reiterou que não há “a menor possibilidade de adiamento” da sessão de votação amanhã, domingo, às 14h. “A partir das 11h de amanhã (hoje), vamos encerrar a sessão de debates”, disse Jovair.

Os partidos favoráveis ao impeachment são: PSDB, DEM, PSB, PPS, PRB, PP, PR, PSC, PROS, PTN, SD, PSL, PSC e PHS.

Mais cedo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou não haver “a menor possibilidade” de “qualquer adiamento” do processo de impeachment de Dilma Rousseff. “A sessão de votação começará amanhã às 14h, como estava previsto, e terminará amanhã”, disse. “Depois de entrar os [discursos] individuais [dos deputados], bastando ter quatro oradores, poderemos encerrar a discussão com um simples requerimento. Então vai acabar. A gente vai dosando de acordo com a vontade. Muitos querem falar. Não há nenhuma dúvida de que acabará essa discussão”, acrescentou.

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) disse ser favorável a encurtar a etapa dos discursos individuais dos parlamentares desde que não prejudique as falas dos contrários ao impeachment. “Podemos fazer um acordo de encerramento se percebermos que vamos prejudicar o horário uma vez que queremos votar amanhã a matéria. Mas como existe diferença, que diminua do lado de lá.”

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