Coluna

É ESPORTE. O salonismo na sua velha casa e a luta desesperada da dupla Rio-Nal. Mas tem a tal bola oval

Por RAMIRO GUIMARÃES

Corintians, a casa do futsal santa-mariense, recebeu um bom público para o jogo da UFSM (foto Antonio Schmitz/Arquivo Pessoal)
Corintians, a casa do futsal santa-mariense, recebeu um bom público para o jogo da UFSM (foto Antonio Schmitz/Arquivo Pessoal)

Memórias do salonismo

Na verdade, tudo aconteceu por linhas tortas. O time da UFSM não deveria ter enfrentado o Palmeiras, de São Gabriel, no Ginásio Saul José Machline, o ginásio do Corintians, na noite de sábado. Isso só aconteceu porque a principal quadra da cidade, a bonita e recuperada quadra do Centro Esportivo Municipal (CDM), já estava cedida para o Campeonato Gaúcho de Judô quando saiu a tabela da Série Bronze de Futsal.

Daí, a equipe universitária precisou buscar um espaço alternativo. Cogitou-se jogar no Clube Recreativo Dores, no Ginásio do Oreco, na Tancredo Neves, mas a escolha foi por cumprir o primeiro compromisso em casa pelo Estadual na quadra que fica na Rua General Neto, na zona da central de Santa Maria. A tradicional e, para alguns, até mítica quadra que pertence a um clube que tem o basquete como a sua principal modalidade esportiva, mas que abrigou os momentos áureos do futsal santa-mariense. Momentos que, de certa forma, foram revividos na noite do último sábado.

O jogo, é importante que se diga, foi bom. Bem movimentado, com viradas e empates até terminar em 5 a 5. A partida animou a torcida. Como, em que pese a diferença de divisões dentro da organização do futsal gaúcho, animavam aquelas do Veículos Pozzobon, nos idos de 1980, e da Jobi, mais pra o final da década de 90. E o saudosismo tomou conta de boa parte daqueles quase 200 torcedores que estiveram no Ginásio do Corintians para apoiar o novo time da UFSM.

A quadra preferencial para os jogos da Série Bronze seguirá sendo a do CDM. Foi lá que o União Independente, o outro time local na disputa, fez a sua estreia, e é lá que a equipe da UFSM deverá atuar daqui para frente. Mas, seja por necessidade ou por opção mesmo, bem que um dos representantes da cidade no futsal adulto poderia pensar com carinho em voltar a jogar ali na General Neto. Por que não? A memória do esporte do santa-mariense agradece.

Riograndense poderia ter sido rebaixado, mas venceu e ainda respira na Segundona (foto Gabriel Haesbaert/A Razão)
Riograndense poderia ter sido rebaixado, mas venceu e ainda respira na Segundona (foto Gabriel Haesbaert/A Razão)

Ainda na U.T.I.

Não fosse pela situação das equipes na tabela de classificação, poderia até se dizer que a rodada foi espetacular para a Dupla Rio-Nal, que enfrentou duas equipes que estão na ponta de cima da tabela de classificação da Divisão de Acesso e não perdeu. Se o Inter-SM ficou com um gosto amargo na boca por ter cedido o empate ao Brasil, de Farroupilha, o Riograndense lavou a alma na tarde chuvosa de segunda-feira vencendo o São Gabriel no Estádio dos Eucaliptos.

Aliás, o Periquito, que segue na lanterna do Grupo A (calma, pessoal…) poderia até ser matematicamente rebaixado nessa rodada. Não foi. E ainda ganhou um pequeno ânimo para tentar escapar da Terceirona. Pode alcançar o seu concorrente mais próximo, que é justamente o seu rival local. O mesmo vale para o Alvirrubro, que mantém o Santa Cruz na mira para tentar trocar de posição e, enfim, afastar de qualquer risco de queda. Esperança existe. E qual é a má notícia, então? Que faltam apenas duas rodadas (ou seis pontos) para isso…

Liderança assegurada

No Centro de Eventos da UFSM, o Universitário encarou o Planalto e fez o que sabe de melhor: vencer (foto Gabriel Haesbaert/A Razão)
No Centro de Eventos da UFSM, o Universitário encarou o Planalto e fez o que sabe de melhor: vencer (foto Gabriel Haesbaert/A Razão)

Os holofotes estavam todos voltados para o Santa Maria Soldiers e a sua caminhada rumo ao Gigante Bowl (que acabou ganhando um jogo mais com a derrota em casa, mas tudo bem). Só que quem mandou muito bem chutando, arremessando e correndo com a bola oval neste final de semana foi o Universitário Rugby Santa Maria.

O time azul e preto superou o Planalto, de Passo Fundo, por 38 a 15, e chegou à sua quarta vitória seguida pela Segunda Divisão do Campeonato Gaúcho. É o líder isolado e já está classificado antecipadamente para as semifinais da competição. Com a vantagem de decidir em casa, o que vale (e muito!) para quem joga com o apoio que o “U” costuma receber na UFSM.

Mata-mata: aqui e lá

O objetivo é o mesmo, chegar ao Mundial de Clubes da Fifa, no final do ano. Os percursos, contudo, são diferentes. Do lado de cá do Oceano Atlântico, 16 clubes dão início, nesta terça-feira, à etapa eliminatória da Copa Libertadores da América. Quatro brasileiros seguem na disputa: Corinthians, Atlético-MG, São Paulo e Grêmio. Encaram, respectivamente, Nacional-URU, Racing-ARG, Toluca-MEX e Rosario Central-ARG. É apenas a fase de oitavas de final.

Enquanto isso, lá no Velho Continente, os quatro sobreviventes começam a disputa das semifinais da milionária Champions League. Manchester City-ING e Real Madrid-ESP jogam na terça, e Atlético de Madrid-ESP e Bayern de Munique-ALE entram em campo na quarta. Na Europa, o campeonato já está indo para os finalmente. Falta só um mês: dia 28 de maio, em Milão-ITA, será conhecido o campeão europeu. Quase dois meses depois, em 27 julho, será apontado o vencedor da Libertadores. E, quem sabe, se nenhuma zebra pintar, os dois medirão forças, em dezembro, no Japão. Seria o caminho natural, né!?

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