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EDUCAÇÃO. Há 24 escolas paralisadas (parcial ou totalmente) em Santa Maria. E mais uma é ocupada

Ato em Defesa da Escola Pública aconteceu no Coronel Pilar. A organização foi dos alunos. Enquanto isso, a Margarida Lopes era ocupada
Ato em Defesa da Escola Pública aconteceu no Coronel Pilar. A organização foi dos alunos. Enquanto isso, a Margarida Lopes era ocupada

Por MAIQUEL ROSAURO (texto e foto), da Assessoria de Imprensa do CPERS em Santa Maria

A véspera do feriado de Corpus Christi foi marcada por protestos de estudantes da rede estadual em Santa Maria. Dois atos públicos foram realizados, em Camobi e no Centro. Além disso, mais uma escola foi ocupada pelos alunos.

Pela manhã, estudantes da Margarida Lopes e Edna May Cardoso realizaram o Ato em Defesa da Escola Pública, com uma caminhada que partiu das instituições até a rótula da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). À tarde, ato semelhante foi realizado por jovens da Escola Coronel Pilar, que concentrou os estudantes no Viaduto Evandro Behr, junto à barraca do CPERS.

Uma das organizadoras do protesto realizado pelos alunos da Coronel Pilar foi a estudante Carolini Avila, 16 anos. Segundo ela, novas ações serão realizadas na próxima semana.

– Estamos procurando fazer diversos atos para mostrar à comunidade o nosso compromisso com a educação. Apoiamos a luta dos professores e também lutamos pelos nossos direitos. Somos contra o PL 44/2016, que irá privatizar a educação pública – afirma Carolini.

O PL 44/2016, enviado pelo governo José Ivo Sartori (PMDB) à Assembleia Legislativa, autoriza o Poder Executivo a qualificar como organizações sociais “pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à gestão, proteção e preservação do meio ambiente, à ação social, ao esporte, à saúde e à cultura”.

De acordo com o diretor de mobilização do 2º Núcleo do CPERS/Sindicato, Rafael Torres, merenda e serviços gerais serão os primeiros setores atingidos, caso o PL 44/2016 seja aprovado pela Assembleia.

– Ao sucatear a escola pública, o governo Satori prepara-se para apresentar o PL 44/2016 como a solução mágica para o problema – avalia Torres.

Escola Margarida Lopes é ocupada pelos alunos

A Escola Margarida Lopes, em Santa Maria, foi ocupada pelos estudantes da instituição nesta quarta-feira. Na cidade, também estão ocupadas Cilon Rosa e Augusto Ruschi. Já em Silveira Martins, segue firme ocupação na Escola Bom Conselho.

Em Santa Maria, 24 escolas estão total ou parcialmente paralisadas. Também aderiram à mobilização, instituições de Formigueiro, Dilermando de Aguiar e São Martinho da Serra.

A greve dos professores estaduais foi aprovada na Assembleia Geral do CPERS, realizada em 13 de maio, em Porto Alegre. A paralisação segue por tempo indeterminado.

Agenda de eventos públicos

30 de maio (segunda-feira)

Ato Público Estadual da Greve, às 10h, em frente ao Palácio Piratini, na Praça da Matriz, em Porto Alegre.

1º de junho (quarta-feira)

Às 10h, será realizada plenária no Centro Cultural Álvaro Pinto, em Júlio de Castilhos. O evento é organizado pelo Comando de Greve de Júlio de Castilhos.

Às 14h, Mateada em defesa da Educação Pública, na Escola Dom Antônio Reis, em Santa Maria.

Razões para a greve:

– Parcelamento e atraso dos salários;

– Parcelamento do 13º;

– Não pagamento do Piso (defasado em 69,44%);

– Corte e congelamento de investimentos;

– Falta de professores e funcionários de escola;

– Aumento da carga horária para 16 horas sem aumento de salário;

– Sucateamento das escolas;

– Aumento da violência nas escolas;

– Arrocho salarial;

– Enturmações;

– Fechamento de turmas e escolas;

– Mudança curricular com redução de carga horária de disciplinas importantes;

– LDO com reajuste zero até 2018.

Ameaças do Governo Sartori:

– Entrega das escolas públicas a organizações sociais;

– Ataques ao Plano de Carreira e ao IPE;

– Reenquadramento para acabar com o Difícil Acesso;

– PL 257: condiciona a renegociação da dívida com a União desde que os Estados arrochem salários.

Reivindicações dos educadores:

– Mesa de Negociação;

– Cumprimento da Lei do Piso com garantia de 1/3 de horas atividade;

– Reajuste emergencial de 13,01% (2015) e 11,36% (2016);

– Calendário de reposição dos 69,44%, no Piso;

– Fim do parcelamento e atrasos de salários;

– Merenda para todos os estudantes da rede pública;

– Fim do atraso das verbas de manutenção;

– Garantia do IPE público e solidário;

– Garantia do Difícil Acesso.

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Um Comentário

  1. CPERS é PT e deve ser tratado como tal.
    PL 44/2016 replica a lei federal 9.637/98, regulamenta as OS no RS. Logo a história de “privatização” é conversa, faz parte da “retórica”, citam uma lei qualquer e inventam um motivo escuso que fortalece a “causa”. Como a grande maioria não verifica o que está sendo afirmado, passa por verdade.
    Organizações Sociais prestam serviços não-privativos do poder público e podem receber recursos públicos com a devida fiscalização. Diferença crucial é a existência de um contrato de gestão, devem haver metas e resultados.
    Sugestão que fica para os manifestantes é que encontrem um professor de sociologia e perguntem o que significa “terceiro setor”. Mas tem que ser um professor “bão”.

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