Coluna

IMPRESSA. Na coluna desta terça, Pozzobom e a sua tacada de superaltíssimo risco. Ah, e a base encolhida

Você confere a seguir, na íntegra, a coluna do editor do sítio, publicada na edição desta terça, 20 de dezembro, no jornal A Razão:

Se o que pretendia era surpreender, o prefeito eleito Jorge Pozzobom conseguiu, ao anunciar o secretariado (foto Gabriel Haesbaert/A Razão)
Se o que pretendia era surpreender, o prefeito Jorge Pozzobom conseguiu, ao anunciar o secretariado (foto Gabriel Haesbaert/A Razão)

Pozzobom e sua tacada de superaltíssimo risco

Enfim, o secretariado. As últimas (e guardadas a sete-chaves) nominações foram as dos técnicos Rossana Schuch Boeira (Procuradoria), Lúcia Madruga (Educação) e Jean-Pier de Vasconcellos Esquia (Finanças). Surpreendeu a acumulação de funções de Guilherme Cortez – além da estratégica Casa Civil, também responderá pela pasta de Gestão e Modernização Administrativa.

Nada, porém, mas nada meeeesmo, surpreendeu mais que o anúncio do prefeito eleito Jorge Pozzobom de que ele próprio será o Secretário de Saúde. Afora inusitado (José Farret já ocupou a função, mas era o vice, e não o prefeito), o propósito de Pozzobom, a par de oferecer com ainda mais clareza a informação de que Saúde é, sim, a prioridade máxima do governo, também impõe o óbvio: se trata de uma aposta de superaltíssimo risco político.

Jorge Pozzobom pode se consagrar para o resto dos dias. Mas também entra direto no olho do furacão, e o mínimo erro será fatal. Certamente, ele sabe disso. Mas confia no próprio taco. Sorte!

UMA BASE MENOR…

Estrategistas do governo eleito chegaram à conclusão (mas ainda não teriam batido o martelo) que uma superbancada de 15 vereadores pode ser contraproducente. E estão fechando em 11 edis o grupo que irá comandar o parlamento.

…E O RISCO MAIOR

Nesse processo de redução da base, consta, ficariam apenas PSDB, DEM, PP, PMDB e PSD. Seriam alijados PSB e PTB. Mas há um risco: basta uminha traição, ou mudança de posição (para ser brando), e se vai o comando da Câmara.

SINCERIDADE DEMAIS

Teve gente importante da atual e da futura base do governo municipal que não gostou muito das declarações do prefeito eleito Jorge Pozzobom, ao criticar, em encontro com contadores, as emendas aprovadas no orçamento da comuna.

SINCERIDADE DEMAIS 2

Pensam, esses edis (alguns deles estarão lá no próximo ano), que essa sinceridade demasiada era desnecessária, pois o Orçamento pode ser aprovado pela Câmara mas é executado pelo prefeito. Que é quem tem a caneta. Logo…

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