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CÂMARA. “Grupo dos 11” blinda Adelar das pressões do PMDB e garante a sua vitória na eleição da Mesa

Momento da posse da Mesa, antecedido da disputa e de última tentativa (sem sucesso) do PMDB e do governo para reverter o resultado

Por MAIQUEL ROSAURO (texto e foto), da Equipe do Site

O Grupo dos 11 confirmou o favoritismo e venceu o pleito pela Mesa Diretora do Legislativo na tarde dessa quinta-feira (28). Contudo, a esperada vitória de Alexandre Vargas (PRB) não veio de forma tranquila. Até os 45 minutos do segundo tempo, lideranças do PMDB tentaram mudar o voto do vereador Adelar Vargas – Bolinha (PMDB).

Antes mesmo da sessão iniciar, já havia um clima de tensão nos corredores da Câmara. A presidente municipal do PMDB, Magali Marques da Rocha, e o presidente estadual da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase), Robson Zinn, mantinham pressão no gabinete de Bolinha. Porém, o prestigiado vereador estava sitiado no gabinete de Deili Silva (PTB). Ao descer para o Plenário, Bolinha foi escoltado pela petebista e por Daniel Diniz (PT).

Após a prestação de contas do presidente Admar Pozzobom (PSDB), teve início a inscrição das chapas para a Mesa. Com a sessão paralisada, João Kaus (PMDB) solicitou uma reunião da bancada de seu partido com a presença de Bolinha. Foi a deixa para começar o bate-boca no Plenário, que quase desestabilizou o Grupo dos 11. Porém, parlamentares experientes como Ovidio Mayer (PTB) e Daniel Diniz logo entraram em cena para acalmar os colegas. Por fim, Admar não autorizou a reunião, já que a sessão estava paralisada.

A Chapa 1 – Força Legislativa a Favor da Comunidade de Santa Maria, foi inscrita com Alexandre Vargas, presidente; Bolinha, 1º vice-presidente; Leopoldo Ochulaki – Alemão do Gás (PSB), 2º vice-presidente; Marion Mortari (PSD), 1º secretário; Deili Silva, 2º secretário; Ovidio Mayer, 1º suplente e Jorge Trindade – Jorjão (Rede), 2º suplente.

A Chapa 2 – Força e Trabalho pela Santa Maria de Todos, foi composta por Cida Brizola (PP), presidente; Admar Pozzobom, 1º vice-presidente; Juliano Soares – Juba (PSDB), 2º vice-presidente; Luci Duartes – Tia da Moto (PDT), 1ª secretária; Vanderlei Araújo (PP), 2º secretário; Francisco Harrisson (PMDB), 1º suplente e João Ricardo Vargas (PSDB), 2º suplente.

Em ordem alfabética, cada vereador era chamado para dar seu voto no microfone de aparte. Na prática, a eleição foi decidida no primeiro voto, com Bolinha se mantendo firme e votando em Alexandre Vargas. O peemedebista, aliás, foi o único que justificou seu voto após a realização do pleito, vencido por 11 a 10.

No microfone, Bolinha afirmou ter conversado com o prefeito Jorge Pozzobom (PSDB) na noite de quarta para explicar que os seis dissidentes não serão oposição ao governo e que é preciso haver diálogo entre Executivo e Legislativo. Ele também mandou um recado para a sua legenda.

“Vou conversar com meu partido depois. Tenho 30 anos de PMDB, se eles acham que eu não devo ficar com eles, estou pegando a minha mala e estou indo embora. Eu quero lutar é pelo povo”, disse Bolinha.

Seguindo os critérios de proporcionalidade, a Mesa Diretora de 2018 será composta por Alexandre Vargas, presidente; Bolinha, 1º vice-presidente; Juba, 2º vice-presidente; Tia da Moto, 1ª secretária; Deili Silva, 2ª secretária; Ovidio Mayer, 1º suplente; e Francisco Harrisson, 2º suplente.

Logo após, ocorreu a posse dos eleitos e foi formada a Comissão Representativa (composta por integrantes da Mesa e um vereador de cada bancada), que irá se reunir em 16 de janeiro e 1º de fevereiro, ambas às 9h (confira abaixo as nominatas). As comissões permanentes serão formadas após o recesso parlamentar.

Ao final da sessão, houve comemoração no plenário. Em entrevista ao site, Alexandre Vargas reafirmou o que disse Bolinha durante a sessão, ressaltando que não será oposição a Pozzobom.

“Vamos conversar com o prefeito. Queremos respeito e ter nossas reivindicações atendidas”, relatou o novo presidente.

Já o líder da oposição, Valdir Oliveira (PT), destacou que a eleição foi uma grande vitória para o Legislativo.

“No início do ano não tínhamos sequer sete vereadores para formar uma chapa. O prefeito e o Executivo foram de uma soberba muito elevada. Eles tinham 16 vereadores e não se deram conta de que o poder Legislativo não pode ser uma extensão do Executivo”, disse o petista.

Finalizada a confraternização no Plenário, o grupo vencedor partiu para a festa na casa de Valdir, no Bairro Tancredo Neves.

Comissão Representativa durante o recesso

Janeiro:

– Mesa Diretora

– Manoel Badke – Maneco (DEM);

– Luci Duartes – Tia da Moto (PDT);

– Adelar Vargas – Bolinha (PMDB);

– Cida Brizola (PP);

– Marion Mortari (PSD);

– Lorena Santos (PSDB);

– Luciano Guerra (PT);

– Deili Silva (PTB);

– Jorge Trindade – Jorjão (Rede);

– Leopoldo Ochulaki – Alemão do Gás (PSB).

Fevereiro:

– Mesa Diretora

– Manoel Badke – Maneco (DEM);

– Luci Duartes – Tia da Moto (PDT);

– João Kaus (PMDB);

– Vanderlei Araujo (PP);

– Marion Mortari (PSD);

– Admar Pozzobom (PSDB);

– Daniel Diniz (PT);

– Ovidio Mayer (PTB);

– Jorge Trindade – Jorjão (Rede);

– Leopoldo Ochulaki – Alemão do Gás (PSB).

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8 Comentários

  1. Parabéns Bolinha não esperava outra atitude de um comunitarista ! Não ceda a pressão dos golpistas do seu partido e fiquei do lado do povo

  2. Ninguém precisa se apavorar, em termos de utilidade e eficiência nada muda no Casarão da Vale Machado. É tudo uma questão de cabides.

  3. Vamos lá minha gente !!! Mais um ano de inutilidade, agora sob nova direção. Ano que vem tem rompimento de novo. Os inimigos de hoje serão os amigos de amanhã !!!! Tudo conversa pra boi dormir e terminar com uma grande cidade !!!

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