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Fazer a identidade em Santa Maria é osso – por Luiz Roese

Há serviços públicos que vão se adequando à modernidade dos tempos e vão melhorando, tornando-se mais ágeis. Mas para fazer a carteira de identidade em Santa Maria é só retrocesso.

Desde novembro de 2016, quando o posto do Sine/FGTAS, onde era feita a identidade, saiu da Rua Alberto Pasqualini, é esse suplício. Atualmente, o local de referência é o Posto Médico-Legal, na Rua Floriano Peixoto, 1.750, ali logo abaixo da Avenida Presidente Vargas, do lado das capelas do Caridade. Um dos problemas é que, para conseguir atendimento, o jeito é madrugar no local. É brabo, mas ainda é mais fácil do que ligar.

Isso porque o agendamento (que já foi eletrônico e funcionava) agora SÓ pode ser feito por telefone e SÓ às segundas-feiras, das 8h às 13h30, pelo 3223-2730. Mas vai tentar pra ver. Você fica horas, dias, semanas ao telefone sem conseguir sucesso.

Não vou nem falar que hoje há apenas duas estações de coleta de digitais para o documento. Na Pasqualini, eram cinco guichês.

Por conta dessa precariedade, o número de carteiras de identidade feitas em Santa Maria caiu para 1/3 do que era antes. Também pudera. Muita gente está buscando outros municípios para fazer a sua.

Aqui em Porto Alegre, agendei o atendimento pela internet, e deu tudo muito certo, na hora marcada. Em Santa Maria, a pessoa pode morrer tentando telefonar para marcar o atendimento. Nesse caso, talvez ela seja atendida no local, que é o antigo necrotério.

O Instituto-Geral de Perícias (IGP) promete há horas que haverá a mudança de um local improvisado para um definitivo. Como o prédio do DAER na Avenida Medianeira vai a leilão e lá seria um candidato, não há perspectivas de melhorar essa bagunça.

Hospital Regional: será que agora é verdade?

Fundação Universitária de Cardiologia foi anunciada como gestora do Hospital Regional. Foto Luiz Chaves / Palácio Piratini

Só espero que não seja mais um trololó. Na quarta-feira, o governador do Estado, José Ivo Sartori, anunciou que a Fundação Universitária de Cardiologia (FUG-RS), administradora do Instituto de Cardiologia, em Porto Alegre, é quem vai gerir o futuro Hospital Regional de Santa Maria. Espero que dê certo dessa vez. Em outubro de 2016, o secretário estadual da Saúde, João Gabardo, e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Osmar Terra (que é o inventor de tudo, na década passada) vieram com a falácia de que o Grupo Sírio-Libanês, de São Paulo, administraria o Regional, em parceria com os hospitais Mãe de Deus e Moinhos de Vento, de Porto Alegre. E mais: que o hospital abriria em 2017. Nada disso aconteceu. E agora? Nem sei o que dizer. Só sei que não há previsão de quando algo concreto irá ocorrer.

Recurso de pai de vítima processado poderia chegar a Brasília, mas TJ/RS negou
No mês em que a tragédia da Boate Kiss completa cinco anos, o Tribunal de Justiça do Estado negou que um recurso de um pai de vítima processado chegasse a Brasília. Explico: Flávio José da Silva, vice-presidente da Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), e Sérgio da Silva, presidente da AVTSM, são acusados de calúnia pelo promotor Ricardo Lozza. A ação tramita na 4ª Vara Criminal de Santa Maria. Sergio é defendido pelos advogados Ricardo Munarski Jobim e Luiz Fernando Scherer Smaniotto.

No processo, Flávio, defendido pelo advogado Pedro Barcellos Jr., requereu a chamada “exceção da verdade”. Ele tentava provar que não caluniou o promotor e que falou a verdade, ao dizer que o Ministério Público sabia que a Boate Kiss funcionava em situação irregular.

No julgamento da “exceção da verdade”, o placar final foi de 20 votos a 2 contra o pai. Então, o advogado Pedro Barcellos Jr. apresentou no TJ/RS um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Mas ele só chegaria lá se o TJ/RS o admitisse. Pelo que entendi, foi negada essa possibilidade. Quem tem medo da verdade?

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