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QUE TAL?! Cervejaria artesanal da cidade conquista medalha no maior concurso latino-americano do ramo

Por MARILICE DARONCO, em reportagem especial

Coelho, Guarda e Vasco: a Macchina é inspirada pela cervejaria santa-mariense alemã Seyffarth que marcou a história da cidade no século 20

Quando a Wheat Wine Ale da Macchina Cervejeira deixa a garrafa e ganha a taça, a primeira coisa que salta aos olhos é a sua cor, o tom dourado escuro encanta. Depois, é impossível não perceber a camada de creme branco denso, de grande formação, que persiste no copo. O aroma vem carregado de intensidade, e é um convite ao mergulho mais genuíno que a cervejaria artesanal tem proposto desde que começou a ganhar mais espaço nos últimos anos: a descoberta de cervejas diferenciadas, que permitem a evolução sensorial. O primeiro toque na boca causa surpresa. Não é para menos, afinal, ela provoca quem a degusta o tempo todo, entre o doce que remete a frutas tropicais e a complexidade do caramelo. A cereja do bolo é o fato de ser o que os norte-americanos chamam de vinho de trigo, com um álcool superior à média por volume, um teor de 9,6%, ou seja, é uma bebida forte e intensa.

Toda essa explosão de qualidade parece remeter a uma cerveja que já é fabricada há muito tempo e que após um longo processo de evolução conseguiu atingir tal patamar de sofisticação. Mas o motivo que nos faz apresentar este release, é completamente outro. Fabricada pela primeira vez no final de janeiro de 2018, a Wheat Wine Ale da Macchina Cervejeira acaba de ganhar uma medalha de bronze no Concurso Brasileiro de Cervejas, realizado em Blumenau, Santa Catarina, de 3 a 6 de março.

Este ano, foram 2.859 rótulos inscritos, os quais representam 475 cervejarias brasileiras e se dividiram em 148 estilos diferentes de cervejas.  Para julgá-los, foram convidados 38 jurados internacionais, de 18 países, os quais atuaram ao lado de 44 renomados profissionais brasileiros. Ao todo, 252 rótulos foram premiados, entre eles o da cervejaria de Santa Maria.

O prêmio no estilo Wheat Wine Ale, originário da Califórnia, no maior evento do ramo cervejeiro da América Latina e segundo maior concurso do mundo em número de rótulos (perdendo apenas para os Estados Unidos), fez com que a Macchina, cervejaria de Santa Maria, tivesse de mudar um pouco seus planos. Por isso, não estranhe se você ainda não ouviu falar dela, afinal, a Macchina ainda nem foi lançada oficialmente. Mas, que motivo melhor do que uma medalha de bronze para apresenta-la à cidade que não apenas a recebe, mas também lhe serve de inspiração?

Os cervejeiros Denys Coelho, Fabio Guarda e Tiago Vasconcellos, o Vasco, decidiram iniciar a produção no ano passado. A ideia é criar cervejas diferenciadas, para paladares exigentes. Mas, mais do que vender cervejas, eles pretendem fomentar a cultura da cerveja, oportunizando que outros cervejeiros também possam produzir seus rótulos.

A história da Macchina é inspirada pela cervejaria santa-mariense alemã Seyffarth que marcou a história da cidade no século 20. A conexão com a comunidade fica clara desde a escolha da marca, um trem, até seu objetivo de fortalecer Santa Maria nos trilhos de uma grande produtora de cervejas artesanais.

Os próximos objetivos da Macchina agora são começar a comercializar a Wheat Wine Ale, o que deve ocorrer a partir de abril, buscar um local que case com sua proposta de agregar valor à história de Santa Maria e à cultura cervejeira, e correr em busca de novas medalhas não apenas para a Wheat Wine, mas também para outros rótulos já em produção.

As cervejas da Macchina Cervejeira são produzidas pela Zagaia Brewery, estabelecimento situado em Itaara – RS, registrado no Ministério da Agricultura, equipado e apto a produzir o que há de melhor em cerveja artesanal.

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