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ÔNIBUS. Prefeitura fala em transferir para empresas de transporte o conserto e a manutenção das paradas

Prefeitura quer transferir para empresas conserto e manutenção das paradas de ônibus na cidade, declarou o prefeito à Rádio Medianeira

Por FABRÍCIO MINUSSI (texto e foto), no site da Rádio Medianeira

A Prefeitura está discutindo, internamente, a transferências para as empresas que exploram a concessão dos serviços do transporte público em Santa Maria, a responsabilidade pelo conserto e manutenção das paradas de ônibus na cidade. A intenção foi revelada pelo prefeito Jorge Pozzobom, em entrevista exclusiva à Rádio Medianeira, na manhã desta sexta-feira (4), durante o Programa Rádio do Povo, com Clédio Calegaro. Segundo Pozzobom, essa discussão está sendo travada dentro da licitação do transporte público, anunciada para breve.

Conforme o chefe do Executivo, será analisado, no caso das paradas de ônibus, se haverá oneração no preço da passagem visto que se trata de mais um custo que, inevitavelmente, será repassado à planilha que atualiza o custo do transporte público na cidade e, consequentemente, ao bolso do usuário que paga a tarifa.

PREFEITO FALA SOBRE AS PARADAS DE ÔNIBUS

“Se me mostrarem que isso irá onerar o preço da passagem, é óbvio que não vou tratar desse assunto. Mas não vou deixar de discutir, pois uma concessão de um ano é uma coisa. Já uma concessão de 15 anos, acredito que não irá onerar tanto o transporte coletivo”, avaliou o prefeito.

Pozzobom também afirmou que está propondo, junto à Frente Nacional dos Prefeitos, que sejam criados subsídios para diminuir o preço da passagem de ônibus em todo o Brasil. A intenção, segundo o prefeito, é propor que parte do imposto recolhido da gasolina e do óleo diesel seja direcionado como forma de subsídio para as empresas que operam o transporte público no País. O prefeito também questionou a forma como são concedidas as gratuidades. Segundo ele, a forma como os benefícios estão postos é injusta, pois penaliza quem paga o preço integral da passagem.

PREFEITO FALA SOBRE AS GRATUIDADES

Hoje, as empresas que operam o transporte público em Santa Maria recebem R$ 2,50 por cada passageiro. O restante do preço da tarifa (R$ 1,10) é para custear as gratuidades com idosos, integração, meia-passagem, entre outros benefícios.

Com relação as manifestações do prefeito Jorge Pozzobom, na entrevista concedida para a Rádio Medianeira, um dos diretores da ATU, Edmilsom Gabardo, disse que a licitação do transporte público é o momento de “zerar o sistema, definindo novos parâmetros, discutindo o tipo de transporte público que a cidade pretende oferecer aos seus usuários”.

GABARDO FALA SOBRE A TARIFA E AS PARADAS DE ÔNIBUS

Gabardo salienta que tudo que se pretende em termos de um novo modelo de transporte, precisa ser discutido. “Inclusive, avaliando situações que, ao invés de contribuir para uma passagem mais barata, acabam contribuindo para onerar ainda mais a tarifa paga por aqueles que necessitam do serviço e também cobrem as gratuidades oferecidas, hoje”, concluiu o diretor da ATU, fazendo referência à intenção da Prefeitura de repassar aos empresários do setor a responsabilidade pelo conserto e manutenção dos abrigos de ônibus.

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3 Comentários

  1. Detalhe, se aprovarem a tal CIDE municipal quem tem posto em Itaara vai acabar beneficiado. Se não tiver posto por lá, será negócio abrir. Não regulamentam o novo tributo por lá, acabam aumentando a arrecadação. Dali a pouco alguém abre um mercado que funciona aos domingos, um restaurante bom e está feito o carreto, pessoal sobe a serra no final de semana, faz as compras, abastece e mata o almoço.

  2. É um festival. Óbvio que se derem as paradas de ônibus para as empresas cuidar vai aumentar o custo e a passagem.
    Daí falam em CIDE municipal para subsidiar as passagens. Carga tributária da gasolina é 44%, do diesel 28% e do etanol 24%. Daí sai a velha malandragem de sempre, criam o novo tributo e “uma parte” é destinada a “subsidiar e melhorar o transporte coletivo”. Diminuir a carga tributária para baratear a passagem nem pensar.
    Licitação também não resolve. POA fez. Na primeira vez (pelo que lembro) algumas linhas tiveram licitação deserta. Depois que conseguiram resolver o problema a crise apertou, o número de passageiros caiu quase 11%, equilíbrio econômico-financeiro foi para o espaço. Falam até em privatizar a Carris.
    Se para todo problema se aumenta tributos a economia vai parar, coisa de incompetentes.

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