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EDUCAÇÃO. Mobilização dos professores reabre as negociações sobre o reajuste salarial, fala o Sindicato

Mobilização dos professores por negociações sobre o reajuste salarial teve escolas paradas, caminhada até o CAM e reunião (foto menor)

Por PAULO ANDRÉ DUTRA (texto e fotos), da Assessoria de Imprensa do Sinprosm

Com 84% de escolas paralisadas total ou parcialmente e um ato no centro de Santa Maria envolvendo quase 500 professores, a categoria deu seu recado: os 2,95% de reajuste salarial propostos pela prefeitura são inaceitáveis, bem como as atuais condições de trabalho. As pautas foram apresentadas à administração municipal, após uma tarde de atividades que iniciou na Praça Saldanha Marinho e culminou com uma caminhada até o centro administrativo.

Uma comissão de sete professores foi recebida por membros do governo, novamente sem a presença do prefeito Jorge Pozzobom, que ouviram as reivindicações relativas ao cumprimento da Lei do Piso Nacional do Magistério: 15,5% de reajuste salarial e um terço da carga horária para o planejamento pedagógico. Os professores levaram os dados do Tribunal de Contas do Estado, cuja certidão publicada nesta segunda-feira (11) demonstra que o índice de comprometimento do orçamento com a folha de pagamento caiu de 47,02% para 45,26% neste quadrimestre. “Os argumentos apresentados em abril já não servem mais”, contestou a coordenadora de Organização e Patrimônio, Martha Najar.

O chefe da Casa Civil, Guilherme Cortez, reafirmou a disposição do governo para o diálogo e propôs prazo de pelo menos 30 dias para estudos, inclusive com a participação do IPASSP-SM. A coordenação do Sinprosm enfatizou a desconfiança da categoria com a formação de comissões e alargamento de prazos, por normalmente não trazerem resultados concretos. Ficou acordado que até 20 de julho o debate será reaberto, quando a categoria e a administração sentarão novamente à mesa para que uma nova proposta seja apresentada.

PLANEJAMENTO

O grupo demonstrou insatisfação pela falta de continuidade nos debates sobre a implementação do terço da carga horária para atividades extraclasse, também previsto na Lei do Piso Nacional. As professoras relataram as dificuldades de qualificação do trabalho, sobrecarga dos profissionais e falta de retorno da SMED às propostas das direções, desta gestão e na anterior.

O assunto voltará a ser debatido na próxima quinta-feira (14), quando o grupo de trabalho proposto em maio pela Secretaria de Educação finalmente iniciará seus encontros. A gestão comprometeu-se a dar sequência na pauta, para que não haja novos retrocessos.

MOBILIZAÇÃO

O Sinprosm avalia que o reinício das negociações só se tornou possível com a demonstração de força da categoria nos atos de hoje. “Os professores estão unidos e atentos aos movimentos. Este mês será de mobilização permanente. Precisamos garantir que as conquistas se confirmem”, reforça a coordenadora de Comunicação e Formação Sindical, Celma Pietczak.

A data de uma nova assembleia será anunciada nos próximos dias para avaliação e prestação de contas.

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