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ELEIÇÕES. Candidato a Presidente, Goulart Filho, do PPL, quer duplicar o Salário Mínimo em seu mandato

João Goulart Filho esteve no calçadão na manhã deste sábado, papeou com militantes e população e apresentou as suas propostas

Por MAIQUEL ROSAURO (texto e foto), da Equipe do Site

O candidato à presidência da República, João Vicente Goulart (PPL), visitou Santa Maria nesse sábado (18). Durante a manhã, em companhia do presidente estadual da sigla e candidato a deputado federal, Werner Rempel, ele passeou pelo Calçadão, onde encontrou militantes, conversou com eleitores e concedeu entrevistas. Ao site, ele falou sobre uma de suas principais metas caso seja eleito, dobrar o valor do salário mínimo.

“Já dobramos em 30 dias. Em 1º maio de 1954, a pedido do ministro do Trabalho, João Goulart (pai do candidato), o presidente Getúlio Vargas dobrou o salário em 100%. Nós estamos propondo fazer isso no período de quatro anos”, comenta.

Contudo, o presidenciável lembra que houve um grande protesto nacional contra a medida e que, meses depois, Vargas cometeria suicídio.

“Em 1955, Juscelino Kubitschek e o Jango conseguiram, pela expansão do mercado interno e do poder aquisitivo do salário, fazer o grande desenvolvimento social do Brasil, reconduzindo a indústria para patamares internacionais. O Brasil começou a crescer em ritmo acelerado porque o poder de compra do salário mínimo é o que gerava o consumo e a produção”, explica.

Em relação à campanha, Goulart revela que trata-se de uma luta de Davi contra Golias. O PPL não possui cinco parlamentares no Congresso, regra que não garante o candidato nos debates em rádios e TVs. Além disso, terá apenas 12 segundos de inserções diárias da propaganda eleitoral.

No quesito financeiro, a situação também é preocupante. O PPL terá direito apenas a 0,6% do fundo eleitoral, o que corresponde a R$ 978.120. Em nível de comparação, o MDB, principal beneficiado, terá direito a R$ 234.062.400 (13,64% do fundo eleitoral).

“Isso nos prejudica muito, pois não temos condições iguais. Este não é um processo democrático, é uma democracia fajuta. Os partidos pequenos e ideológicos que não têm cinco parlamentares, que são novos e estão em evolução, como irão difundir sua mensagem? Democracia se supõe igualdade de condições a todos os candidatos”, reflete.

Apesar das gigantescas adversidades, Goulart não esmorece e encontra diferenciais do PPL frente aos grandes partidos.

“Temos o que eles não têm. História, lealdade ao povo brasileiro e realizações na área do Direito Trabalhista. Já fomos para o exílio; e o MR-8, movimento que originou o PPL, já lutou contra a Ditadura como resistência. Temos a dignidade que esta nação precisa”, alega o filho de Jango.

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2 Comentários

  1. Fatos. A candidatura na prática não existe. Tem mais gente sabendo que o cabo Daciolo é candidato que Jango Filho. Este pessoal vive na década de 50. Duas novas ‘revoluções industriais’ depois disto. O aumento do salário mínimo citado custou a cabeça do ministro.

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