ELEIÇÕES. Candidatura Lula, com supermobilização, registrada no TSE no derradeiro momento do dia final

ELEIÇÕES. Candidatura Lula, com supermobilização, registrada no TSE no derradeiro momento do dia final - lula

Gleise Hoffmann, e Fernando Haddad registraram a candidatura. Na manifestação pública, também Manuela D’Ávila e Dilma Rousseff

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (candidato a vice) e outras lideranças petistas registraram na tarde desta segunda-feira, o ultimo dia de prazo legal, a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República.

Lula, preso em Curitiba, é o nome do PT para concorrer e agora deverá ser submetido ao crivo do Tribunal Superior Eleitoral, para onde se dirigiram também, entre outros apoiadores, a deputada gaúcha Manuela D’Ávila, do PC do B, e a ex-Presidente da República e hoje candidata ao Senado por Minas Gerais, Dilma Rousseff.

Essas informações todas estão disponíveis em material d’O Estado de São Paulo, publicadas na versão online do Correio do Povo (AQUI). Abaixo você confere material sobre a grande movimentação de militantes pró-Lula, em Brasília, além de outras informações. Acompanhe:

Do jornal eletrônico SUL21, com material da Rede Brasil Atual, com reportagem de HYLDA CAVALCANTI e foto de RICARDO STUCKERT (Divulgação)

“Uma marcha popular acompanhou, nesta quarta-feira (15), o registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em brasília. A mobilização reúne movimentos que chegaram à capital na segunda (13), oriundos de diversas localidades, com trabalhadores, estudantes, governadores, parlamentares.

Por trás de uma faixa com os dizeres “Lula está preso injustamente”, lideranças e parlamentares se juntaram aos manifestantes. “Lula livre é o povo livre, são os direitos humanos sendo observados, os gritos de milhares de homens, mulheres, trabalhadores e trabalhadoras”, disse a deputada Maria do Rosário (PT-RS), de cima do carro de som. “Estou vendo um rio de gente em Brasília neste dia tão importante para todos nós. O povo está aqui caminhando porque sabe que seu poder é transformador”.

Unindo-se aos militantes em marcha nas ruas de Brasília, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) qualificou como fake news a atuação do juiz Sergio Moro e do Judiciário no julgamento de Lula. “Tanto se fala em fake news nos dias de hoje, principalmente os ministros do TSE, mas a maior de todas as fake news foi a que o juiz Sérgio Moro praticou contra Lula”. “Sigamos em frente, registrar juntos a candidatura de Lula à Presidência”, conclamou.

“É impressionante termos uma manifestação desse porte e nada disso ser noticiado pelas grandes emissoras de TV, principalmente, sem falar nos demais veículos. As pessoas que estão aqui estão fazendo sacrifício. Isso é convicção e luta. Esse pessoal não está sendo pago para estar aqui. Mas vamos vencer estas lutas nas eleições”, disse a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Destacando a emoção com todos os gestos que têm visto na capital do país, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) foi enfático. “Hoje é um dia muito especial. Já vi várias manifestações e percebo que as pessoas estão marchando com emoção. A gente não teria condições de lançar a candidatura de Lula, e graças à luta destes brasileiros, não só a lançamos como vamos hoje registrar essa candidatura. É um dia muito importante para a democracia deste país”.

“Fizemos uma longa travessia para chegar até aqui, para registrar esta chapa no TSE. O ato de levarmos o registro da candidatura de Lula à presidência da República não é um ato de desobediência à lei e sim um ato de obediência ao povo e à Constituição Federal”, ressaltou o candidato a vice-presidente de Lula, Fernando Haddad.

“Pelo código eleitoral, Lula tem todas as prerrogativas dos outros candidatos, mesmo que sua candidatura esteja sob judice. Isso até que haja o julgamento e seja considerado que ele não pode ser candidato, o que só pode acontecer no final da apresentação de todos os recursos”. E destacou: “Leiam o código eleitoral, está escrito lá: a partir do momento em que é candidato, Lula tem o direito de ter seu programa de governo divulgado e debatido perante a sociedade. Mas queremos mais, queremos que ele possa gravar vídeos e até ir aos debates”, disse Haddad.

A presidenta do PT no DF, deputada Erika Kokay chegou cedo na manifestação. “Termos aqui trabalhadores de todos os locais do país. Vão ter que escutar o nosso coro, nossa voz, o coro da cidadania, coro pela melhoria do país. As pessoas que estão aqui, são pessoas que veem todos os dias o golpe entrar nas suas casas com mais recessão e cada vez mais perda de direitos. Não estamos indo até o TSE apenas para pedir por Lula livre, mas para pedir por Justiça e pelo fortalecimento da democracia no país. Sabemos que tudo isso passa por Lula na presidência”, disse Erika.

Convocação

Pouco antes, por volta das 13h, o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS) e outros parlamentares protocolaram requerimentos para convocação da procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador Thompson Flores, e o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro.

Os deputados querem explicações sobre a entrevista veiculada no último domingo pelo jornal O Estado de São Paulo, na qual Galloro disse ter sido pressionado, por telefone, pelo juiz federal Sérgio Moro para não soltar o ex-presidente Lula após apesar da liminar concedida pelo desembargador Rodrigo Favreto.

Nos requerimentos, os parlamentares enfatizaram que estas autoridades convocadas expliquem, durante audiências no Congresso, “a desobediência a uma ordem de soltura do ex – presidente Lula no dia 8/7, em flagrante violação da lei”.

Pela manhã, Fernando Haddad e a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, visitaram o acampamento dos manifestantes em greve de fome, no ginásio Nilson Nelson. Na conversa, o agradecimento pelo apoio ao registro da candidatura de Lula e, principalmente, pelo ato extremo pela libertação do ex-presidente.”

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