ELEIÇÕES 2020. Mortari não esconde desejo de concorrer à vice-prefeitura. PT e PSL estão de olho

ELEIÇÕES 2020. Mortari não esconde desejo de concorrer à vice-prefeitura. PT e PSL estão de olho

ELEIÇÕES 2020. Mortari não esconde desejo de concorrer à vice-prefeitura. PT e PSL estão de olho - maiquel-mortari

Produtor rural, alta votação entre os locais, papel de liderança no G1 e oposição ao governo Pozzobom. Ah, e cobiçado por dois partidos

Por MAIQUEL ROSAURO (com foto de Divulgação), da Equipe do Site

A eleição de 2020 já entrou na pauta dos principais partidos de Santa Maria. Mas enquanto alguns tratam do assunto discretamente, há políticos já tornam público seus planos. Quem está marcando posição para o pleito, desde agora, é o vereador Marion Mortari (PSD), que sonha em ser candidato a vice-prefeito.

“O que eu quero é assumir o meio rural, sendo vice-prefeito e secretário ao mesmo tempo. Precisamos colocar o interior em ordem via parcerias com os produtores”, argumenta o parlamentar.

Mortari é contrário a atual política do governo Pozzobom que determinou três subprefeitos para os nove distritos.

“Isso é um absurdo. O nosso interior é enorme, com muitas estradas. É preciso trazer de volta os nove subprefeitos”, defende.

O que motiva Mortari a se colocar como interessado na cadeira de vice-prefeito foi a sua votação no pleito de outubro, quando concorreu a deputado estadual. Embora não tenha se elegido, ele fez 8.085 votos.

Pelo fato de sua candidatura estar indeferida com recurso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não divulgou sua votação em cada município. Contudo, o PSD projeta que ele tenha conquistado em Santa Maria mais votos do que Fabiano Pereira (PSB) e Jader Maretoli (PSD), dois ex-candidatos a prefeito, que conquistaram, respectivamente, 7.018 e 4.784 votos no município.

Também chama atenção o custo por voto de Mortari. Cada um dos seus 8.085 votos custou R$ 2,07, um dos menores valores entre os candidatos locais (AQUI). No total, sua campanha este ano custou R$ 16.744,64.

Há também de se destacar que ele foi o segundo candidato a vereador mais votado em 2016, com 3.568 votos. Ficou atrás apenas de Luciano Guerra (PT), com 4.215 votos.

No atua cenário político, o vereador é um dos líderes do Grupo dos 11, que hoje detém o controle da Mesa Diretora do Legislativo. Para 2020, o G11 já anunciou que ele só não será presidente da Casa se não quiser (AQUI). Contudo, o edil prefere tratar o assunto com cautela.

“A presidência em 2020 ainda não está bem certa. Eu acredito que (caso se confirme) não vá prejudicar a campanha eleitoral, mas temos que ver bem esta situação”, ressalta.

E o colega de chapa?

Se o objetivo de Mortari é ser vice-prefeito, quem irá concorrer a chefe do Executivo ao seu lado? Hoje, o vereador ainda não tem a resposta, mas nos bastidores há quem sonhe alto.

O nome de Mortari é bem quisto entre lideranças petistas, sobretudo, pelo parlamentar ser reconhecidamente um representante do campo (atua como produtor rural) e um ferrenho crítico ao governo Pozzobom. Há algum tempo se comenta que uma possível chapa encabeçada pelo deputado estadual Valdeci Oliveira (PT) seria construída de forma natural.

Contudo, se os petistas tiverem interesse mesmo em Mortari, vão ter que abrir o olho. Durante a campanha, o vereador não escondeu sua insatisfação com os rumos do país e abriu voto em Jair Bolsonaro (PSL), o que gerou uma ligeira crise em seu gabinete. Ao mesmo tempo, o PSL se aproximou e até o convidou para, no futuro, deixar o PSD e ingressar em suas trincheiras.

Se Mortari vai se aliar com a esquerda ou a extrema-direita, o tempo dirá. Só há uma certeza. O gringo do Passo das Tropas dificilmente vai abrir mão de uma candidatura como vice-prefeito.

“Este é o caminho, espero que dê certo. A política é dinâmica”, filosofa o então vereador.



3 comentários

  1. O Brando

    Ex-futuro prefeito do ex-futuro município de Pains agora quer ser vice-prefeito da cidade da qual queria um pedaço.
    Estradas se consertam com recursos, não com subpreituras para pendurar nulidades.
    Grupo dos 11 é coisa que só importa para o Casarão, para a população em geral não muda nada.
    Custo da campanha também não diz muito, primeiro porque nenhum dos citados se elegeu. Segundo porque a abrangência da campanha é diferente, quando o pleito é municipal fica muito mais ‘brigado’.
    Vereador também esteve na claque do general quando esteve na cidade. Alás, qual o tamanho do PSL na cidade?
    Extrema-direita fica pelo petismo velado do site. Existem grupos neo-nazistas no Brasil, a classificação citada é só para ajudar o partido.
    Como é que o gringo do Passo das Tropas vai abrir mão de uma coisa que ele ainda não tem é um mistério.
    Para os desavisados, é possível fazer uma peça jornalística sem parecer propaganda, sem parecer puxa-saquismo explicito.
    Conclusão? Ambição e carreirismo desmedidos são palavras que vem a mente.

  2. O Brando

    Ultimos candidatos do PT foram Pimenta, Helen e Valdeci. Pode ser que o irmão do ex-prefeito tente a sorte ou voltem a tentar com alguém da turma do Pimenta. PT encolheu na última eleição no RS. Santa Maria tem muitos funcionários públicos, não deve ter sofrido muita alteração.
    Caso do Bisogno é de observar. PDT nacional quer fazer oposição longe do PT para não colher anti-petismo. Objetivo é aparecer como alternativa daqui 4 anos. Bate com as aspirações pessoais do prócer local. Pode ter a ver com certas interferências que aconteceram.
    Total zero, tem muita agua para passar debaixo da ponte até o próximo pleito.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *