POLÍTICA. Governador eleito fala ao Correio do Povo sobre os desafios dos primeiros seis meses de governo

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POLÍTICA. Governador eleito fala ao Correio do Povo sobre os desafios dos primeiros seis meses de governo - correio-eduardo-leite

Eduardo Leite e a formação heterogênea do governo: “cubo colorido em que você tem que fazer as peças todas ficarem do mesmo lado”

Do portal do Correio do Povo, com reportagem (e entrevista) de MAUREN XAVIER e foto de Reprodução

Mais novo governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), 33 anos, assume nesta terça-feira, efetivamente, o comando do Palácio Piratini. Com reconhecidas dificuldades históricas e estruturais no Estado, especialmente no que envolve as finanças, como o déficit bilionário, atraso nos pagamentos de salários e de serviços, ele acredita que “com muito trabalho” será possível enfrentar os problemas.

Em entrevista ao Correio do Povo, o governador falou sobre os desafios dos primeiros meses e quais serão as prioridades no início de gestão, como conseguir reestruturar a administração e garantir o pagamento do salário do funcionalismo em dia.

Quais são, na sua avaliação, os principais desafios neste início de mandato à frente do Palácio Piratini?
Naturalmente é um momento ainda de estruturação do próprio governo. Não se consegue entrar com um governo todo montado e ajustado. É um momento de estruturação dentro das pastas e das equipes. Pedimos ao atual governador (José Ivo Sartori) que mantivesse nomeadas as pessoas que ocupavam algumas funções para que tivéssemos tranquilidade ao longo do mês de janeiro, que, naturalmente, é dedicado para indicar ponto a ponto o melhor perfil para cada função, de forma a contemplar politicamente as forças que nos apoiam e dão sustentação à nossa agenda, mas também tecnicamente há necessidade em cada uma das áreas.

O senhor nunca escondeu uma certa dificuldade na formação do primeiro escalão do governo. Inclusive algumas mudanças ainda dependem da aprovação de projeto de lei pela Assembleia Legislativa. Como foi esse processo de reorganização?
Sempre que me perguntam sobre a composição do governo eu tenho essa visão. Contemplar a base política de sustentação na Assembleia Legislativa, mas também tecnicamente o conhecimento sobre as artes para poder desempenhar as funções. Contemplar as duas questões não é simples. É preciso levar em consideração as aspirações políticas de cada campo, de cada força política, ver quais estão mais alinhadas e quem tecnicamente atende ao que a gente pensa para aquela área. Então conseguir acertar isso não é simples. Mas é para o que fomos eleitos.

Mudanças na estrutura administrativa acabaram gerando algumas polêmicas, como a questão da união da Secretaria da Agricultura e da do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo.
A reestruturação da Secretaria de Agricultura, tenho certeza que sim. O secretário que escolhemos para a área, o Covati Filho, é um jovem dinâmico e conhecedor da pauta, a partir do próprio partido (PP), que trabalha muito o tema do agronegócio e que reconhece a força da agricultura, não apenas dos grandes, mas também dos pequenos agricultores. É algo que deixamos muito claro, a junção das secretarias não representa deixar de ter a política pública para apoiar a agricultura familiar, que é importante para o Estado e geradora de tantos empregos no meio rural, que precisa ser prestigiada com departamentos que vão dar atenção.

Qual deve ser o desenho inicial da administração?
Vinte secretários, uma secretaria especial, a Extraordinária de Relações Federativas e Internacionais, que será ocupada pela senadora Ana Amélia Lemos, e dois órgãos com status de secretário, sendo um deles a Secretaria de Administração Penitenciária, que será ocupada interinamente pelo vice-governador, delegado Ranolfo Vieira Jr.

É quase como um cubo mágico?
Eu brinco nessa referência porque ajuda a ilustrar. É um cubo colorido em que você tem que fazer as peças todas ficarem do mesmo lado. Vai ajustando e quando você acha que está terminando, tem uma pecinha a mais do outro lado, que ainda tem que ajustar e acomodar, dentro dessas legítimas escolhas. Só que para poder ajustar um ponto você precisa desacomodar outro lado. E quando a gente consegue fechar, vem um cubo maior. Não estou pensando só nos partidos. Os partidos são instituições legítimas de uma democracia e não podem ser desprezados no processo. Porém, olhamos para eles com uma visão também técnica…”

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