MÍDIA. Versão impressa do “JB” morre outra vez e o histórico jornal demite 20 e fica de novo só na internet

MÍDIA. Versão impressa do “JB” morre outra vez e o histórico jornal demite 20 e fica de novo só na internet

MÍDIA. Versão impressa do “JB” morre outra vez e o histórico jornal demite 20 e fica de novo só na internet - coletiva-jbDo portal especializado COLETIVA.NET, com imagem de Reprodução

Em fevereiro de 2018, o Jornal do Brasil voltou às bancas após oito anos longe delas. Agora, o empresário Omar Catito Peres, que arrendou o veículo em fevereiro de 2017, anunciou em seu perfil no Facebook que encerrará, mais uma vez, a versão impressa. A medida resultou na demissão de mais de 20 jornalistas, além de baixas em outros setores. Com isso, a marca volta investir no ambiente online.

Ao confirmar o fim da edição impressa, o executivo declarou que o mercado da mídia em papel não tem futuro no País. Segundo ele, “o ser humano não quer mais se informar por jornais impressos, que não têm mais a menor importância”. A declaração vai de encontro ao que ele mesmo disse há um ano, ao adquirir a marca, quando acreditava que o impresso ainda tinha mercado relevante.

Em sua postagem na rede social, Omar Catito Peres evidenciou que faltou um plano de negócio estruturado para o retorno da versão impressa do JB. Na época, ele pensava que o novo Jornal do Brasil venderia cerca de oito mil exemplares por dia, porém, o número sempre ficou abaixo da expectativa, com exceção da reestreia, que se esgotou em poucas horas.

Segundo informou o presidente do JB, o fim da versão impressa não ocorreu antes devido à veiculação de propagandas de órgãos públicos. “Nos primeiros seis meses, conseguimos quase equilibrar o orçamento por conta de algumas publicidades de governos. Mas, daí em diante, com o bloqueio judicial equivalente a três folhas de pagamento e com venda de três mil exemplares/dia, o prejuízo se tornava insustentável e o leitor, ‘apaixonado’ pelo JB e que pedia um jornal independente’ continuava a ler e se informar gratuitamente pela internet”, explicou.

A decisão está ligada a problemas trabalhistas que os jornalistas da empresa vinham encarando desde o final de 2018, como o não pagamento de direitos e atrasos salariais de até três meses, segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro. Com isso, parte da redação entrou em greve na última semana de fevereiro e no começo de março. Colaboradores interromperam suas atividades por 24 horas.

Entretanto, a estratégia não fez com que a empresa efetuasse os pagamentos, mas sim, demitisse os profissionais. As informações não foram confirmadas por Peres. Conforme os jornalistas que seguem na empresa, que deram entrevistas ao portal Comunique-se sem revelar nomes, a situação está complicada na redação do JB.

Reduzida, a redação focará no ambiente online, sob o comando do vice-presidente editorial Gilberto Menezes Côrtes. Em seu depoimento, Peres informa que, para isso, o portal pode passar por reformulações nos próximos meses, além de investir em colunistas renomados…”

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