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ARTIGO. Jorge Pozzobom e as parcerias como forma de garantir investimentos prioritários para a cidade

Parcerias para solucionar problemas históricos

Por JORGE POZZOBOM (*)

Há duas frases que eu gosto muito de usar nas minhas falas e que, de certa forma, acredito que sintetizam bem o papel do Poder Público e a postura do nosso governo diante de determinadas situações. Eu costumo dizer que “o primeiro papel da Prefeitura é não atrapalhar”, ou seja, não criar empecilhos nem entraves àqueles que desejam investir na nossa cidade. E sempre acrescento “quem quiser empreender em Santa Maria, vai empreender em Santa Maria!”.

Muito tem se discutido ultimamente sobre Estado mínimo, privatizações e parcerias público-privadas. Discussões que, é importante que se diga, na grande maioria das vezes, estão tão contaminadas ideologicamente que impedem que os envolvidos enxerguem o que realmente importa: qual será o benefício para a população. Eu, como gestor, como prefeito de Santa Maria, tenho uma preocupação maior: buscar soluções. E é nesse sentido que a nossa gestão está empenhada, construindo parcerias com quem fazer uma cidade melhor.

Na semana passada, ganhou destaque no noticiário a vinda de um grande empreendimento imobiliário para Santa Maria, que irá se instalar em Camobi, junto à Avenida João Machado Soares, onde serão construídos 700 apartamentos, distribuídos em mais de 20 torres. O investimento da construtora de Erechim aqui, na nossa cidade, irá girar em torno de R$ 122 milhões e, pelo impacto que causará na vizinhança, exigirá também uma contrapartida, em valor proporcional, dada ao Munícipio. E foi aí que a Prefeitura atuou de maneira assertiva e resolutiva.

Graças à atualização do Plano Diretor de Desenvolvimento Territorial que encaminhamos para aprovação na Câmara de Vereadores no ano passado (e que recebeu muitas críticas, provavelmente de pessoas que não tiveram a preocupação de conhecer ou estudar o seu conteúdo), agora, o Poder Executivo Municipal pode fazer o direcionamento das compensações financeiras que precisam ser dadas pelos novos empreendimentos imobiliários. De maneira mais clara: em vez de “receber” uma área (que, muitas vezes, não terá um uso imediato e ficará à mercê de ocupações e irá se tornar mais um depósito irregular de lixo), a Prefeitura define um objeto e determina a prestação de serviços. Ou seja, otimiza os recursos públicos, como julga ser mais importante e útil aos cidadãos.

Como efeito desse ajuste no Plano Diretor, deveremos ter, até o final deste ano, a realização de duas grandes obras que causarão um grande impacto na nossa cidade: a reforma completa do Calçadão Salvador Isaia e a construção das novas capelas velatórias junto ao Cemitério Ecumênico Municipal. Serviços que serão executados pela iniciativa privada e que seguirão um cronograma rigoroso por se tratarem de compensações financeiras de um grande condomínio que será erguido em Camobi, como já expliquei.

Para refazer o Calçadão, como desejamos e como determinamos, serão investidos cerca de R$ 500 mil. Já as novas capelas e toda a estrutura no seu entorno (o que resultará na desativação do espaço que hoje funciona na Rua Floriano Peixoto e que causa sérios impactos à Mobilidade Urbana) custarão R$ 1 milhão, em uma parceria que envolve, também, o Hospital de Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo. Valores que, diante da grave dificuldade financeira que enfrentamos, não poderiam sair dos cofres públicos neste momento. Mas que, com a iniciativa da Prefeitura em buscar soluções, de maneira inovadora, serão destinados diretamente para a realização de duas grandes obras, as quais atacarão problemas históricos da nossa cidade. O nosso governo está, acima de tudo, preocupado em entregar resultados à população. E seguiremos buscando alternativas e todas as parcerias possíveis para isso. Porque quem ganha, sempre, é Santa Maria.

(*) JORGE POZZOBOM é o Prefeito Municipal de Santa Maria. Sua trajetória como agente político começou com dois mandatos de vereador, tendo depois se alçado, pelo voto popular, à Assembleia Legislativa. Em meio ao segundo período, em 2016, foi eleito para conduzir o Executivo santa-mariense. Ele escreve no site às terças-feiras.

OBSERVAÇÃO DO EDITOR: a imagem (projeto da obra do Calçadão Salvador Isaia) que ilustra esse artigo é do Instituto de Planejamento (Iplan)

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Um Comentário

  1. Investimento? Está mais para um pombal. 700 apartamentos para 20 torres, provavelmente com 1 ou 2 dormitórios. Haja infraestrutura para tudo isto.

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