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SEGURANÇA. Câmara recebe, e mandará à polícia, denúncia de guardas municipais contra a Prefeitura

Por MAIQUEL ROSAURO (com foto de João Alves/Arquivo/AIPM), da Equipe do Site

Denunciantes pedem que seja investigado um suposto crime de violação de privacidade e escutas telefônicas em aplicativo de mensagens

Quatro guardas municipais realizaram uma nova denúncia contra o prefeito Jorge Pozzobom (PSDB), na Câmara de Vereadores de Santa Maria. Os servidores solicitam que os parlamentares realizem uma investigação a respeito de um suposto crime cibernético cometido pelo tucano. O Executivo nega irregularidades, enquanto que o Legislativo pretende dar continuidade à acusação.

Trata-se da segunda denúncia recebida no Parlamento, contra o prefeito, em menos de quatro meses. Em 14 de dezembro, três guardas municipais protocolaram um pedido de investigação contra suposto desvio de verbas públicas para pagamentos de agentes à paisana, em atuação no setor de inteligência do órgão (AQUI).

Em contrapartida, o Executivo argumentou que a denúncia era infundada e irreal (AQUI). Na sessão de 20 de dezembro, por 18 votos a três, a investigação foi rejeitada pelos vereadores em Plenário.

A nova denúncia está na Casa, pelo menos, desde o dia 25 de março e aponta que, supostamente, o prefeito teria autorizado o superintendente da Guarda Municipal, Sandro Nunes, e outros dois servidores, a realizarem escutas clandestinas via integrantes do Setor de Inteligência da Guarda Municipal em grupo fechado do WhastApp.

As conversas teriam sido gravadas em CDs e anexadas a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra um guarda municipal, uma vez que o servidor teria cometido ofensas pessoais contra o prefeito no aplicativo de mensagens. No documento, os denunciantes pedem que seja investigado o suposto crime de violação de privacidade e escutas telefônicas.

O caso também foi denunciado no Ministério Público, onde tramita com classificação de sigilo.

O que diz a Prefeitura

Para o chefe da Casa Civil da Prefeitura, Guilherme Cortez, a denúncia é descabida e inverídica.

“São acusações infundadas, que apenas querem denegrir a imagem da Guarda Municipal de Santa Maria e do prefeito Jorge Pozzobom”, disse Cortez.

O que diz a Câmara

Ao contrário do que ocorreu ano passado, a nova denúncia não deverá ser discutida em Plenário. O chefe do gabinete da presidência do Legislativo, Carlos Silva, explicou ao site que, como se trata de um suposto crime comum, não é a Câmara o órgão competente a investigar.

“Será respondido aos autores que o caso seja encaminhado à Justiça Comum”, afirma Silva.

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