CRÔNICA. Gilvan Ribeiro e um palestrante dono da chave que abria, por exemplo, a porta da felicidade

CRÔNICA. Gilvan Ribeiro e um palestrante dono da chave que abria, por exemplo, a porta da felicidade

CRÔNICA. Gilvan Ribeiro e um palestrante dono da chave que abria, por exemplo, a porta da felicidade - gilvanO segredo do sucesso e da felicidade

Por GILVAN RIBEIRO (*)

Era uma vez, num mundo muito próximo, um homem chamado José.

José era trabalhador, honesto, mas ainda não havia encontrado sucesso e felicidade na vida. Isso era algo difícil para ele, tanto que o peso de suas angústias forçava o pobre homem a tomar comprimidos para dormir e acordar todos os dias.

Foi então que um certo dia ele assistiu a uma palestra na sua empresa. O que ele ouvira no discurso do animado e excêntrico palestrante acabou desencadeando uma série acontecimentos incríveis.

Não somente José, mas todos que estavam lá com ele ficaram alegremente fascinados, meio que num certo estado de êxtase mesmo. Não por menos, pois o que o palestrante trouxe prometia algo muito precioso, talvez a coisa mais preciosa que eles já teriam visto na vida.

No título já estava anunciado: “como atingir sucesso e felicidade’’.

Por ser uma pessoa muito legal, o palestrante não deixou seus ouvintes esperarem muito tempo e logo mostrou a que veio. Na verdade, utilizou os primeiros quinze minutos da sua fala para contar algumas piadas e fazer o seu público rir. Foi então, num momento de riso coletivo, que ele puxou um saco de chaves do seu bolso e explicou que ali havia uma chave para cada um dos presentes.

Eram chaves grandes, feitas de ouro brilhante, mais belas e valiosas do que qualquer outra chave que José já tinha visto na sua vida. Além do material e do tamanho, outro fator diferenciavam essas chaves de outras, que era o fato delas não terem “dentes”, ou seja, eram lisas na sua parte mais fálica.

José, que não era bobo nem nada, logo se perguntou como que uma chave lisa poderia abrir alguma porta e também como seria possível todos abrirem portas diferentes com a mesma chave? Logo ele se deu conta de que não eram portas diferentes, mas sim, a porta do sucesso e da felicidade. Isso o deixou um pouco mais aliviado e confiante.

Enquanto ele pensava essas besteiras, todos começaram a rir de outra piada que o palestrante havia contado, então José abandonou suas reflexões para não perder mais nada do viria. Foi bom ter feito isso, justamente porque naquele momento o palestrante pediu para que todos lessem o que estava escrito na face direita da chave, que consistia nas palavras Disciplina, Força de vontade, Resiliência, Dedicação e Meritocracia.

Para explicar o que significava cada um desses termos o palestrante usou exemplo reais, da sua própria história de vida e assim todos puderam captar a mensagem que ele queria passar. Ao menos deveriam, pois não teria como ser mais claro e mais fácil de se fazer entender. Mais simples do que isso, só utilizando uma caixa de bombons para explicar, mas não foi preciso. Dava para ver nos olhos brilhantes dos participantes que eles haviam sido tocados pela mensagem.

Foi neste exato momento de euforia e animação, que o palestrante disse que a palestra estava encerrada. Todos o aplaudiram em pé e não conseguiam esconder o largo sorriso no rosto de quem acabará de receber a chave do sucesso e da felicidade.

Se a infelicidade e o insucesso se manifestavam em algum lugar do mundo naquele momento, com certeza não era naquele auditório, diante daqueles homens e mulheres que haviam acabado de receber a chave primordial.

José tratou logo de se levantar e ir para casa mostrar a sua família o precioso presente que ganhou, na certeza de que tudo seria diferente dali pra frente. Ao chegar em casa, reuniu os filhos e a esposa na sala de jantar, mostrou a chave e a partir dali, todos obtiveram sucesso em suas vidas e viveram felizes para sempre.

(…) Assim aconteceu também com os colegas de José e também com todos aqueles com quem o palestrante havia cruzado o caminho.

Fim.

(*)  GILVAN RIBEIRO, 30 anos, é atleta olímpico e apaixonado pelo jornalismo (cursa o 8º semestre, na UFN) e pela Psicologia (está no 1º semestre, na UFSM). Ele escreve no site sempre aos sábados.  

OBSERVAÇÃO DO EDITOR: A imagem que ilustra esta crônica é uma reprodução da Internet.



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