PESQUISA. Datafolha consolida a divisão política no país, com 33% de aprovação e reprovação ao governo

PESQUISA. Datafolha consolida a divisão política no país, com 33% de aprovação e reprovação ao governo

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Levantamento mostra divisão sobre Bolsonaro: noves fora os contra e a favor, há 31% de entrevistados que consideram regular a gestão

Do site do Correio do Povo, com foto de Reprodução

A Pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda-feira, mostra a consolidação de uma divisão política após seis meses do governo do presidente Jair Bolsonaro. Conforme o levantamento, o Brasil estaria rachado em três.

Para 33% dos entrevistados, o chefe de Estado faz um trabalho considerado bom ou ótimo. Para 31%, regular. E para outros 33% o desempenho é considerado ruim ou péssimo. Com variações mínimas, este é o mesmo cenário apresentado há três meses, na mais recente pesquisa do instituto.

Em abril, segundo o Datafolha, 32% consideravam o trabalho do presidente ótimo ou bom, 31% viam como regular e 30% como ruim ou péssimo, com 4% que não souberam responder. A pesquisa foi feita em 4 e 5 de julho e ouviu 2.860 pessoas em 130 cidades. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, o que significa que apenas a avaliação ruim ou péssima teve variação acima da margem de erro, ao aumentar três pontos de abril para junho.

Trata-se, ainda, da pior avaliação para um presidente com seis meses em um primeiro mandato desde a redemocratização. Fernando Collor, em igual período, tinha 34% de ótimo/bom, Fernando Henrique Cardoso, 40%, Luiz Inácio Lula da Silva, 42%, e Dilma Rousseff, 49%.

Entre seus eleitores, Bolsonaro cresce 

Entre seus eleitores, no entanto, a aprovação de Bolsonaro subiu. Para 60% daqueles que declararam ter votado no presidente no segundo turno das eleições, 60% consideram seu trabalho ótimo ou bom, ante 54% em abril. Para 29%, o trabalho é regular, depois dos 33% em abril. E 9% avaliam como ruim ou péssimo, mesmo porcentual da pesquisa anterior.

Para o futuro, caiu de 59% para 51% o número de pessoas que projetam uma gestão ótima ou boa. Para 21%, será regular (16% em abril), enquanto os que preveem a gestão como ruim ou péssima oscilaram de 23% para 24%.

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