RÁDIO. Repórter da Guaíba é agredida na saída do Beira Rio, enquanto mostrava a briga de torcedores

RÁDIO. Repórter da Guaíba é agredida na saída do Beira Rio, enquanto mostrava a briga de torcedores

RÁDIO. Repórter da Guaíba é agredida na saída do Beira Rio, enquanto mostrava a briga de torcedores - coletiva-laura-gross

A repórter Laura Goss, da Rádio Guaíba, percebeu uma briga entre torcedores na saída do estádio Beira Rio. Filmou e acabou agredida

Do portal especializado COLETIVA.NET, com foto de Reprodução

Cerca de 1h30 depois do jogo entre Internacional e Atlético-MG, no Beira-Rio, neste domingo, 8, a repórter da rádio Guaíba Laura Gross, acompanhada de um motorista da emissora, percebeu uma briga entre torcedores vestindo vermelho contra outros de branco, na sinaleira em frente ao Nêgo Véio Sport Bar, na Avenida Padre Cacique, próximo ao estádio em que aconteceu a partida. Ao descer do carro para filmar a cena de um torcedor jogado no chão, sendo agredido por quatro pessoas, com chutes na cabeça, Laura foi abordada por um dos agressores e empurrada. O mesmo homem, ao ver o celular da jornalista cair no chão, o chutou na tentativa de que não mais houvesse captação de imagens.

Durante o ocorrido, um dos agressores arremessou objetos no vidro traseiro do veículo da rádio, que acabou quebrado. O resultado do episódio foram quatro torcedores que participavam da briga feridos, dois deles internados em estado grave. Os agressores de Laura e o autor da quebra do vidro já foram identificados. A jornalista registrou Boletim de Ocorrência após o fato, mas afirmou ao Coletiva.net que não sabe se vai processar o agressor. “Espero que o Ministério Público puna todos que participaram dessa barbaridade”, afirmou.

O vídeo gravado pela profissional já está em poder do MP, assim como as imagens das câmeras de segurança do Beira-Rio. “Elas – as torcidas organizadas – precisam entender que não se pode transformar o futebol em medo. Nós, jornalistas, só queremos e precisamos fazer o nosso trabalho”, complementou Laura. Vale lembrar que, em março deste ano, a jornalista sofreu assédio por parte de um torcedor, também em uma partida do Internacional.

Em nota, assinada pelo presidente Alex Bagé, a Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (Aceg) repudiou a situação e manifestou apoio à repórter. Leia:

A ACEG vem a público manifestar o total repúdio a um fato triste e lamentável ocorrido na noite deste domingo, após o jogo entre Internacional e Atlético-MG, no estádio Beira-Rio. Ao descer da unidade móvel da Rádio Guaíba para registrar uma briga entre torcedores do próprio clube, a repórter Laura Gross foi agredida, no pleno exercício de sua função, e o carro da emissora teve o vidro traseiro quebrado pelos agressores. Episódios como esse são um grande absurdo. Jornalistas, no exercício de sua profissão, não podem ser cerceados e, muito menos, agredidos.

A ACEG se solidariza com a jornalista Laura Gross e com a Rádio Guaíba, e vai buscar junto à Promotoria do Torcedor do Ministério Público Estadual e ao Sport Club Internacional, que os agressores sejam identificados e punidos, já que o Estádio Beira-Rio possui moderno sistema de monitoramento, capaz de identificar os envolvidos na confusão. Vamos lutar para que atos como esse não tornem a ocorrer e os jornalistas possam atuar com liberdade e segurança de que necessitam para bem realizar o seu trabalho.

A Associação Riograndense de Imprensa (ARI) também emitiu nota de repúdio sobre a situação, assinada por Luiz Adolfo Lino de Souza, presidente, e Batista Filho, presidente do Conselho Deliberativo:

A Associação Riograndense de Imprensa repudia o lamentável ataque sofrido pela repórter Laura Gross, da Rádio Guaíba, na noite de domingo (8/12), ao tentar registrar um conflito entre torcedores do Sport Club Internacional, ao final da partida de futebol contra o Clube Atletico Mineiro. Fatos como este atentam contra a liberdade de imprensa e devem ser rejeitados e coibidos pelas autoridades e sociedade em geral.

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