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ELEIÇÕES 2020. Último debate tem momentos quentes entre os candidatos a prefeito municipal

Encontro deve uma acirrada discussão sobre saúde e um direito de resposta

Jader Maretoli, Sergio Cechin, Luciano Guerra, Evandro Behr, Marcelo Bisogno e Jorge Pozzobom (da esquerda à direita), protagonizaram o último debate do primeiro turno, na noite desta quinta-feira (Foto Alexandre de Grandi/Arquivo Pessoal/Facebook)

Por Maiquel Rosauro

Os seis candidatos a prefeito de Santa Maria realizaram, na noite desta quinta-feira (12), o último debate do primeiro turno das eleições de 2020. O encontro, promovido pelo jornal Diário, ocorreu no Clube Atirador Esportivo e foi dividido em seis blocos. O evento teve um clima quente.

O debate começou com a apresentação dos candidatos. Destaque para o pastor Jader Maretoli (Republicanos) que aproveitou também para apresentar os outros candidatos segundo o seu ponto de vista. Ele criticou todos os concorrentes, um a um, dando o tom do que viria mais adiante.

O primeiro questionamento coube ao empresário Evando Behr (Cidadania). O tema sorteado foi Segurança Pública, o qual ele perguntou para o jornalista Marcelo Bisogno (PDT) os planos do pedetista para o setor.

Bisogno disse que apresentou um projeto sugestão, quando era vereador, que permitiria o desembarque das passageiras em qualquer ponto da linha do transporte coletivo à noite. Também afirmou que, a partir de janeiro, por decreto do Executivo, colocaria a proposta em vigor. Todavia, tal legislação já existe, foi sancionada pelo prefeito Jorge Pozzobom (PSDB) em 2017. A autora do projeto de lei foi a vereadora Celita da Silva (PT).

O momento mais quente da noite ocorreu quando o vice-prefeito Sergio Cechin (PP) questionou Pozzobom sobre o motivo dos baixos investimentos na saúde. O tucano disse que, mesmo com 40 anos de vida pública, o progressista não conhece o Orçamento da Prefeitura. Pozzobom, então, se virou para Cechin, olhou direto para ele e perguntou por que seu atual vice nunca o procurou para discordar sobre a gestão da saúde no município.

Cechin, na réplica, afirmou que Pozzobom sempre trabalhou à revelia em diversas áreas. Disse ainda que Pozzobom fez um “carnaval” em época de pandemia, que desvirtuou a pergunta e que impediu a sua entrada no Hospital Regional. Na tréplica, Pozzobom disse que conhece todas as dificuldades do setor e que está triste porque Cechin não fala com ele desde março. O tucano disse ainda que não brinca com a vida das pessoas e cobrou mais respeito à população de Santa Maria.

Também ocorreu um interessante duelo entre o vereador Luciano Guerra (PT) e Jader sobre políticas sociais. Jader perguntou quanto o petista destinou do seu salário para famílias em necessidade, já que Guerra defende cortar metade do seu salário de prefeito caso eleito. O parlamentar insinuou que o pastor utiliza de boas ações para marketing e para falar bonito.

Jader ainda foi o protagonista de um momento polêmico. Ele disse que Pozzobom era mentiroso por afirmar estar entregando escrituras de regularização urbana, quando na verdade seriam termos de concessão. Pozzobom pediu direito de resposta e ganhou um minuto para se pronunciar. Mas, antes disso, o tucano foi defendido por Cechin, que é engenheiro civil. O progressista explicou que a CDRU (concessão de direito real de uso) e escritura são sinônimos. Jader retrucou dizendo que não é, voltando a dizer que é mentira. Na tréplica, Cechin detalhou o uso da CDRU.

Em seu direito de resposta, Pozzobom elogiou nominalmente Cechin, Guerra, Behr e Bisogno por não realizarem ataques pessoais, mas debaterem ideias contrárias. Ele lamentou a postura de Jader.

O debate terminou com cada prefeiturável respondendo questões de leitores do Diário. Logo após, foram feitas as considerações finais.

O debate na íntegra você assiste abaixo:

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2 Comentários

  1. Jade só defende os vulneráveis quando convém. No debate anterior, criticou ambulatório para transexuais, deixando bem claro que não entende que um governante precisa garantir tratamento diferenciado para minorias ou grupos discriminados, como mulheres em situação de violência, LGBTS, idosos, profissionais do sexo, sem-teto, pessoas com HIV etc.

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