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UFSM. Direção e Conselho de Sindicato repudiam nomes à reitoria fora do debate com a comunidade

Nota se refere a quem não pôs projetos de Universidade à avaliação de todos

Eleição para a reitoria da UFSM é objeto de nota divulgada nesta segunda-feira pela Seção Sindical dos Docentes (foto Reprodução)

Da Assessoria de Imprensa da Seção Sindical dos Docentes da UFSM / Sedufsm

Nesta segunda-feira, 19, a diretoria e o Conselho de Representantes da Sedufsm vêm a público manifestar seu posicionamento acerca do processo sucessório para a reitoria da UFSM. Embora tenha realizado críticas à forma como a etapa de consulta à comunidade foi construída, a nota divulgada pela entidade não deixa dúvidas: é preciso garantir que a democracia seja o fio condutor dos processos decisórios dentro da universidade, de forma que não é possível admitir a eleição de candidatos e candidatas à reitoria que não tenham colocado seus projetos de universidade sob avaliação da comunidade acadêmica.

Isto é: candidaturas que não participaram da etapa da pesquisa de opinião, na qual as propostas de cada chapa foram publicizadas e avaliadas por docentes, estudantes e técnico-administrativos em educação, devem ser repudiadas, sob pena de ser alçado, ao posto máximo da instituição, um nome que não obteve o respaldo de quem constrói cotidianamente a universidade.

A eleição à reitoria da UFSM foi composta por duas etapas: a primeira consistiu na pesquisa de opinião eletrônica realizada junto aos segmentos no dia 24 de junho; já a segunda ocorrerá no dia 28 de julho, nos Conselhos Superiores, a partir das 8h30, quando será elaborada a lista tríplice a ser enviada ao governo. Inscreveram-se para a eleição nos Conselhos quatro candidaturas ao cargo de reitor(a), e quatro ao cargo de vice.

“Nota sobre o processo de eleição para a Reitoria da UFSM

A diretoria e o Conselho de Representantes da SEDUFSM, Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal de Santa Maria, tendo em vista o processo de eleição para a Reitoria da instituição vêm a público manifestar que:

1. A SEDUFSM, desde a sua fundação, carrega consigo como princípios fundamentais a defesa da autonomia universitária e a defesa da democracia. São estes princípios basilares da luta pela universidade pública, gratuita e de qualidade. Com base nesses princípios, a entidade construiu uma trajetória de luta e construção da democracia na UFSM, sempre aberta ao diálogo com a comunidade e instâncias administrativas da universidade, porém mantendo a sua autonomia. Foi assim que a SEDUFSM historicamente participou dos principais momentos de exercício da cidadania na instituição. Esteve presente na construção do movimento Universidade pela Base, na defesa do voto paritário para escolha de Reitor/a e pela paridade nos diversos processos eleitorais na instituição;

2.  Lamentavelmente, no período em que as universidades públicas têm vivido um de seus momentos mais difíceis, diante de um governo federal que não apenas tem impactado o seu funcionamento com cortes orçamentários, como tem atacado sistematicamente a sua autonomia, não tivemos a oportunidade de participar das discussões que deflagraram o atual processo eleitoral. Por conta deste fato, optamos pela não indicação de representante da entidade para a Comissão Especial para a pesquisa de opinião pública com a Comunidade Universitária para a escolha de Reitor/a e Vice-Reitor/a, posição que foi tornada pública em Nota DIVULGADA no dia 30 de abril de 2021.

3.   Criticamos o formato de consulta, que se baseia na duplicidade dos modelos de participação na referida pesquisa, assim como o previsível retrocesso de uma eleição anteriormente democraticamente paritária, com a aceitação das decisões decorrentes da imposição judicial, que trouxe a perda da histórica conquista do voto paritário das categorias. Porém, nossas críticas ao formato da consulta realizada não representam chamamento à omissão ou ausência no processo atual.  

4. Com efeito, a direção da SEDUFSM, ao reafirmar as posições e os princípios históricos do movimento sindical docente, diante do atual processo de eleição para a Reitoria, considera que o mínimo para garantia democrática na escolha de dirigentes máximos para a UFSM deve ser o debate público das candidaturas. Desse modo, quaisquer candidaturas aos cargos de reitor(a) ou vice-reitor(a) que NÃO tenham se submetido ao DEBATE público, na comunidade universitária, são ANTIDEMOCRÁTICAS E GOLPISTAS portanto, têm o nosso REPÚDIO.

Santa Maria, 19 de julho de 2021″.

PARA LER A NOTA, EM PDF, NO ORIGINAL, SOBRE O PROCESSO ELEITORAL, CLIQUE AQUI

PARA LER A ÍNTEGRA, NO ORIGINAL, CLIQUE AQUI.

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5 Comentários

  1. Ué? Debate/Campanha começou após inscrições. Antes não poderia haver campanha.
    Para PESQUISA não se faz debate ou campanha.
    Quiça Rogério e Genésio, uma dupla de dois versus o Trio de Três, nem cogitou serem candidatos antes da data de INSCRIÇÂO.
    a pesquisa era simplesmente… uma pesquisa. nada mais.

  2. Pulando para o lado de cá do muro. Politica é um jogo para lá de sujo. Mas quem coaduna com farsa é farsante também. Gente falando em ‘legitimidade’, em impeachment na UFRGS.
    UFSM é uma autarquia. Quem elabora a lista triplice é o colegiado máximo da instituição composta por 70% de docentes. Consulta é facultativa. Alunos são transitórios. TAEs (que tem que bater ponto) não eram nem para ter estabilidade. Reitor é nomeado pelo PR (é uma FG) dentro da lista triplice. Caso ocorra problema o PR nomeia um Reitor pro tempore (jornalistas da aldeia já falam em interventor, ou seja, já fazem juizo de valor, misturam informação com opinião pessoal).
    O que esperar deste circo? Conselho deve mandar o triplo de esquerda de lista triplice como ja estava determinado. Dai para frente já é chutar demais.
    Resumo da ópera: acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é.

  3. Nos tempos de antigamente a democracia funcionava de outro jeito. Sucessão do Benetti. Se lembro bem, Tabajara pela centro-esquerda. Pippi pela direita. Quesada pela esquerda. Num belo dia suspenderam as aulas. Debate em auditorio. Mediado por Sergio Pires.
    Obvio que numa pandemia não seria possivel. Mas as diferenças são maiores. Esquerda é ‘regras/leis somos nós que fizemos para os outros obedecer’, ‘nós podemos tudo’. Vide vestibular, terminaram como coelho que é sacado da cartola do mágico. Levaram toco na justiça.
    Qual o ‘migué’ agora. Tentaram aplicar a chapa única. Democraticamente. Candidato oficial (que tem a instituição no DNA). Duas mulheres (apostaram na ‘misoginia’ que eles mesmo inventaram). Justiça quebrou a chapa. Lista é triplice, esquerda vai de loteria esportiva, marca triplo.
    Eis que surge o quarto elemento. Classificado de Bolsonarista e de extrema direita logo de cara. Periga até ser verdade. Foi diretor do CCSH. Centro do Direito, da História, Ciencias Sociais, Jornalismo, Relações Internacionais (cria do MILA), Relações Publicas, Produção Editorial, Filosofia, História, Psicologia, Serviço Social, Publicidade e Propaganda. Obvio que a conta não fecha.

  4. SEDUFSM defende voto paritário e pesquisa teria outra ordem se voto de um estudante valer o mesmo que um professor.
    Inverte segundo e terceiro lugar.
    O grande desafio será dosar que os três do VOA tenham mesmo número de votos acima do concorrente.
    Terá que ser bem combinado, teremos gente que não votará em quem desejaria.

  5. Falar em democracia quando o voto de um professor vale mais que o voto de estudante e TAEs soa estranho.

    Na Democracia os votos
    Valem igualmente. Sem fator.

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