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DATA. Neste domingo, festeja-se o centenário de nascimento do ‘Patrono da Educação’, Paulo Freire

A lembrança do revolucionário educador brasileiro, referenciado pelo planeta

Centenário de nascimento de Paulo Freire, Patrono da Educação, é comemorado neste domingo, 19 de setembro (foto Agência Senado)

Por Bruna Homrich (com a colaboração de Fritz R. Nunes) / Da Assessoria de Imprensa da Sedufsm

“Sua principal herança é esse confiar nas pessoas, nas suas capacidades. Ainda que condicionadas, elas não estão determinadas. Elas podem, conscientizando-se dialógica e reflexivamente, construir a sua própria libertação” – Celso Henz, docente do departamento de Administração Escolar da UFSM.

“‘Quem me leu e me entendeu, não me copie, me reinvente’. Esse era o grande convite dele” – Nara Ramos, docente do departamento de Fundamentos da Educação da UFSM.

“Freire era um esperançoso. Esperança do verbo esperançar. Freire acreditava na transformação do mundo pela ação humana generosa e amorosa” – Valdo Barcelos, docente do departamento de Administração Escolar da UFSM.

“Freire sempre foi um defensor das luzes. Pelo conhecimento, pela sensibilidade, pelo saber político, pela manifestação de opiniões e até certezas” – Cristina Rosa, docente da Faculdade de Educação da UFPel.

“O esperançar freireano baseado em sua biografia e nos seus escritos, neste ano do seu Centenário, é o que indica a possibilidade de reaprender e reconstruir o Brasil” – Aline Cunha, docente do Departamento de Estudos Especializados e vice-diretora da Faculdade de Educação da UFRGS.

Em 2012, a lei nº 12.612 o declarava patrono da Educação Brasileira. Em 1986, a UNESCO o condecorava com o prêmio Educação para a Paz. Ao longo dos anos, 28 universidades brasileiras e internacionais o nomearam doutor Honoris Causa. O pernambucano Paulo Freire, que, conforme lembrado pelo professor Henz, mudou-se de Recife para Jaboatão ainda muito cedo, em decorrência da fome que penalizava sua família, disse ter vivido três exílios: o primeiro, ao sair do ventre de sua mãe, em 19 de setembro de 1921; o segundo, quando se viu obrigado, pelas condições materiais da vida, a mudar de cidade e a abandonar a sombra de sua adorada mangueira; e o terceiro, quando, após 70 dias preso nos quartéis do Exército, teve de se exilar no Chile.

Charge do professor Máucio Rodrigues em homenagem ao educador

Das nossas memórias e homenagens, contudo, Freire não se exila. E, em decorrência de seu seminário, a ser registrado neste próximo domingo, 19 de setembro, a Sedufsm vem produzindo uma série de materiais que têm por objetivo resgatar a importância do legado de Freire para nossos dias. Nesta reportagem especial, ouvimos cinco docentes, tanto da UFSM como de outras instituições, que comentam sobre a atualidade do pensamento freiriano. 

Medo e ousadia

Embora seja um exercício difícil o de citar alguns elementos que mais sintetizam a contribuição de Paulo Freire, Nara Ramos, docente do departamento de Fundamentos da Educação da UFSM, acredita que o medo e a ousadia são duas marcas do educador. Não um medo que paralisa, mas um medo próprio de quem tem sonhos. “Ele disse que somente tem medo quem tem sonho”.

Quanto à ousadia, é traço fundamental em toda sua obra, mas ainda mais visível quando “ele aceita a tarefa de trabalhar para a transformação social”, complementa.

E tal transformação, salienta Nara, não viria somente pela educação – embora a educação fosse dela parte central. “Ele fez um trabalho de formiguinha para construir a conscientização. Ele dizia que uma das qualidades do professor progressista era a humildade, a tolerância e a esperança. Nenhum projeto poderia ser pensado sem esperança. Mas não é a esperança que espera, é a esperança como verbo e ação”, destaca a docente.

Em tempos nos quais o obscurantismo se desavergonha e tenta disputar os rumos do futuro, Nara acredita que resgatar Freire é de suma importância. “Ele dizia que não podemos desistir e precisamos nos fortalecer para juntos, construirmos a utopia e corrermos atrás dos sonhos”.

Ele incomodava os poderosos

Freire, perseguido pelos militares no passado, volta a ser deslegitimado por setores ultraconservadores e fundamentalistas nos dias atuais. Toda essa ojeriza fomentada pelas ideias e pela figura do educador pernambucano frente aos poderosos não é de graça, afinal, as proposições de Freire desnaturalizavam a ordem das coisas, tornando possível e concreta a construção de um mundo alicerçado em outros princípios – que não os princípios capitalistas da opressão, da financeirização das relações e da desesperança absoluta.

Para o professor Celso Henz, do departamento de Administração Escolar da UFSM, a práxis político-pedagógica de Freire ensinava criticidade e confiança em si mesmo, incomodando, por isso, os poderosos de sua época…”

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