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Nova colheita, novas perspectivas. Mesmo com dificuldades! – por Paulinho Salerno

A agropecuária tem sido responsável por números muito positivos na economia brasileira. Isso se dá graças ao trabalho dos nossos produtores rurais, e, a todos aqueles de uma forma ou de outra estão ligados a esta tão importante cadeia produtiva, que também gera muitas oportunidades.

Há um grande avanço no setor agropecuário, no uso de novas tecnologias, apoiadas no campo da pesquisa, a qual gera aumento de produtividade; amplia as fronteiras agrícolas e aumenta a capacidade de produzir números cada vez melhores, mas que também acabam sendo afetados pelo clima.

Como produtor rural e engenheiro agrônomo, não poderia deixar de falar sobre esse assunto, que é muito importante não só para a nossa região, mas para o Brasil, pois representa uma boa fatia do PIB nacional. Podemos até mesmo comemorar que estamos chegando ao ápice de uma safra agrícola, que é a colheita. Fatalmente, esta será uma colheita menor do que a Safra 2020/2021, sabendo-se que houve grandes dificuldades e perdas, em decorrência da estiagem que estamos enfrentando.

Iniciamos mais uma safra no nosso Estado: a cultura do arroz irrigado, a qual começa a dar os primeiros passos, nas áreas em que o plantio foi realizado mais cedo. Nesta cultura, a expectativa da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul – Farsul, é que possamos ter uma quebra estimada entre 7 a 10%, em média, pois, embora a cultura seja irrigada, diversos problemas ocasionam as referidas perdas, sejam eles o atraso para o início da irrigação; falta de água no decorrer do desenvolvimento e, nestes dois casos, um aumento da infestação das lavouras por plantas daninhas, sobretudo o “arroz-vermelho”.

Já a soja, que tem colheita acima de 20% no Brasil, sofre maiores perdas e, em algumas áreas do Estado, elas são significativas, causadas pela estiagem, que resultam no atraso do plantio e causam perdas durante o período de desenvolvimento vegetativo – e até perdas no período reprodutivo; tudo dependendo do período em que foram cultivadas. Na nossa região, teremos perdas que, sem dúvida, impactarão significativamente na vida dos cidadãos que vivem em nossos municípios.

Por fim, a safra do milho tem sido a mais prejudicada, com perdas médias ou superiores a 60% na sua produção, o que também vai suscitar problemas em outras áreas como a produção de carne, principalmente de suínos e aves, além de fazer falta na produção leiteira.

Vivemos ciclos e neles há épocas mais chuvosas, com maiores índices de precipitações pluviométricas e épocas mais escassas. 2022 é um daqueles anos de estiagem, em que as chuvas ocorrem abaixo da média normal, causando apreensão em nossos produtores rurais, que trabalham ‘de sol a sol’, para garantir a colheita e assim manter os bons índices que a nossa produção agropecuária garante na economia Brasileira. Seguimos assim: firmes e fortes, valorizando nossos produtores rurais!

*Paulinho Salerno é prefeito municipal de Restinga Sêca e presidente da Câmara Temática de Inovação da Famurs. Ele escreve no site às quintas-feiras

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