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EM IMBITUBA. Após sete anos, oficial de cartório vai a júri por matar modelo Isadora Viana Costa, 22 anos

Paulo Odilon Xisto Filho responde por homicídio qualificado. Ele nega o crime

Isadora Viana Costa tinha 22 anos quando morreu. O acusado pela morte, santa-mariense como ela, será julgado na quarta-feira, dia 3

Reproduzido do portal NSC Total (com foto de Reprodução) / Texto de Amabile Back e Caroline Borges

O júri popular do oficial de cartório Paulo Odilon Xisto Filho, acusado de matar a namorada e modelo gaúcha Isadora Viana Costa, de 22 anos, deve acontecer no dia 3 de setembro. Segundo informações do g1, o crime aconteceu em Imbituba, no Sul de Santa Catarina, em 8 de maio de 2018.

De acordo com denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Paulo teria imobilizado a jovem após uma discussão e agredido o abdômen da mulher, quando o casal estava no apartamento dele. Conforme o órgão, uma amiga do réu, que é advogada, também teria alterado a cena do crime.

NSC Total entrou em contato com o Tribunal de Justiça (TJ) para saber os detalhes do júri e da investigação relacionada à amiga do acusado:

– Ela responde em outro processo. Ela aceitou o benefício da suspensão condicional do processo, que era aplicável ao crime que ela foi acusada de cometer. A mulher tem que cumprir os requisitos impostos para o processo permanecer suspenso – informou o Tribunal de Justiça (TJ)

Relembre o caso

Segundo denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o réu conheceu Isadora em Santa Maria (RS), em março de 2018, quando começaram a namorar. Em 22 de abril de 2018, a jovem aceitou o convite para passar uns dias no apartamento do namorado, em Imbituba.

Durante o tempo que passou com o namorado, Isadora relatou a amigas que Paulo se tornava agressivo e descontrolado quando estava sob efeito de drogas, segundo a denúncia. No dia do crime, o homem teria passado mal e Isadora entrou em contato com a família dele.

De acordo com a investigação, Paulo não teria gostado da atitude da modelo, já que os familiares não sabiam que ele usava drogas. Após os parentes deixarem o apartamento, o casal teve uma discussão, e de acordo com a denúncia, agrediu Isadora até a morte com golpes no abdômen.

Os socorristas do Corpo de Bombeiros que atenderam o caso disseram à polícia que o lençol da cama estava sujo de sangue quando atenderam Isadora. Entretanto, quando investigadores chegaram ao local, a cama estava sem o lençol. A denúncia contra Paulo inclui a modificação da cena do crime.

O réu chegou a ficar preso em duas ocasiões, em 2018 e 2019, mas está atualmente solto. A defesa do homem nega as acusações e afirma que a vítima morreu “em virtude de uma overdose acidental” (leia nota abaixo).

Paulo responde por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, feminicídio e impossibilidade de defesa da vítima, além de fraude processual. 

O que diz a defesa do homem

A defesa de Paulo Odilon Xisto Filho, a cargo do Escritório Aury Lopes Jr Advogados, reafirma a inocência e acredita que os jurados de Imbituba terão serenidade para, analisando a vasta prova produzida nos autos, decidir pela absolvição. Paulo não matou Isadora. Ela faleceu em virtude de uma overdose acidental. Foi uma tragédia, mas ele jamais agrediu a vítima e a prova demostra o grande erro que constitui essa acusação. Também não existiu nenhuma alteração criminosa do local onde ocorreu a morte e está provado no processo. Quanto as armas apreendidas, não guardam nenhuma relação com o fato, são todas legais e devidamente registradas, tanto que já foram restituídas.

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Um Comentário

  1. Queremos justiça porque se não fosse por 3 mulheres, o Feminicidio não seria descoberto pela PC de Santa Catarina.

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