Pedala, prefeito! – por Giorgio Forgiarini
Sobre a solução para pagar o 13º: “Sim, é prática comum. Mas não é normal”

Pedalar: empurrar para frente usando mecanismo de discos e pedais. Metaforicamente pode significar também o adiamento da solução de um problema. Quando diz respeito a uma dívida conota uma manobra financeira para ganhar tempo, porém sem eliminar a pendência. É uma rolagem do débito, na maior parte das vezes fazendo com que o valor total devido aumente.
Nos anos de 2013 e 2014 Dilma Roussef atrasou o repasse de dinheiro para bancos públicos e autarquias, que acabaram tendo de manter políticas públicas e assistenciais com recursos próprios durante meses. Na época o entendimento foi de que o Governo Federal pegou dinheiro emprestado desses bancos e autarquias, o que seria proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
A isso se convencionou chamar de “pedalada fiscal”. Nada que já não tivesse acontecido antes no Brasil, pelo menos desde 1994, sem que nunca tivesse sido sequer apontado como irregular pelos órgãos de controle de contas. Porém, por alguma razão, para Dilma Roussef, isso foi um problema e levou a seu Impeachment.
Em 2025, o Município de Santa Maria não tem dinheiro para pagar o décimo terceiro dos servidores e, diante da impossibilidade de tomar empréstimo em nome próprio, quer que os próprios servidores o façam junto a uma instituição bancária. Ou, como alternativa, promete pagar tudo em dez suaves parcelas a partir de fevereiro de 2026.
O problema não se resolve. A dívida não se extingue. Ao invés disso, é jogada para 2026. Ano que vem a Prefeitura terá de pagar dois décimos terceiros salários e mais os juros dos financiamentos contratados junto ao banco pelos servidores. Não dá pra considerar diferente: é pedalada!
A Prefeitura defende a pedalada sem, obviamente, usar a expressão “pedalada”: “É prática comum, já realizada por outros municípios e, inclusive já pelo próprio Estado do Rio Grande do Sul”, disseram eles.
Sim, é prática comum. Mas não é normal. Normal é o que está dentro da normalidade. Pedalar dívidas para o ano seguinte não é da normalidade.
Porém, não é novidade que situações idênticas sejam analisadas com complacência, quando dizem respeito a uns, e com severidade quanto tocam a outros. “Aos amigos, os favores, aos inimigos, a lei”, teria dito Maquiavel, supostamente.
Em tempo: quando o Estado se valeu do mesmo expediente em 2018, milhares de servidores tiveram seu financiamento negado pelo Banrisul por estarem negativados em cadastros restritivos de crédito. Tiveram de ingressar com ações na Justiça em função disso. Então, Sr. Prefeito, pedale, mas reserve alguma cautela para prevenir que servidores de Santa Maria não passem pelo mesmo que os servidores estaduais passaram em 2018.
Por fim: mesmo pendente de análise pela Câmara de Vereadores, parece que a pedalada é inevitável. Sabemos que o Município está quebrado e esse fato é incontornável. Então, sr. Prefeito, pedale, mas cuide para que isso não se repita. Vai que os órgãos de fiscalização caiam em si e se deem conta de que isso que vocês estão fazendo aí é, ao fim e ao cabo, uma “pedalada”.
(*) Giorgio Forgiarini é advogado militante, com curso de Direito pela Universidade Franciscana, é Mestre em Ciências Sociais e Doutor em História pela Universidade Federal de Santa Maria. Ele escreve nas madrugadas de sábado.





A prefeitura não precisa pedalar para pagar o 13° para os professores ESSE VALOR ESTÁ GARANTIDO PELO FUNDEB. Precisam prestar contas disso, para onde estão desviando? A prefeitura está é com medo de uma CPI no IPASSP
Resumo da opera II. SM tem o que comemorar, A vice-prefeita é uma mulher. Candidata natural a sucessão de Pessimo. Atrasar salários não tem importancia nenhuma.
Resumo da opera. Politica num setor diferente. Clubes costumam eleger seus dirigentes. ‘Democraticamente’. Já é uma sequencia ‘boa’, mas é bom comparar Palmeiras e Flamengo com outros clubes, incluindo Gremio e Inter. A diferença de uma gestão profissional de um bando de amadores. Donde se chega no problema estrutural. Gremio tem 33 ‘movimentos politicos’. Voltando ao assunto, partidos indicam candidatos sem a menor condição. Partidos tem pés de eucalipto. Não deixam crescer quadros principalmente se forem melhores que os dirigentes. Vão lhes tomar o lugar.
Governo federal gasta muito e gasta mal. Divida publica crescendo absurdamente. Vai gerar uma crise que vão tentar usar como desculpa como se nada tivessem a ver com o assunto. É questão de ‘quando’ e não de ‘se’. Vai ter reflexos aqui também.
Pergunta que não quer calar. É o primeiro ano de mandato. Estava tudo certo com as finanças? Qual a receita que caiu para gerar o problema?
‘Sabemos que o Município está quebrado e esse fato é incontornável.’ Municipio esta em decadencia. Politica local vive de marketagem. Comemoram troca de lampadas desde o governo Schirmer. Ducentésimo quinto conserto da estrada do Perau. Comercio de rua local tem lojas fechando e o que fica são as bugigangas importadas da China. Comercio eletrônico. Cortina de fumaça? Distrito Empulhativo.
‘[…] mas reserve alguma cautela para prevenir que servidores de Santa Maria […]’. Vermelhos defendem o Estado-babá. Tem que dar mamadeira, trocar as fraldas e ver se não gastam mais do que recebem.
‘[…] em 2018, milhares de servidores tiveram seu financiamento negado pelo Banrisul por estarem negativados em cadastros restritivos de crédito.’ Vamos combinar que não era culpa do governador de plantão.
‘Porém, não é novidade que situações idênticas sejam analisadas com complacência, quando dizem respeito a uns, e com severidade quanto tocam a outros.’ Identicas? Pessimo não tem maioria no Cabidão da Vale Machado?
‘O problema não se resolve. A dívida não se extingue. Ao invés disso, é jogada para 2026.’ É Brasil. Governo Rato Rouco escondeu prejuizo dos Correios no primeiro ano de mandato. Jogou para o governo anterior. https://noticias.uol.com.br/colunas/natalia-portinari/2025/11/13/tcu-aponta-que-correios-esconderam-prejuizo-de-r-1-bi-no-balanco-de-2023.htm
Pois é, as “pedaladas” que levaram a Presidente Dilma ao famigerado impeachment, ou golpe pra ser mais honesto, deixaram de ser crime quase no dia seguinte ao “evento”. E tem gente, “iluminados”, por lá e cá, tentando legitimar o “processo”. Vejo pelo lado menos pior, não fosse o golpe, o Xandão talvez não fosse indicado e a quadrilha do COVEIRO estaria livre, leve e solta. É a vida.
Imagético e imaginario. Durante muito tempo alguns imbecis se pegaram no ‘orçamento da UFSM é maior do que o da prefeitura’. E daí? O que uma coisa tem a ver com a outra? Resultado: peça de ficção logo ‘equalizou’ os valores. Mas não tem grana para o decimo terceiro.
Exceções de praxe. SM é um canavial de trouxas que ‘se acham’ governado por gente abaixo da linha da mediocridade. Anos atras até havia um certo acompanhamento do orçamento. Porém criaram um ‘observatorio da patotinha’ e como eram ‘especialistas’ deixou-se o assunto de lado. No governo Possochato um secretario das finanças estava aproximando lentamente a peça de ficção que é o orçamento da realidade. Cabeça rolou e o processo encerrou-se.
Lá por 2014 o Tribunal de Contas do Estado do RS fez apontamentos relativos as contas do ex-prefeito Aideti. Pagamentos indevidos a servidores. Pagamentos de serviços após termino de contrato. TCE mandou a papelada para o Cabidão da Vale Machado. Feita votação as contas foram aprovadas.
Dilma, a humilde e capaz, violou a lei orçamentaria. O que configura crime de responsabilidade. Nunca deu nada. Porém as características pessoais contam, Nunca antes alguém tinha ‘chutado o saco’ de tanta gente não só em BSB, mas também de governadores. Falta de traquejo politico num governo fraco com crise econômica só podia dar no que deu.