DestaquePolítica

ELEIÇÕES 2026. No centro e na direita, decisão do PP agita cenário. Confira os passos de Zucco e Gabriel

PL avança sobre a base governista enquanto MDB trabalha para manter aliados

Decisão do Diretório do PP, presidido por Covatti Jr, é o mais recente episódio envolvendo a direita gaúcha e o pleito de outubro

Reproduzido do site do Correio do Povo / Texto assinado por Flavia Bemfica e foto de Arquivo/Reprodução

Em pleno janeiro, articuladores de partidos de direita e centro-direita no RS deram início a uma série de movimentos decisivos para as eleições deste ano ao governo e ao Senado. Todos apostam que o cenário no Estado estará decidido até o final de março.

Desencadeada pela decisão do diretório do PP, que na semana passada tirou indicativo de saída da administração Eduardo Leite (PSD) e apoio à pré-candidatura do deputado federal Luciano Zucco (PL) ao Piratini, a agitação inclui, além do próprio PP e do PL, principalmente o MDB, o PSD e o Republicanos. Mas, ainda, o União Brasil e o Podemos.

O entendimento corrente, nos bastidores das siglas, é o de que a decisão do PP consolida o avanço do PL sobre legendas que no início do segundo mandato estavam fechadas com Leite. Há meses o PL desenvolve um trabalho no sentido de estabelecer focos rebeldes dentro da base governista. São públicas as agendas de Zucco com parcela de deputados e lideranças locais do PP e do Republicanos pelo Estado. E, em setembro, com a participação de parte das bancadas do Republicanos e do Podemos, foi formado um bloco de oposição à direita na Assembleia Legislativa.

A estratégia do PL, desde o ano passado, é a de acelerar o processo decisório para o fechamento de alianças. Conforme o presidente estadual do partido, o deputado federal Giovani Cherini, o próximo passo, após o indicativo tirado pelo Progressistas, é o de formar um conselho político da futura coligação. “De agora em diante já é casamento. Vamos mostrar para a sociedade nossa unidade na prática. Esperamos que as diferenças dentro do PP sejam resolvidas, e a situação pacificada até o final de março, porque desejamos uma aliança com o partido inteiro”, projeta o deputado. Já fechada com o Novo, a agremiação almeja também o Republicanos e o Podemos. A ideia é apresentar para a disputa um projeto assumidamente de direita.

Dentro deste quadro, Cherini não considera um problema a adesão do União Brasil, que forma uma federação partidária com o PP, à pré-candidatura do vice-governador Gabriel Souza (MDB). O emedebista tem o apoio de Leite para a sucessão. Unidas nacionalmente, as duas siglas enfrentam desgastes e divergências em vários estados. “O União Brasil pode até dar apoio para outra candidatura. Mas o tempo de TV deles ficará com a coligação oficial”, ressalva Cherini.

Emedebistas miram em definições da corrida nacional e na fidelidade de lideranças

Os emedebistas, que desde o início das negociações haviam estabelecido a conquista do PP como prioridade para uma aliança na chapa a ser encabeçada por seu candidato ao Piratini, o vice-governador Gabriel Souza (MDB), ainda nutrem esperanças em relação ao partido, mas já trabalham com planos alternativos. “Até o final de março certamente teremos mais clareza. Hoje ainda não é possível ter certeza do efeito prático da disputa interna pela qual o PP passa”, avalia o presidente da legenda no RS, deputado estadual Vilmar Zanchin.

Conforme ele, para além do PP, nos próximos 60 dias há pelo menos duas questões com grande influência sobre a estratégia a ser adotada por Gabriel. São ela

s a decisão do governador sobre se fica no cargo até o final do ano ou se sai antes para disputar a eleição. E um quadro mais nítido sobre quem serão os candidatos que de fato se apresentarão para enfrentar o presidente Lula.

Há hoje, dentro do MDB e do governo, o entendimento de que Leite, se não quiser concorrer ao Senado, ainda pode tentar se apresentar para a corrida presidencial, como uma opção ‘ao centro’ com a qual se identifique parte do eleitorado de direita. O movimento tanto colocaria Gabriel no comando do Piratini, alcançando a estratégia inicial do partido, como daria ao MDB gaúcho um candidato na disputa pelo Planalto.

“Estamos fazendo o dever de casa, conversando com os partidos e aguardando março chegar. E estamos preparados para qualquer que seja a decisão que o governador tomar”, assegura Zanchin. O deputado assinala que o MDB já tem o apoio do PSD, segue em conversações com parte do PP e do Republicanos e acredita na possibilidade de que o PDT permaneça na base e apoie a candidatura governista.

Em todas as siglas envolvidas, a partir da decisão do PP passou a circular a informação de que, caso o partido de fato apoie Zucco e saia da base, na prática o racha não se resolverá. E lideranças que preferem a aliança com o MDB poderão seguir próximas da coalizão governista, inclusive no que diz respeito a campanha eleitoral. Também é ventilada a possibilidade de que integrantes do PP descontentes migrem para outra legenda. Por ser o partido de Leite, o PSD é o destino mais lembrado. Mas, estrategicamente, conforme articuladores do governo, o Republicanos pode ser a opção prioritária, garantindo assim o apoio oficial da sigla, mesmo que com algumas baixas.

PARA LER NO ORIGINAL, CLIQUE AQUI.

Artigos relacionados

ATENÇÃO


1) Sua opinião é importante. Opine! Mas, atenção: respeite as opiniões dos outros, quaisquer que sejam.

2) Fique no tema proposto pelo post, e argumente em torno dele.

3) Ofensas são terminantemente proibidas. Inclusive em relação aos autores do texto comentado, o que inclui o editor.

4) Não se utilize de letras maiúsculas (CAIXA ALTA). No mundo virtual, isso é grito. E grito não é argumento. Nunca.

5) Não esqueça: você tem responsabilidade legal pelo que escrever. Mesmo anônimo (o que o editor aceita), seu IP é identificado. E, portanto, uma ordem JUDICIAL pode obrigar o editor a divulgá-lo. Assim, comentários considerados inadequados serão vetados.


OBSERVAÇÃO FINAL:


A CP & S Comunicações Ltda é a proprietária do site. É uma empresa privada. Não é, portanto, concessão pública e, assim, tem direito legal e absoluto para aceitar ou rejeitar comentários.

Um Comentário

  1. Gnomo é candidato dele mesmo. Um burocrata apagado do partido. O pior é que os eucaliptos do MDB não deixaram alternativas. Gente que não larga o osso acaba se lascando, Se Romildo Bolzan, por exemplo, tivesse deixado a presidencia do Gremio enquanto estava em alta tinha grande chance no pleito para governador. Não largou e deu no que deu. Alas, outro vicio da classe politica, preferem um cabide no governo de outros do que voltar um passo para se eleger num cargo ‘menor’.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo