FEMINICÍDIO. TJ/SC amplia para 16 anos de prisão a pena de acusado da morte de Isadora Viana Costa
Ele havia sido inicialmente condenado a 12 anos de prisão em regime fechado

Do portal NSC Total / Com texto assinado por Nathalia Fontana e foto de Reprodução
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) atendeu ao pedido do Ministério Público (MPSC) e aumentou a pena de Paulo Odilon Xisto Filho, acusado de matar a namorada e modelo gaúcha Isadora Viana Costa, de 22 anos. O crime aconteceu em Imbituba, no Sul de Santa Catarina, em 2018.
O réu foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado por feminicídio após um julgamento que durou três dias, em setembro do ano passado. Contudo, o MPSC pediu o aumento da pena-base, considerando uma série de vetores. Somente dois deles foram acatados, e o TJSC entendeu que a culpabilidade e a conduta social do réu eram mais graves do que havia sido considerado.
Dessa forma, a pena foi aumentada para 16 anos de prisão, em decisão unânime, sendo mantido o restante da sentença. A sessão aconteceu na terça-feira (24).
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Relembre o caso
Segundo denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o réu conheceu Isadora em Santa Maria (RS), em março de 2018, quando começaram a namorar. Em 22 de abril daquele ano, a jovem aceitou o convite para passar uns dias no apartamento do namorado, em Imbituba.
Durante o tempo que passou com o namorado, Isadora relatou a amigas que Paulo se tornava agressivo e descontrolado quando estava sob efeito de drogas, segundo a denúncia. No dia do crime, o homem teria passado mal e Isadora entrou em contato com a família dele.
De acordo com a investigação, Paulo não teria gostado da atitude da modelo, já que os familiares não sabiam que ele usava drogas. Após os parentes deixarem o apartamento, o casal teve uma discussão e, de acordo com a denúncia, agrediu Isadora até a morte com golpes no abdômen.
Os socorristas do Corpo de Bombeiros que atenderam o caso disseram à polícia que o lençol da cama estava sujo de sangue quando atenderam a jovem. Entretanto, quando investigadores chegaram ao local, a cama estava sem o lençol. A denúncia contra Paulo inclui a modificação da cena do crime.
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