As cidades sem cidadania – por Marionaldo Ferreira
Então, “a ausência de projeto político não aparece apenas nos discursos vazios”

Uma cidade não adoece de um dia para o outro. Ela começa a enfraquecer quando perde a capacidade de pensar o próprio futuro.
Quando faltam projetos, visão e determinação política, o que surge é a gestão do improviso. Administra-se o presente apenas para apagar incêndios, sem construir caminhos. E quem paga essa conta não é o governo – é o cidadão no seu cotidiano.
É o trabalhador que perde horas no trânsito porque ninguém pensou mobilidade.
É a mãe que espera atendimento na saúde porque faltou planejamento.
É o jovem que vai embora da cidade porque ninguém estruturou oportunidades.
É o comerciante que luta sozinho porque o desenvolvimento econômico nunca virou prioridade.
A ausência de projeto político não aparece apenas nos discursos vazios. Ela aparece na rua esburacada, na fila do posto de saúde, na falta de empregos e na sensação de estagnação.
Mas cidades não são apenas prédios, ruas e orçamentos. Cidades são inteligência coletiva.
Em cada bairro existem professores, empresários, trabalhadores, pesquisadores, lideranças comunitárias e jovens cheios de ideias. Existe conhecimento, experiência e capacidade de resolver problemas.
Uma cidade se torna verdadeiramente inteligente quando seus gestores entendem algo simples:
governar não é decidir sozinho – é mobilizar a inteligência humana que já existe no território.
Gestão moderna não é apenas administrar recursos públicos. É organizar talentos, ouvir quem sabe, integrar universidades, empreendedores, comunidades e técnicos na construção de soluções reais.
Quando isso acontece, a cidade muda de postura.
Ela deixa de apenas reagir aos problemas e passa a construir o futuro de forma consciente e coletiva.
Porque no fundo a diferença entre uma cidade parada e uma cidade que avança não está apenas no orçamento.
Está na coragem de ter projeto, na determinação política de executá-lo e na sabedoria de reconhecer que a maior riqueza de um território é a inteligência das pessoas que vivem nele.
(*) Marionaldo Ferreira é especialista em governança pública, mentor de líderes e consultor em gestão e captação de recursos para municípios. Atua na formação de servidores e agentes públicos e é autor do livro Governança Pública e Suas Possibilidades.





Resumo da opera. O que falta é trabalho, tem gente muito bem paga para tocar a cidade. Não falta algo etereo, o ‘projeto’. E a culpa não é da população. Ainda, URSS mostrou que economias controladas pelo governo não funcionam por muito tempo. China? E uma ditadura. E a economia ja esteve melhor. Alas, vide bolha imobiliaria que estourou.
‘Ela deixa de apenas reagir aos problemas […]’. E cultural, so e problema quando bate no gabinete. Dai vira vitrine. Vide Possochato, superlotação de presidios e o ‘fomos pegos de surpresa’.
‘Quando isso acontece, a cidade muda de postura.’ Cite 5 exemplos.
‘Existe conhecimento, experiência e capacidade de resolver problemas.’ Se existe disposição é outra historia.
‘Ela aparece na rua esburacada, na fila do posto de saúde, […]’. Falta dinheiro. Gastam em bobagens. Na saude existem verbas carimbadas. Parte e desviada porque maquiam as contas para usar dinheiro em outros fins e o minimo a ser aplicado vira o máximo.
‘É o comerciante que luta sozinho porque o desenvolvimento econômico nunca virou prioridade.’ Estamos no capitalismo. Se não consegue manter as portas abertas que arrume outra atividade.
‘É o jovem que vai embora da cidade porque ninguém estruturou oportunidades.’ Função da iniciativa privada. Não aparecerão em todo lugar, muito menos nas bibocas. Porque não se justifica economicamente.
‘É o trabalhador que perde horas no trânsito porque ninguém pensou mobilidade.’ Ou porque ‘é o que a casa tem para oferecer’.
Na teoria tudo é facil e bonito. Existe um fetiche no Brasil, ‘projeto’. Coisas de burocrata. O filosofo Mike Tyson já disse ‘todo mundo tem um plano ate levar um soco na boca’.