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Número de mulheres em cargos de liderança retrocedeu no Brasil – por Guilherme Bicca

“Problema nunca foi qualificação. As mulheres estão prontas”. Então, o que há?

Faz algum tempo que não apareço por aqui. E, para meu retorno, pensei em começar devagarinho, sem briga ou polêmica. Só dados e uma reflexão que, no Dia Internacional da Mulher, merece mais atenção do que costuma receber.

Agora sou “rato de LinkedIn e, dia desses (podemos falar mais sobre isso no futuro) me deparei com um levantamento publicado pela própria plataforma que resume bem onde estamos: as mulheres são 45,2% da força de trabalho brasileira, mas ocupam apenas 32,2% dos cargos de liderança. Esse número, que vinha crescendo, parou. E como se não bastasse, em 2025, começou a retroceder.

Existe até um nome pra isso: “degrau quebrado”. As mulheres entram no mercado quase em igualdade com os homens. Quase metade dos cargos de entrada são femininos. Mas, conforme a escada sobe, elas somem. Nas vice-presidências, são 22,3%, apenas. A conta não fecha.

“Mas as mulheres são muito emocionais para liderar”, alguém pode pensar. Até porque, sempre tem alguém para dizer isso. 

Posso falar por experiência: as melhores lideranças que tive na vida foram de mulheres. E não pela sensibilidade, mas pela racionalidade, pelo foco. Pela capacidade de separar o ego da decisão. Coisa que, convenhamos, os homens têm uma dificuldade histórica de fazer. Ou você já esqueceu quantas guerras a humanidade presenciou por pouco mais de nada? Todas elas com homens na liderança.

O problema nunca foi a qualificação. As mulheres estão prontas. O que quebra o degrau são os processos internos das empresas: promoções baseadas em critérios vagos, redes de influência masculinas, culturas que confundem liderança com virilidade.

Mas tem uma boa notícia, como promete o título.

Entre as profissionais da Geração Z, 38,1% já ocupam cargos de liderança. Entre os Baby Boomers, esse número era de 18,4%. A base está mudando. Devagar, mas está.

Oportunidade no mercado de trabalho não é só empregar mulher. É deixá-la chegar onde ela pode, e de fato, fazer diferença. Os números mostram que ainda não chegamos lá. Mas, pela primeira vez em muito tempo, a próxima geração parece discordar disso na prática.

(*) Guilherme Bicca é jornalista graduado na Universidade Franciscana (UFN) desde 2008. Nesses anos, especializou-se em assessoria de comunicação integrada, quando realizou trabalhos junto a instituições como Sociedade de Medicina; Apusm; Sindilojas; e, mais recentemente, CDL Santa Maria. Está à frente da comunicação de entidades como Adesm e Secovi Centro Gaúcho; presta assessoria especializada ao Fidem Bank; é redator sênior na Jusfy, legaltech eleita a startup mais escalável do último South Summit. Também é um dos âncoras do Semanário, programa veiculado aqui mesmo em claudemirpereira.com.br; e criador do podcast Bocas do Monte, da TV Santa MariaGuilherme Bicca escreve às sextas-feiras no site.

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22 Comentários

  1. Os dados mostram uma contradição preocupante: mesmo sendo quase metade da força de trabalho, as mulheres ainda enfrentam barreiras para chegar à liderança. O chamado “degrau quebrado” revela um problema estrutural. O que empresas e instituições poderiam fazer, de forma concreta, para mudar esse cenário?

  2. Resumo da opera IV. Ano que vem tem dia da mulher de novo. Vão falar/escrever as mesmas coisas. Propaganda. Encheção de linguiça. Viva o Youtube!

  3. Resumo da opera III. No topo da piramide há espaço para poucos(as). Imbecis do ‘simbolico’ é problema que se resolve sozinho. Alas, Dilma, a humilde e capaz, quebrou o pais!!!! Agora ocupa um cargo simbolico no oriente!!! Kuakuakuakuakuakua!!!

  4. Resumo da opera II. Soluções faceis, rapidas e indolores ou vem de genios (e estão certas) ou majoritariamente estão erradas, vem de imbecis. Genialidade é rara.

  5. Resumo da opera. Deixando a questão de valores, algo que deveria ser de cada um e não imposta por Vermelhos (a seita) e/ou ‘religiosos’, familia e carreira é um balanço dificil. Nesta hora algum servidor publico imbecil vai dar pitaco. Mais um motivo para acabar com a estabilidade.

  6. Maria Silvia Bastos Marques. Doutora em economia pela FGV. Presidente da CSN. Presidente do BNDES. Criticas internas no banco porque não ‘defendeu’ a instituição em escandalos de corrupção. Cortou subsidios de emprestimos que desagradou outra galera. Financiamentos diminuiram, estatistica sem trem da alegria murchou e a cabeça rolou.

  7. Carly Fiorina. CEO da Hewlett-Packard, uma potencia, entre 1999 e 2005. Em 2002 coordenou a maior fusão no setor de tecnologia até então. Adquiriu a Compaq. Para quem lembra da epoca uma loucura. Apostando em hardware quando todos iam para o software porque a China entrava na equação. Demitiu 30 mil funcionarios na fusão. No resto do mandato dela aumentou o numero de funcionarios em 150 mil. Formada em filosofia e historia da arte por Stanford. Começou direito, mas não terminou. Fez MBA na Universidade de Maryland. Fez mestrado em administração no Massachusetts Institute of Technology. Altamente qualificada. Mas a cabeça rolou.

  8. Ellen Pao. Em 2012 processou o empregador, Kleiner Perkins, por discriminação de genero. Promoções. Conseguiu o cargo de CEO do Reddit. Empresa tocada por voluntarios. A propaganda é que ‘queria botar ordem na casa’. Demitiu uma funcionaria extremamente popular, Victoria Taylor. Petição de 200 mil assinaturas pedindo a cabeça dela. Partes do site pararam de funcionar. Um dos fundadores a demitiu. Resumo? Quando o ‘sexismo’ é desculpa para a incompetencia.

  9. Marissa Mayer. Assumiu o Yahoo em 2012. Uma das ‘mais brilhantes mentes do Vale do Silicio’. Periodo conturbado. Otimismo inicial. 2015/2016 2000 demissões. Gastos corporativos excessivos. Perda de confiança. Durou 5 anos.

  10. ‘Entre as profissionais da Geração Z, 38,1% já ocupam cargos de liderança.’ Forbes publicou a noticia e não fez distinção de geração. Tem ruído na ‘informação’.

  11. ‘O que quebra o degrau são os processos internos das empresas:[…]’. Ou seja, mais uma desculpa para interferir nas empresas. Empresa ONG.

  12. ‘O problema nunca foi a qualificação. As mulheres estão prontas.’ De novo ‘mulheres em tese’.

  13. ‘Ou você já esqueceu quantas guerras a humanidade presenciou por pouco mais de nada? Todas elas com homens na liderança.’ Ou seja, já não existe ‘igualdade’, mulheres são moralmente ‘superiores’ aos homens. Sem eles ‘não haveriam guerras’. Obviamente ideologia e obviamente sem base nenhuma.

  14. ‘Posso falar por experiência: as melhores lideranças que tive na vida foram de mulheres.’ Kuakuakuakuakuakua! La garantia soy yo. Qual o risco? O que esta em jogo? Uma publicidade mal feita ou um erro de grafia?

  15. Empresas maiores tem ‘filtros’. Problemas não podem chegar no topo. Só os mais cabeludos. E não tem sabado, Pascoa, descanso semanal, Natal ou Ano-Novo. Ou aniversário do(a) filho(a). Pessoal da medicina também tem este pepino.

  16. “Mas as mulheres são muito emocionais para liderar”. ‘As mulheres’ é um caminhão cheio de melancias. Churchill ficou com a responsabilidade do desastre de Galipoli na Primeira Guerra (culpa não foi só dele). Na Segunda era contra o desembarque na Normandia. Havia alternativas. Motivo? Previsão de baixa era 25 mil. Foi menos. Em epocas de ‘falso humanismo’ quem decidiria mais facilmente que ‘é necessario demitir dois mil funcionarios’ numa empresa?

  17. ‘Mas, conforme a escada sobe, elas somem. Nas vice-presidências, são 22,3%, apenas. A conta não fecha.’ Ideologia de novo. Vice-presidencia é um cargo. Quem ocupa tem que ter um conjunto de formaçao, experiencia, caracteristicas psicologicas e habilidades. Se o numero de mulheres encolhe também o pool de candidatas. Simples assim. Não é na base do ‘qualquer uma pode fazer qualquer coisa’.

  18. A total igualdade entre homens e mulheres vem do comunismo. A informação de que toda mulher necessita ter 2,1 filhos para manter a estabilidade da população. Caso contrario ela encolhe. Na outra ponta o papel da mulher é ficar em casa e criar os filhos.

  19. ‘As mulheres entram no mercado quase em igualdade com os homens. Quase metade dos cargos de entrada são femininos. Mas, conforme a escada sobe, elas somem.’ Eis que o fator maternidade entra na equaçao. Depois dos 30 anos o relogio acelera. Possibilidade de ter um rebento com trissomia sobe de 1 em 1000 para 1 em 650. Aos 35 a chance é 1 em 400. Aos 40 1 em 70. Apos 45 1 em 19.

  20. ‘[…] as mulheres são 45,2% da força de trabalho brasileira, mas ocupam apenas 32,2% dos cargos de liderança.’ E daí? Por que teria que ser diferente? Qual o custo de tornar os numeros iguais? Sim, porque o ganho teorico não sai ‘de gratis’.

  21. Antigamente comentava que era necessário menos Platão e mais Aristóteles. A discussão destes assuntos aborda a mulher ‘em tese’. A estatistica é produzida para promover a ideologia e esconder as diferenças.

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