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O STF e o caso Banco Master – por Giuseppe Riesgo

Supremo Tribunal “deixou de ser visto apenas como uma corte constitucional”

O escândalo do Banco Master deixou de ser apenas um caso financeiro. Hoje ele virou um teste institucional para o próprio Supremo Tribunal Federal.

Quando as investigações chegaram ao STF, surgiram questionamentos inevitáveis. Mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro citaram autoridades e levantaram suspeitas que colocaram o tribunal no centro da crise. Diante disso, o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria e o processo foi redistribuído para André Mendonça.

A partir daí, cada passo passou a ser observado com lupa. Não só pela opinião pública, mas também dentro do próprio tribunal. Ministros acompanham atentamente as decisões do relator e como elas repercutem no cenário político e na sociedade. E isso revela algo maior. O STF deixou de ser visto apenas como uma corte constitucional. Para muitos brasileiros, passou a ser percebido também como um ator político.

E quando política e Judiciário se misturam demais, quem paga a conta é a confiança nas instituições. Por isso, a condução desse processo tem um peso que vai além do caso em si. Não se trata apenas de investigar possíveis crimes ou relações indevidas. Trata-se de mostrar algo fundamental: que a lei vale para todos – inclusive quando o caso envolve o próprio ambiente do poder.

Num momento em que a credibilidade das instituições é constantemente questionada, o Brasil precisa de algo simples: transparência, responsabilidade e coragem institucional.

Porque sem confiança nas instituições, nenhuma democracia se sustenta.

(*) Giuseppe Riesgo é secretário de Parcerias da Prefeitura de Porto Alegre e ex-deputado estadual pelo partido Novo. Ele escreve no site às quintas-feiras.

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9 Comentários

  1. Em tempo. ‘Porque sem confiança nas instituições, nenhuma democracia se sustenta.’ Imagem de democracia. O que cai é a CF88.

  2. Resumo da opera II. Degustações a parte. Escritorios de advocacia que fazem lobby juridico agora viram ‘consultorias’. Para fazer a mesma coisa.

  3. Legislativo não legisla, só marketeia e cuida dos proprios interesses. Executivo so aumenta tributos e gasta a mais não poder. Judiciario não cuidou das suas mazelas com a desculpa de ‘proteger a instituição’.

  4. ‘ Para muitos brasileiros, passou a ser percebido também como um ator político.’ Não da para plantar alface e querer colher soja. Tribunal trabalhou ativamente para acabar com um grupo politico. Tirar uma figura do cenario politico. Tomou atalhos juridicos. Criou narrativas para justificar ameaças saidas da bola de cristal. Juridicos explicaram que a exceção era ‘justificada’. Deu no que deu. OABola de porco pede encerramento de inqueritos.

  5. Figuras esquecidas, Eliana Calmon e os ‘bandidos de toga’. Briga entre Gilmar Mendes e Fausto De Sanctis na operação Satiagraha.

  6. ‘Quando as investigações chegaram ao STF […]’. Não é a primeira vez. Aconteceu na Lava a Jato. Pessoal do juridico não sem razão criou o desqualificador ‘lavajatismo’. Politicamente se Moro e cia. não fizessem o que fizeram ia tudo para debaixo do tapete. Vem a Vaza Jato, deu no que deu. CPI da Lava Toga que os cavalistas ajudaram a enterrar.

  7. Vanguarda ‘Iluminista’ entrou numas de ‘Congresso é conservador, não faz nada para implementar os principios constitucionais, os direitos humanos; vamos atropelar o Congresso’.

  8. Antes de tudo ‘Estado de Direito’ sem principio da legalidade e sem isonomia não existe. Não adianta fingir que um porco é uma ovelha. Uma das grandes empulhações nacionais, tratam as coisas, principalmente o pessoal do juridico, como se correspondessem 100% a teoria quando é muito evidente que não é o caso.

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