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EDUCAÇÃO. Docentes recebem na folha do início de maio um reajuste no salário correspondente a 3,5%

Sedufsm alerta para as pendências da greve e sobre a política salarial futura

Reunião da Mesa Central de Negociação entre governo e sindicatos no dia 26 de março (Foto Washington Costa/Divulgação)

Por Fritz Nunes / Da Assessoria de Imprensa da Sedufsm

Na folha de abril que será paga no início de maio, as e os docentes federais receberão um reajuste nos salários correspondente a 3,5%. Essa é a última parcela referente ao que foi acordado durante a greve de 2024. Assim, durante os quatro anos do governo Lula houve recomposição salarial em 2023 (9%), percentual acordado na transição de governo, e os percentuais conquistados após o movimento grevista (9% em 2025 e 3,5% em 2026).

Neste mês de maio também serão reajustados os steps, que são os degraus de progressão horizontais na tabela de vencimentos. Além disso, neste mesmo mês também será aumentado o valor do auxílio-alimentação, que passará dos atuais R$ 1.175,00 para R$ 1.192,00. Já os auxílios referentes a assistência pré-escolar e saúde suplementar também terão reajustes, mas na folha de maio, que será paga no início de junho. Gráfico abaixo divulgado pelo MGI mostra reajustes no auxílio-alimentação nos últimos anos.

Na avaliação do presidente da Sedufsm, professor Everton Picolotto, é importante destacar esses ganhos, que resultam da mobilização da categoria docente e do conjunto de servidoras e servidores federais. Ele lembra que desde o primeiro reajuste concedido pelo atual governo, em 2023, a pressão foi fundamental para a sensibilização diante de uma conjuntura que era de perdas ao longo de muitos anos, inclusive, com a ausência de qualquer recomposição salarial.

Picolotto enfatiza que a política de reposição dos salários de 2025 e 2026, bem como a alteração no percentual dos steps e o aumento dos valores dos benefícios, ainda que insuficientes quando se leva em conta o tamanho das perdas, que já vinham de governos anteriores, foram alcançados através da mobilização, inclusive com a realização do movimento paredista no ano de 2024.

Pendências e o futuro

O presidente da Sedufsm ressalta que apesar dessas conquistas, ainda há diversas pendências da greve, tanto no caso da carreira EBTT como também no caso do Magistério Superior. Dentre os pontos pendentes, o reenquadramento de aposentados e aposentadas e a entrada lateral, com reposicionamento na carreira. Também está na mesa de negociação, desde o período grevista, a criação de um auxílio-nutrição para aposentados/as.

Na perspectiva de futuro, Picolotto argumenta que é preciso pensar sobre o próximo ano em diante. Após o reajuste neste mês de abril, não há mais nada previsto a partir de 2027. Diante disso, o dirigente da Sedufsm avalia que é preciso estar atento, especialmente o ANDES-SN, por estar em Brasília, buscando já negociar, mesmo em um ano eleitoral, um espaço orçamentário para que em 2027 se tenha uma previsão de recomposição dos salários perante a inflação.

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