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Santa Maria e o surgimento de uma direita com propósito – por Giuseppe Riesgo

“O crescimento do Novo em Santa Maria não aconteceu por acaso”

A posse da vereadora Lara Prade em Santa Maria não é apenas um ato formal da política local. É um símbolo de um movimento mais profundo que vem ganhando corpo na cidade, o amadurecimento de uma direita que se organiza a partir de princípios, e não apenas de circunstâncias eleitorais.

O crescimento do Novo em Santa Maria não aconteceu por acaso. Ele reflete uma demanda cada vez mais clara de parte da sociedade por uma política baseada na responsabilidade, na liberdade econômica e no respeito ao indivíduo. Não se trata de uma direita de ocasião, moldada por conveniências, mas de uma construção sólida, alicerçada na defesa da livre iniciativa, na redução do peso do Estado e na valorização do mérito.

Nesse contexto, a chegada de Lara Prade à Câmara de Vereadores representa uma renovação com propósito. Sua atuação tende a ir além da retórica. Há uma expectativa legítima de que ela traga para o debate pautas fundamentais como a defesa das mulheres sob uma ótica de autonomia e dignidade, sem capturas ideológicas, além de impulsionar discussões sobre inovação, tema essencial para uma cidade universitária que precisa transformar conhecimento em desenvolvimento.

Mas talvez o aspecto mais relevante dessa posse esteja no gesto político que a viabiliza. O vereador Meneghetti, ao ceder espaço, demonstra algo raro na política contemporânea, grandeza partidária. Mais do que uma decisão estratégica, é um sinal de maturidade de um grupo que entende que projetos são maiores do que mandatos individuais.

Esse tipo de movimento revela que há, sim, uma direita sendo construída em Santa Maria. Uma direita que não se limita à oposição, mas que busca protagonismo com coerência. Uma direita que entende que ocupar espaços institucionais exige preparo, consistência e compromisso com ideias claras.

Lara chega ao Legislativo com a responsabilidade de representar esse avanço. E, se mantiver coerência com os princípios que a levaram até ali, poderá não apenas honrar o espaço que ocupa, mas contribuir para consolidar uma nova cultura política na cidade.

Santa Maria, aos poucos, começa a assistir ao surgimento de uma direita que não pede licença, se estrutura, se posiciona e se prepara para governar.

(*) Giuseppe Riesgo é secretário de Parcerias da Prefeitura de Porto Alegre e ex-deputado estadual pelo partido Novo. Ele escreve no site às quintas-feiras.

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9 Comentários

  1. Resumo da opera. Para não ficar só no mimimi vazio. Porque o papo tem que ser reto. Vermelhos ianques estão com vocabulário novo. Para vender como novidade as mesmas coisas de sempre. Um palavra nova (não exatamente, o uso é que aumentou) é ‘comunitarismo’. Outra estirpe de coletivismo. Os psolianos woke saem de uma cidade para protestar em outras (as vezes noutro estado contra as batidas do ICE. Gritos de ordem? ‘Estão prendendo os nossos vizinhos!’. Imigrantes ilegais (‘cidadãos sem documentação’ segundo eles) são ‘vizinhos’!

  2. ‘Santa Maria, aos poucos, começa a assistir ao surgimento de uma direita que não pede licença, se estrutura, se posiciona e se prepara para governar.’ Tucano enrustido jamais sera vencido! Passa a onda de direita e saem do armário, ‘tudo pelo social’. A ‘terceira via’ que não quer assumir.

  3. ‘[,,,] mas contribuir para consolidar uma nova cultura política na cidade.’ Nova no que? Ate agora o Novo tem discurso de politicos caixa de Maizena. O texto evidencia isto.

  4. ‘Esse tipo de movimento revela que há, sim, uma direita sendo construída em Santa Maria.’ Repetição. Propaganda. Falta de assunto.

  5. ‘ O vereador Meneghetti, ao ceder espaço […]’. Fez o que de util enquanto estava lá mesmo? Se ela ganhar mais notoriedade e mais votos na eleição proporcional o beneficia também.

  6. ‘Sua atuação tende a ir além da retórica. Há uma expectativa legítima de que ela traga para o debate pautas fundamentais como a defesa das mulheres […]’. Ou seja, previdencia dos servidores, transporte coletivo, decadencia economica, obras inacabadas, qualidade da educação, agilidade no atendimento na saude ficam de lado. E ‘defesa das mulheres’, sem ‘retorica’ ainda por cima.

  7. ‘Não se trata de uma direita de ocasião, moldada por conveniências, mas de uma construção sólida, alicerçada na defesa da livre iniciativa, na redução do peso do Estado e na valorização do mérito.’ Ou seja, liberalismo. Ou seja, centro-esquerda. Ou seja tucanos enrustidos pegando carona na onda de direita/conservadora.

  8. ‘O crescimento do Novo em Santa Maria não aconteceu por acaso.’ Tinha um deputado estadual. Agora uma vereadora.

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