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Não se faz ajuste fiscal pelo lado da receita – por Giuseppe Riesgo

“Pior armadilha que políticos, de tempos em tempos, tentam nos fazer engolir”

A política pressupõe escolhas. Dada as limitações orçamentárias oriundas da capacidade da população em bancar os serviços ofertados pelo Estado, há que se observar freios ao expansionismo fiscal e o endividamento público. Só que o PT não compreende isso. Pelo contrário, o desprezo ao básico sobre finanças públicas é contumaz no partido e nas suas fileiras. É uma mistura de crendice ideológica dos economistas da Unicamp com o populismo político-partidário petista de sempre.

A nova invenção econômica do atual governo é um acinte à boa literatura econômica e à realidade histórica da política nacional. O desaforo econômico vem acompanhado da seguinte estultice: precisamos reverter a desoneração fiscal sobre os combustíveis para acomodar a curva de juros e, com as receitas advindas da recomposição tarifária, colocar as contas públicas em ordem, baixar os juros e controlar a inflação.

No entanto, como no provérbio alemão, o diabo sempre está nos detalhes. Como saberemos, por exemplo, se estes ganhos de receita para o governo Lula servirão mesmo como uma reserva fiscal que acomode a nossa preocupante relação dívida/PIB? Ninguém sabe! E, arrisco, dado o histórico perdulário das administrações petistas, isso não acontecerá.

Afinal, convenhamos, as administrações petistas nunca foram um exemplo de austeridade fiscal e monetária para o país. Assim, não é fantasioso imaginar que estaremos abrindo as portas para mais gastos públicos e menos responsabilidade com o futuro das contas públicas nacionais.

Esse é o DNA do PT. Alguns vão ainda mais longe: essa seria a natureza da maioria dos políticos brasileiros (algo que eu não tenho como discordar). No primeiro sinal de espaço fiscal, aumenta-se gastos e premia-se o populismo fiscal. Em outras palavras: a ânsia de fazer caridade com o chapéu alheio (leia-se: impostos) é sempre maior do que se manter diligente com a contas nacionais e as próximas gerações. Não se faz ajuste fiscal aumentando impostos. Essa é a pior armadilha que os políticos, de tempos em tempos, tentam nos fazer engolir.

(*) Giuseppe Riesgo é ex-deputado estadual pelo partido Novo. Atualmente ocupa a Chefia de Gabinete do Deputado Federal Marcel van Hattem. Ele escreve no Site todas as quintas-feiras.

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9 Comentários

  1. Comunidade europeia tem o programa espacial ligado ao foguete Ariane frances. Desenvolvimento do Ariane 5 custou algo como 7 ou 8 bilhões de dolares. No meio do caminho a SpaceX fez algo que os especialistas diziam ser impossivel, primeiro estágio reutilizavel (entre outras coisas). Chineses já tem o deles também. Custo de lançamento dos europeus ficou fora da realidade. Já iniciaram o desenvolvimento do Ariane 6. Outra montanha de dinheiro. Brasil não tem grana para estas aventuras. Há outras prioridades. Não sei se os vermelhos concordam. Vem o filme aí ‘Apertem os cintos, o piloto bebeu!’.

  2. De novo intervenção desenvolvimentista na economia. Ceitec. Produção de circuitos integrados (os ‘chips’) tem um numero que reflete a tecnologia ligado a litografia. Quanto menor melhor, mais componentes na mesma área de silicio. A referida empresa começou com a doação, lá por 2000, de um equipamento pela Motorola. Tecnologia 600 nanometros (1 nanometro é um bilionesimo de metro). Em 1994 era a tecnologia mais avançada. Em 2000 já tinha sido substituida pela 150 nanometros. Quatro vezes menor. Qual o numero hoje? 5 nanometros. 120 vezes menor. O mote da empresa é RFID (uma especie de etiqueta eletronica, grosso modo). Se a internet das coisas tivesse decolado não seria tão ruim. E o custo de equipamento novo? O mais de ponta não conseguem comprar. Mas a segunda linha começa em um bilhão e meio de dolares.

  3. Economia ainda. Teorias totalmente furadas e as bestas acham que é questão de ‘narrativa’. ‘Inflação foi causada por um choque de oferta, subir os juros não resolve’. O que pretendem? Baixar os juros de qualquer jeito, o credito aumenta, demanda aumenta. Aquece a economia, crescimento, etc. Problema é que a oferta não recuperou ainda. Resultado é inflação. Que tem um gatilho psicologico importante. A perspectiva de aumento da mesma leva as pessoas a aumentarem os preços ‘preventivamente’. Dispara.

  4. Economia. Criaram imposto sobre exportação de petróleo (9%?). Parece ser o primeiro passo de uma grande caminhada. Metade (perto disto) do petroleo exportado vai para a China (ou seja, não é tão simples assim). Vamos ver no que dá. Alas, ninguém exporta tributos. Na teoria economica molusquista funciona.

  5. Fato hilário. Presidente da Susano Papel e Celulose apoiou Simone Establishment no primeiro turno da eleição passada. Agora o MST invadiu duas ou três fazendas no sul da Bahia. O que se diz para um sujeito destes? Faça o ‘L’ e senta em cima! Invasores, que ja detonaram um monte de coisas, argumentam que ‘estava abandonado’. Fazenda de produtora de celulose planta arvores. Que demoram a crescer. Obvio. Resta saber se é briga simulada com o governo, outra cortina de fumaça.

  6. Governo Molusco com L., o honesto, não tem o ‘planejamento’ que os molusquistas tanto cobram dos outros. É ‘vamos ganhar a eleição e depois a gente vê’. Até agora fizeram nada. Inauguraram obras de outros governos que estavam ficando prontas. Brigas internas (reais ou combinadas, não se sabe, eu apostaria na combinação). Enchem a pauta nas redações com temas secundarios ligados a propria ideologia. Muita cortina de fumaça.

  7. Schopenhauer dizia que o destino embaralhava as cartas e restava a nós apenas jogar. Destino não sei se existe, mas a mão de cartas é o que veio e não adianta lamentar. Cesar seculos antes diria que a sorte estaria lançada.

  8. Hummm…. Detalhe os seguidores do Cavalão são cavalistas, os seguidores do Molusco com L., o honesto, são militantes petistas. Consórcio de midia que ajudou na eleição do governo de plantão está ‘aplicado’, vendo ‘coisas boas’ onde não tem nada além de anuncios e ‘justificando’ barbaridades. ‘Se o Cavalão tivesse sido reeleito os tributos dos combustiveis teriam que ser reajustados, não teria jeito.’ Se eu pesasse três toneladas e vivesse no mar seria uma baleia. Contexto seria completamente diferente com inumeras possibilidades (inclusive piores). Chorumelas.

  9. Antes de mais nada, institucionalizaram a sem-vergonhice no Senado.Salario por lá passa de 150 mil por mês com as vantagens. ‘Trabalho’ de terça-até quinta, expediente só de tarde e três vezes por mês. Alguns vermelhos (as bestas de sempre) tentam ‘justificar’/ ‘normalizar’ os mal feitos. ‘Narrativa’ é que, desde o mais humilde edil até o Senado, ‘trabalham’ para K7. Chega a dar pena. Imagem que tentam fazer ‘colar’ é a mesma de um diretor estatutario de empresa privada. Estes sim têm vantagens, mas o deles está na resta. Resultado tem que aparecer no balancete mensal, caso contrário cabeças rolam. Bem ao contrario dos politicos onde um discurso acusando terceiros, um artigo de um ‘jornalista’ comprado resolvem. Na iniciativa privada não interessa se o pato é macho, no setor publico se der deu, se não der azar da população. Salario garantido no final do mes, plano de saúde cobrindo Albert Einstein ou Sirio Libanes.

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