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Só carne de pescoço – por Gilson Piber

O mar não está para peixe no Paço Municipal. Depois dos progressistas sentirem na carne os desgastes causados pela atuação na área da saúde, é a vez do tucano Jorge Pozzobom reclamar da não-criação, até agora, da Secretaria de Relações Institucionais e Ações Regionais por parte do prefeito Cezar Schirmer.

O tempo passa. Já são mais de nove meses de governo e a cegonha ainda não chegou para muita gente que ajudou Schirmer a se eleger prefeito em outubro passado. Quando não perdem espaço, os aliados ficam com “a carne de pescoço” para digerir. O PP, de Farret, e o PSDB, de Pozzobom, sabem muito bem do que estou falando.

Enquanto isso, o candidato do comissário ganha manchetes e holofotes na caminhada rumo à Assembleia Legislativa. Alguém duvida da eleição do secretário da Juventude, Esportes, Lazer, Idoso e Criança, Tubias Calil, para deputado estadual? Não voto nele, mas jogo um café que ele está eleito. É claro que a política é muito dinâmica, mas Tubias tem o melhor cabo eleitoral do município: o próprio prefeito. Também atua numa área sem tensões. Basta promover eventos. E ele tem sido eficiente nas promoções. Justiça seja feita.

Enquanto isso, Farret descasca os abacaxis da pasta da Saúde e Pozzobom perde tempo nas encrencas da Secretaria de Assistência Social. Vida dura, aliás, muito dura a do progressista e do tucano. E pensar que ambos foram figuras fundamentais no êxito de Schirmer para tirar o PT da prefeitura e concretizar o sonho de chefiar o Executivo do Coração do Rio Grande. Nada como um dia após o outro. Digamos que Farret e Pozzobom receberam um “presente de grego” do prefeito.

Do jeito que o trem anda, Farret tem um luta inglória para retornar ao Parlamento Gaúcho. O mesmo vale para Pozzobom, só que do sonho de virar deputado federal e embarcar de mala e cuia para Brasília. Agora, pergunto: e as direções de PP e de PSDB, fazem o quê? Não chegou a hora de colocar as cartas na mesa e exigir um tratamento mais justo de Schirmer e do PMDB. Para auxiliar na conquista da vitória, progressistas e tucanos serviram. Para comer o filé, o convite parece que ainda não foi enviado. A política tem disso. Enquanto alguns andam, outros voam. E não são progressistas nem tucanos. Algo está errado. Ou não?

Gilson Piber – gilsonpiber@yahoo.com.br

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3 Comentários

  1. Tem alguém pregando peça e carona no “Cavalo do Comissário” (jargão popular que canta as proezas vitoriosas do Comissário), que se gabava de ter o melhor e de ganhar todas as carreiras…
    Também penso isso, pois se o Farret e o Pozzobom não se aligeirarem, quando os dois se derem conta, estarão virando massa de uma manobra bem encilhada, para cacifarem em toda a Região Centro o nome e tão somente o nome DELE.
    To Be Or Not To Be, eis a grande questão a ser resolvida pela dupla Farret/Pozzobom.
    Como sugestão deixo o nome da mãe Dinah ou da Zora Yonara para ajudá-los a resolver o imbróglio político que se criou com esse casamento hibrido do PP+PSDB+PMDB que se chama “to be ass”.

  2. Realmente, a política é dinâmica.
    Não vamos esquecer que uma provável candidatura a deputação estadual de Pozzobom poderia melar com o sonho de uns e outros.
    E, tem mais. Eleição para Prefeito, tem de novo em 3 anos. Não é?

  3. O “to be ass” tem até emblema próprio da secretaria dele, NAS MESMAS CORES QUE ELE UTILIZOU NA CAMPANHA ELEITORAL E COM UMA APARÊNCIA BEM PARECIDA. Acho que o Doutor Adede poderia dar uma olhada nisso pq ele tem sido a nossa única defesa, já que na câmara de vereadores 90% estão com a prefeitura, incluindo o Jorjão e o Forte.

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