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Empresa Familiar (6): quem tem sócio, tem chefe – por Carlos Costabeber

Esse é um assunto realmente delicado: SÓCIO(S)!

Sempre cito nas minhas palestras que, quando nasci, já tinha dois sócios: meu pai e minha mãe. Em pouco tempo, ainda muito pequeno, vi chegar o meu tio Osvaldo e logo a tia Mafalda. Não tinha feito 5 anos, e já fazia parte de uma pequena empresa familiar, tendo ao lado 4 sócios.

E, importante: eu não tive a chance de escolher nenhum daqueles sócios. Felizmente, tive muita sorte, pois nos tornamos um grupo empresarial de sucesso.

Logo vieram meus 2 irmãos e meus 3 primos, que também “não os escolhi”, e que passaram a ser, igualmente, meus sócios.
Entenderam????

Cito sempre esse exemplo muito simples, mas significativo, da mais pura realidade. É assim que as sociedades familiares vão se formando, e crescendo junto com a empresa.

E, apesar de simples, a questão é muito complexa. Vejam que na vida familiar a única pessoa que a gente escolhe é a esposa/esposo. Os demais membros do circulo pessoal, tios, primos, avós; e mesmo os próprios pais e irmãos; a gente não pode escolher.

Mas se eu não posso escolher os sócios que estão agregados na família, tenho o privilégio de poder escolher o(s) sócio(s) que é de fora desse círculo.

Aí está uma rara oportunidade !

Só que, infelizmente, na maioria das vezes em que o empresário busca um parceiro comercial, não encontra a(s) pessoa(s) certa(s). Aí, é um desastre !!!

Por isso, a extrema importância para o sucesso dos negócios, de encontrar o sócio/parceiro certo. Uma pessoa que venha somar e não dividir; que venha agregar e não desagregar.

E não basta só o cuidado com a escolha de um sócio. Não esqueça que o novo membro da empresa familiar também tem os “seus sócios”: esposa(o) e filhos.

Então, pense muito bem antes de admitir um novo parceiro na sociedade, pois você estará se casando também com os membros daquela outra família.

Você entendeu bem a complexidade disso ????

Enquanto lê esse texto, você pode estar se lembrando de situações vividas ou conhecidas, não é?

Portanto, essas minhas palavras só servem para confirmar o que você, como lider de uma empresa familiar, já sabe.

E mesmo sabendo dos riscos que se corre na admissão de um novo sócio, a gente acaba errando, ou trazendo para dentro da empresa os problemas de uma outra família.

Esse é, realmente, um forte motivo de preocupação.

E uma pergunta final:

Não seria mais interessante continuar sozinho, com uma empresa menor, do que querer crescer trazendo um sócio de fora  da família????

Pense muito bem nisso!!!

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